O enfrentamento ao tráfico de pessoas, ao contrabando de migrantes, ao trabalho escravo e às políticas de migração, refúgio e apatridia foram os temas abordados na formação do Projeto Acolhe Gente, realizada na quarta (27) e quinta-feira (28), pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) em Irecê. Ao todo, 105 profissionais das áreas da assistência social, saúde e educação, de 22 municípios dos territórios de Irecê, Bacia do Jacuípe e Chapada Diamantina, participaram da atividade, que visa qualificar o atendimento da rede e atualizar os protocolos de acolhimento às vítimas.
Desde 2023, o projeto Acolhe Gente promove formações voltadas a profissionais que atuam nos CRAS e CREAS (Centros de Referência de Assistência Social e Centros de Referência Especializados de Assistência Social), escolas e unidades de saúde. A iniciativa orienta os municípios sobre como identificar, acolher e acompanhar vítimas do tráfico de pessoas, além de migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade. A formação foi promovida pela Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Análogo à Escravidão e Atenção à População Migrante e Refugiado (CETP/SJDH) e contou, também, com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).
A formação abordou o tema “Rede SUAS, SUS e Educação no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, Combate ao Trabalho Escravo e Política de Migrações, Refúgio e Apatridia: um olhar e atendimento mais humano e social – Acolhe Gente”. Durante o encontro, foi apresentado um panorama da legislação vigente e destacada a importância do fortalecimento das políticas públicas e da construção de ações intersetoriais no combate a essas práticas criminosas. A atividade também promoveu o alinhamento com a rede de atendimento e debates sobre a implantação de comitês municipais.
“Estou saindo de Irecê muito animada com a participação ativa das pessoas que fizeram parte da formação, acredito muito no poder de articulação das redes locais e um encontro como esse só fortalece e amplia o trabalho intersetorial e articulado”, afirmou a coordenadora da CETP/SJDH, Hildete Emanuele.
Outros parceiros institucionais como a Clínica do Trabalho Escravo da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Instituto do Trabalho Decente (ITD), Centro Aplicado de Direitos Humanos (CADH), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Defensoria Pública da União (DPU) também contribuíram com a formação.