15/07/2020
Em mais uma edição da Live Criança & Adolescente em Foco, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) promoveu nesta quarta-feira (15), um debate sobre o tema: “Ficar em Casa: Os Des-Afetos em Família e as Relações Parentais diante do Isolamento Social”. A iniciativa tem o objetivo de colaborar com as discussões sobre as políticas públicas desenvolvidas no campo da infância e adolescência no estado.
A transmissão ao vivo contou com a participação de Ludmila Matos, pedagoga e técnica da Proteção Básica da Superintendência da Assistência Social da SJDHDS e Flávia Lima, psicóloga infantil e integrante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-3).
Em virtude da pandemia do novo coronavírus, a atuação da Proteção Social Básica no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com a oferta do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, tem demandado que os profissionais se adaptem para garantir estratégias de prevenção para que as ocorrências de risco social não se agravem, já que as atividades comunitárias foram suspensas, como destacou Ludmila Matos em sua fala.
“Estamos presentes nos 417 municípios baianos, com 626 CRAS, atendendo 153 mil crianças e adolescentes. A atuação da Proteção Social Básica para esse público, diante do atual contexto de isolamento social, tem exigido que as equipes inovem e se reinventem no sentido de pensar atividades que possam ser feitas no convívio familiar, seja no atendimento remoto ou no incentivo a atividades como a contação de histórias, por exemplo, que assegurem espaços de participação, estimulem a relação de afetividade, respeito e aprendizagem mútua”, pontuou.
Por sua vez, a psicóloga Flávia Lima, destacou a importância de garantir o direito de fala das crianças e adolescentes e do estímulo de romper com práticas de educação violenta, já que muitos casos de violação de direitos acontece no âmbito familiar.
“Não podemos objetificar meninos e meninas, precisamos enxerga-los como sujeitos de direitos, pensar nas especificidades desses sujeitos em desenvolvimento, onde e como vivem. E também, oferecer esse suporte e acolhimento às famílias. Para promover uma educação sem violência é necessário ouvi-los para entender suas demandas. Essa escuta é essencial, principalmente no atual contexto, em que situações de violência se agravam, seja de forma interpessoal, psicológica, etc. Ainda mais quando essas violências não são facilmente observadas, por conta do isolamento”, explicou ela.
Ao final da live, foram apresentadas peças da campanha on-line “Tudo isso é proteção”, desenvolvida no contexto da pandemia pela SJDHDS, junto ao CECA-BA, para incentivar, seja dentro ou fora de casa, o conhecimento e a defesa do ECA por parte da sociedade. O material está disponível nos canais de comunicação da secretaria (site, redes sociais).