30/04/2015
Com uma abordagem diferenciada, o projeto Corra pro Abraço promove atividades esportivas para moradores de rua e usuários de substâncias psicoativas. Na manhã de sábado (07), os moradores de rua da região do Comércio foram convidados pela equipe do Corra pro Abraço a participar de treinamentos físicos, futsal, voleibol e jogos interativos. O encontro ocorreu das 9h às 12h, na Praça das Mãos, onde funciona o ponto de Cidadania criado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) para atender à população local.
Segundo a educadora física, Daiane Sodré, as atividades realizadas ajudam a promover a socialização das pessoas em situação de rua, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida. “Percebemos nos grupos a questão do entusiasmo para a prática de esporte, que não só faz bem à saúde como incentiva a redução de danos. À medida que o corpo é bastante exigido, provoca muita respiração e a necessidade de usar substâncias psicoativas tende a diminuir”, enfatizou Sodré.
Para o morador de rua, José Augusto, a prática dos exercícios ajudou no seu condicionamento físico e autoestima. “Depois que comecei as atividades físicas, me sinto vivo e mais disposto a encarar a vida com mais ânimo”, ressaltou Augusto, que mora nas ruas há mais de 10 anos.
A inserção de circuitos esportivos faz parte da nova programação de verão do Projeto Corra Pro Abraço. O circuito esportivo acontece a cada dois sábados ao mês e só será suspenso no período carnavalesco.
Saiba Mais
O projeto Corra pro Abraço é desenvolvido pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), em parceria com o Centro de Referência Integral do Adolescente (CRIA), e, desde 2013, atendeu mais de 300 pessoas, incluindo jovens, crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade.
As ações de abordagem e prevenção ao uso de drogas buscam promover o acesso a políticas públicas de educação e saúde aos usuários de substâncias psicoativas, com a perspectiva de provocar na população em situação de rua, do Centro Antigo de Salvador, o incômodo pelas condições em que se encontram, vislumbrando a busca por seus direitos.