Secretário cumpre agenda com lideranças do movimento negro

10/11/2015
Os representantes do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Resende, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilberto Leal, do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Fórum de Entidades Negras, Jorge Santos, Ivonei Pires, do Movimento Negro Unificado (MNU), que integram o Movimento Negro em Salvador foram recebidos na tarde desta terça – feira (10), pelo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, e a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Anhamona de Brito. 

Durante o encontro, os militantes e o titular da SJDHDS trataram de demandas importantes para a população negra do estado, no âmbito da justiça, direitos humanos e desenvolvimento social. As lideranças fizeram também uma falaram sobre a trajetória do Movimento Negro na Bahia e no Brasil, que desempenhou um papel importante na articulação de estratégias para o enfrentamento do racismo no país, bem como de modo a garantir a reversão das desigualdades raciais que incidem sobre a população negra, que vive em desvantagem no gozo de direitos e oportunidades.

Na reunião, as lideranças falaram sobre a realização, nos dias 27, 28 e 29 de Novembro, de Encontro Nacional de Entidades e Ativistas do Movimento Negro, a acontecer em Salvador. O objetivo é o de promover uma avaliação das conquistas e desafios para a população negra e, sobretudo, os movimentos negros, de modo a possibilitar um fortalecimento de estratégias na luta antirracista. Segundo Gilberto Leal “não se pode pensar em crescimento brasileiro, se deixarmos de lado a contribuição que o povo negro sempre deu, bem como a que poderá garantir para a superação da crise política e social que nos assola”.

O titular da SJDHDS, refletindo sobre o Encontro Nacional anunciado, opinou pela sua importância política para uma revisão de pautas e, principalmente, que se pense em caminhos que fortaleça uma alavancada popular em adesão a elas. “As questões que mais afligem a população brasileira recaem, de modo mais pesaroso, sobre a população negra. O apoio da SJDHDS a esta agenda política justifica-se no fato de ser esta população a mais vulnerável a violações de Direitos Humanos e outras formas de opressão, sendo nosso público estratégico”.