Estudantes e moradores conheceram a exposição em alusão ao Novembro Negro e participaram de oficinas de arte, cultura e expressão que reforçam o protagonismo juvenil no território
“É um espaço acolhedor que transmite as referências artísticas da cidade. A gente entra e entende que esse lugar é pra gente". A fala de Arthur Menezes, um dos jovens que visitaram o Coletivo Bahia pela Paz Valença pela primeira vez nesta terça-feira (18), ajuda a traduzir o clima da semana de abertura ao público do equipamento comunitário. O espaço, localizado na Praça Barão do Rio Branco, nº 20, Graça, popular Avenida ACM, ao lado da Pão & Cia, abriu as portas para a comunidade conhecer a exposição “Cores da Paz - Juventudes e Expressão” e participar das oficinas que seguem até esta quarta-feira (19).
Durante a visita guiada, Arthur Menezes conheceu os espaços do coletivo, que reuniu 38 obras de arte entre quadros, esculturas, fotografias e artefatos decorativos, expostos em alusão ao Novembro Negro. “A equipe do coletivo é muito preparada e se dispôs a explicar o projeto e as artes de forma excelente, apresentando uma iniciativa que reforça o movimento artístico regional e fomenta a nossa cultura”, expressou o jovem de 20 anos. As obras destacam expressões das juventudes negras e reforçam temas como memória, identidade e resistência.
A apresentação de abertura foi conduzida pela equipe do Coletivo e contou com a participação especial do artista transformista Dalmo Reis. Como explica a coordenadora do Coletivo Bahia pela Paz Valença, Andrea Paixão, a semana de abertura reforça, em diálogo com o Dia da Consciência Negra, o compromisso do serviço comunitário com a valorização da cultura afro-brasileira, o combate ao racismo e o protagonismo juvenil. "Esse momento busca aproximar as juventudes, suas famílias e as lideranças da comunidade, criando um espaço de integração, com acolhimento, arte, participação comunitária e construção coletiva", destacou.
Para Alba Cristina Souza, moradora do bairro Bolívia, a visita ao Coletivo Bahia pela Paz Valença começou de forma inesperada. Enquanto passava pela rua, ela percebeu a movimentação no espaço e decidiu entrar para saber o que estava acontecendo. “Fui muito bem recebida pela equipe, que explicou a proposta do projeto de acolhimento aos jovens. Gostei muito da exposição, das obras e também do espaço. O ambiente tem uma energia acolhedora que dá vontade de ficar e de fazer parte”, afirmou a auxiliar de escola.
Além de salas de jogos e cinema para garantir diversão e integração entre os participantes, neste primeiro dia, a programação também contou com a oficina de dança afro conduzida por Célia Present, professora de dança afro. As produções expostas foram cedidas ao Coletivo por meio de parcerias com instituições de ensino e artistas locais, incluindo o Colégio Estadual de Educação Profissional de Valença, Colégio Estadual João Cardoso, Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, Colégio Estadual de Tempo Integral de Gandu, Colégio Estadual do Campo Hermínio Manoel de Jesus, o artista Mestre João Pincel e o artista Juliano Brito.
A programação da semana de abertura seguirá nesta quarta-feira (19), quando o coletivo volta a receber estudantes e moradores para mais um dia de oficinas, apresentações e visitação à exposição. As atividades foram organizadas para ampliar a participação das juventudes e fortalecer o diálogo com a comunidade.
Programação de quarta-feira (19)
08h30 às 17h – Exposição artística aberta ao público
09h às 10h30 – Oficina de Teatro
10h30 às 12h – Oficina de Capoeira
14h às 15h30 – Oficina de Rima
15h30 às 16h – Apresentação Artística
16h às 17h – Música Eletrônica