SJDHDS participa da Campanha da Fraternidade em sessão especial na ALBA

23/03/2018
"Nós, jovens, queremos viver e ter outra perspectiva de futuro, algo não seja o caminho da violência, do tráfico e da morte. Queremos protagonizar nossas histórias e trilhar por caminhos sábios, de esperança, educação, família, amor e paz", declarou a coordenadora da pastoral da juventude de Salvador, Larissa Lima, 24, na sessão especial da Campanha da Fraternidade (CF), com o tema "Superação da Violência". A sessão proposta pela deputada estadual Maria del Carmen, foi realizada no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e contou com a participação do coordenador executivo da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimentismo Social (SJDHDS), Yulo Oiticica, representando a Secretaria e o Governo do Estado, e do coordenador do Programa Pacto Pela Vida,  César Lisboa, que também é chefe de gabinete da SJDHDS.

O objetivo da campanha é chamar a atenção da sociedade sobre qual modelo de país se deseja ter.  Então, como tradição da Igreja Católica, todos os anos durante o período da Quaresma é realizada a CF,  coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para Yulo, "a CNBB tem um papel fundamental na busca por ações resolutivas com fraternidade. Por isso, o papel da SJDHDS, por meio do governo do Estado, é mais determinante ainda, pelo leque de políticas públicas que são desenvolvidas em prol dos direitos humanos", disse ele, ainda ressaltando a assertiva metodologia da CNBB do "ver, julgar e agir", ou seja, refletir e identificar a realidade para propor ações concretas de enfrentamento às violências no país.

Desde 1964, a CF desperta a solidariedade de todos os seus fiéis e, também, da sociedade brasileira, em um problema que envolve todos. "Em cristo somos todos irmãos, portanto, a Igreja precisa estar cada vez mais junto da sociedade e do poder público para agir com amor, seriedade e serenidade no tratamento dessa problemática", pontuou o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

"O que está em questão é a nossa forma social de viver e conviver. Essa temática afeta fortemente toda a sociedade brasileira, pois envolve os seus diferentes tipos, como violência no tráfico, contra mulher, contra crianças e adolescentes, de racismo, gênero, intolerância religiosa, urbana e tantas outras mais", considerou César Lisboa, que discursou na sessão sobre o Pacto pela Vida, uma política pública de segurança, construída de forma pactuada com a sociedade, articulada e integrada com o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, a Defensoria Pública, os municípios e a União.

Durante a sessão, além do ponto focal das violências, principalmente urbanas, contra a juventude, foi pontuado também o caso da vereadora Marielle, assassinada no Rio de Janeiro, no dia 14 de março. A sessão ainda contou com as participações do padre José Carlos Santos Silva, pároco da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe e coordenador da Ação Social Arquidiocesana (ASA), da secretária de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, paróquias, centros comunitários e fiéis do catolicismo.