01/03/2021
Com um índice crescente de violação de diretos da população negra, sobretudo jovens, na Bahia, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) se reuniu, na manhã desta segunda-feira (01), com representantes do Coletivo pela Democracia, Antirracismo e os Direitos Humanos na Bahia.
Presente na reunião, o secretário Carlos Martins, titular da pasta, apresentou programas e ações desenvolvidos pelo órgão a exemplo do Corra Pro Abraço e Programas de Proteção a Vítimas.
Martins ainda exaltou a importância do diálogo com a sociedade e o trabalho do Conselho de Direitos Humanos. " Estamos em constante diálogo com a sociedade civil por meio do Conselho dos Direitos Humanos, um órgão bastante atuante, e essa construção é fundamental", afirmou.
O secretário também abordou a relação institucional da SJDHDS com outras instâncias do governo, a exemplo da Secretaria de Segurança Pública e defendeu a descriminalização do uso de drogas.
"O trabalho precisa ser integrado, por isso fazemos questão de estar em contato permanente com outras esferas. Outro debate que temos fortalecido é sobre a descriminalização do uso de drogas, um assunto que precisa ser tratado, explicado e conversado. Temos muitos exemplos de sucesso fora do Brasil ", disse ele.
Já para o superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho, a questão do racismo no Brasil é estrutural e "precisamos agir a respeito. O país enfrenta um grau absurdo de violações aos direitos humanos e essa luta precisa ser de todos. Enquanto isso não for resolvido, não teremos justiça social".
Presente na reunião e representado o coletivo, Vilma Reis disse que a situação da violência na Bahia é grave e solicitou apoio da SJDHDS para agendamento de uma audiência com o governador.
Vilma concordou com o secretário a respeito da descriminalização das drogas e disse que "essa é uma política que impactou positivamente nossos vizinhos na América Latina e outros países da Europa, essa fala pública do secretário é importante".
O grupo acordou de procurar o Conselho Estadual de Direitos Humanos da Bahia, ampliando o debate e formalizando a solicitação de audiência.