27/09/2019
A Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA) recebeu homenagens, nesta sexta-feira (27), durante a Sessão Especial em celebração aos 10 anos de combate ao trabalho análogo ao escravo no estado, proposta pelo deputado estadual Marcelino Galo. O evento aconteceu na plenária da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, e promoveu debates e apresentações musicais do NEOJIBA, além de reunir parceiros da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS).
Entre 2014 e 2019, 238 trabalhadores foram encontrados em situação de trabalho análogo ao escravo na Bahia, tornando o estado o quinto com mais casos do crime, que inclui jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho. Segundo mapeamentos do trabalho análogo ao escravo da Universidade Federal da Bahia, cerca de 83% dos casos da prática criminosa no estado são flagrados na zona rural e 17% em área urbana, sendo que, na maioria dos resgates, a faixa etária dos trabalhadores é de 14 a 45 anos e sem escolaridade.
Para o superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho, “é necessário um trabalho de dedicação e coragem para resgatar as pessoas que estão sendo exploradas, que são inseridas em condições desumanas por conta da vulnerabilidade social. Os trabalhadores não possuem entendimento do cenário de exploração que estão fazendo parte, por isso a importância de aliar resgate, direito e desenvolvimento social. Quero deixar meus parabéns à Coetrae-BA pelo grande trabalho realizado”.
Presente na sessão, o coordenador da Coetrae-Ba, Admar Fontes Júnior, falou da importância da Força Tarefa da Comissão, que já resgatou e encaminhou a atendimento centenas de trabalhadores em mais de 26 municípios baianos. “São 10 anos da Comissão de Erradicação ao Trabalho Escravo, e estamos aqui para homenagear a criação e dedicação dessa luta, que só acontece por causa do apoio de todos aqui. O que mais queremos é acabar com o trabalho análogo ao escravo e que todas as vítimas tenham seus direitos assegurados”, afirmou. Ao final do encontro, o gestor recebeu o certificado de 10 anos de dedicação da Coetrae-BA no combate ao trabalho análogo ao escravo e defesa dos direitos humanos.
A mesa da Sessão Especial também foi composta por representantes da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Secretaria Estadual da Educação, Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Rodoviária Federal (PRF), UFBA , Avante e demais parceiros.
Histórico
A Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA) é responsável por combater o crime no Estado desde 2009. Uma de suas ações principais é a Força Tarefa de Resgate às Vítimas de Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, iniciativa criada pela SJDHDS em 2014, que conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) dos municípios e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Entre 2014 e 2019, 238 trabalhadores foram encontrados em situação de trabalho análogo ao escravo na Bahia, tornando o estado o quinto com mais casos do crime, que inclui jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho. Segundo mapeamentos do trabalho análogo ao escravo da Universidade Federal da Bahia, cerca de 83% dos casos da prática criminosa no estado são flagrados na zona rural e 17% em área urbana, sendo que, na maioria dos resgates, a faixa etária dos trabalhadores é de 14 a 45 anos e sem escolaridade.
Para o superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho, “é necessário um trabalho de dedicação e coragem para resgatar as pessoas que estão sendo exploradas, que são inseridas em condições desumanas por conta da vulnerabilidade social. Os trabalhadores não possuem entendimento do cenário de exploração que estão fazendo parte, por isso a importância de aliar resgate, direito e desenvolvimento social. Quero deixar meus parabéns à Coetrae-BA pelo grande trabalho realizado”.
Presente na sessão, o coordenador da Coetrae-Ba, Admar Fontes Júnior, falou da importância da Força Tarefa da Comissão, que já resgatou e encaminhou a atendimento centenas de trabalhadores em mais de 26 municípios baianos. “São 10 anos da Comissão de Erradicação ao Trabalho Escravo, e estamos aqui para homenagear a criação e dedicação dessa luta, que só acontece por causa do apoio de todos aqui. O que mais queremos é acabar com o trabalho análogo ao escravo e que todas as vítimas tenham seus direitos assegurados”, afirmou. Ao final do encontro, o gestor recebeu o certificado de 10 anos de dedicação da Coetrae-BA no combate ao trabalho análogo ao escravo e defesa dos direitos humanos.
A mesa da Sessão Especial também foi composta por representantes da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Secretaria Estadual da Educação, Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Rodoviária Federal (PRF), UFBA , Avante e demais parceiros.
Histórico
A Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA) é responsável por combater o crime no Estado desde 2009. Uma de suas ações principais é a Força Tarefa de Resgate às Vítimas de Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, iniciativa criada pela SJDHDS em 2014, que conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) dos municípios e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).