Carnaval da Bahia: Policiais Militares passam por formação sobre abordagem a pessoas com deficiência

28/01/2026
Policiais Militares passam por formação
Cleomário Alves

A formação é voltada a pelotões da Polícia Militar e foi promovida pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos para qualificar a comunicação entre policiais e pessoas com deficiência nos portais de entrada e circuitos festa


Instruir policiais militares para abordagens qualificadas a pessoas com deficiência e combater o capacitismo foram os objetivos do ‘Letramento Anticapacitista’, realizado na última terça-feira (27), em Salvador. A formação, voltada a pelotões da Polícia Militar (PM), foi promovida pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), por meio da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef), e ocorreu na sede do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe), em Pituaçu. A iniciativa busca qualificar a atuação da PM e garantir atendimento especializado e digno aos foliões com deficiência no Carnaval de Salvador e demais eventos populares.

O treinamento abordou técnicas para qualificar a comunicação entre policiais e pessoas com deficiência, além de orientar sobre a identificação de possíveis violações de direitos, como o capacitismo, e os fluxos adequados de atendimento. Durante a formação, os agentes aprenderam sinais básicos da Língua Brasileira de Sinais (Libras), como “bom dia” e “policial”, além de técnicas para auxiliar na mobilidade de pessoas cegas ou com dificuldade de locomoção em ambientes de grande circulação. As tropas capacitadas atuarão em pontos estratégicos do Carnaval, como portais de acesso aos circuitos, áreas próximas aos camarotes acessíveis da Praça da Piedade e de Ondina, espaços destinados a permissionários com deficiência e nas imediações dos postos do Plantão Integrado do Procon, na Barra.

“Essa formação, além de fortalecer a parceria já estabelecida entre a Polícia Militar e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, avança na garantia dos direitos humanos nas festas populares. Esses grupos específicos atuarão nas festas populares ao longo do ano com um atendimento mais qualificado, diferenciado e voltado para a pessoa com deficiência”, explicou o superintendente da Sudef Marcelo Zig.

“O letramento anticapacitista é fundamental porque, ao compreender as diferentes situações vivenciadas pelas pessoas com deficiência e assumir sua missão de servir e proteger, o policial passa a oferecer um atendimento mais qualificado a esse segmento da população”, afirma a tenente-coronela da PM, Ivana Almeida.

Na mesa de discussões, convidadas pela SJDH, pessoas com deficiência contribuíram com a atividade, oferecendo para os participantes um momento de partilha sobre suas vivências. Foi um momento de troca e aprendizado. 

“Ao promover o debate sobre acessibilidade, acessibilidade atitudinal e combate ao preconceito, a Polícia Militar planta uma semente que será multiplicada não apenas nas festas populares da Bahia, mas também no cotidiano desses profissionais”, destacou o jornalista e produtor cultural Edinilson Sacramento, que tem deficiência visual.
 

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