04/03/2021
Passar alguns dias sem poder sair de casa, em razão da pandemia, pode ser um incômodo necessário. Para os adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa na Fundac, órgão da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, a ansiedade e o estresse naturais em quem está com a liberdade cerceada, ainda que momentaneamente, são extravasadas nas oficinas disponibilizadas aos educandos, pela instituição.
Na Case Zilda Arns, por exemplo, os educandos participam da Oficina de Panificação, que além de ser uma prática que oportuniza ingresso no mercado de trabalho, no pós-medida, também auxilia na diminuição da ansiedade e preocupações, ocupando o tempo dos educandos.
Sob o olhar atento da instrutora Jussara Pires dos Santos, os meninos aprendem os ingredientes, ponto da massa, tempo exato para fermentação, preparo e finalização. Os educandos colocam a mão na massa com esforço e dedicação e são, hoje, capazes de confeccionar a base para qualquer tipo de pão, seja metro, doce ou os que já são normalmente vendidos nas padarias.
Além do preparo, a instrutora também dá noções de precificação dos produtos, caso se interessem pela atividade no futuro. Segundo ela, a massa base pode ser feita em casa, com investimento inicial de R$ 8, e sem a necessidade de equipamentos sofisticados. “Cada pão pode ser vendido por R$ 0,50 (preço mínimo), a depender do tipo escolhido”, afirmou.
Um dos adolescentes presentes na oficina já pensa nesta opção, quando estiver em liberdade. “Eu agradeço muito essa oportunidade. Pretendo conseguir um emprego na área de panificação e ser alguém na vida”, afirmou.