Muito Obrigado Axé: GGB e Quimbanda Dudu premiam personalidades baianas

09/09/2015
O Grupo Gay da Bahia (GGB) e o Grupo Quimbanda Dudu, entidades da sociedade civil que promovem a cultura, cidadania e direitos civis dos LGBT na Bahia e no Brasil, realizaram, na última segunda-feira (07), a cerimônia de entrega do prêmio Muito Obrigado Axé, na Sala Walter da Silveira, nos Barris. Entre os 35 premiados deste ano, estiveram o antropólogo Júlio Braga, o historiador Jaime Sodré, a cabeleireira e dançarina Negra Jho, os babalorixás Paulo Paixão, Léo da Padilha e Anthony Ulton e a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDHDS, Anhamona de Brito.

O critério para a escolha dos agraciados foi baseado em perfis de pessoas representativas de coletivos envolvidos no combate ao racismo, homofobia e intolerância religiosa, líderes religiosos e casas de matriz africana na Bahia. O evento comemorou, também, os 35 anos do GGB na Bahia, a realização da IV Semana da Diversidade e a 14ª Parada LGBT, prevista para o próximo domingo (13).

Durante a cerimônia, houve um painel sobre As Religiões de Matriz Africana: Solidariedade na Diversidade das Orientações Sexuais, Gênero e Igualdade, com o antropólogo e babalorixá Vilson Caetano, além de performances de transformistas, apresentação do Grupo Ágape de Poesia, com os poetas Sandro Sussuarana, Mariara Silva e Larissa Oliveira, e o show da cantora baiana Vércia Gonçalves.

Para a superintendente Anhamona de Brito, a premiação é importante para provocar reflexões sobre a necessidade de fortalecimento do diálogo inter-religioso e garantir às pessoas o revigoramento da sua sua ligação com o sagrado e com universo, independentemente das crenças individuais, permitindo principalmente uma evolução da caminhada, tanto individual quanto coletiva.

Anhamona reiterou o apoio da SJDHDS a iniciativas como a premiação Muito Obrigado Axé, “que contribui para a reflexão sobre os direitos humanos nas variadas perspectivas, considerando a condição laica do Brasil. O fato de discutir religiosidade não significa priorizar um ou outro recorte religioso, e, levando em consideração que se trata de um segmento estratégico, o LGBT, é importante potencializar esse tipo de debate que caminha, também, pelo fortalecimento identitário no que diz respeito à orientação sexual, à identidade de gênero e o direito à escolha e pertença religiosa”, enfatizou.
ASCOM/SJDHDS