SJDHDS e Olodum discutem renovação do Projeto Pela Paz e Pela Vida

27/03/2019
O secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins, e o presidente do Bloco Afro Olodum, João Jorge, se reuniram na tarde desta quarta-feira (27), para discutir a renovação da parceria entre as duas entidades, através do Projeto "Pela Paz e Pela Vida", executado pela Escola Olodum, que beneficia jovens em vulnerabilidade social e contribui para a melhoria da qualidade de vida através da qualificação profissional e da capacidade de geração de renda de meninos e meninas das comunidades beneficiadas.

Até o final de 2017, um convênio entre a SJDHDS e o Olodum permitiu que 1.200 jovens, na faixa etária de 15 a 21 anos, moradores dos bairros do Pelourinho, Nordeste de Amaralina, Uruguai, Federação, Vasco da Gama e Periperi, fossem beneficiados com as atividades, que uniam educação, cultura e cidadania. "Uma iniciativa que gerou resultados muito positivos e, por isso, temos o total interesse em retomar esse trabalho, que oferece oportunidade e realiza ações focadas na promoção da cultura da paz e no desenvolvimento pleno da cidadania, por meio de atividades socioeducativas e culturais", explicou o secretário.

"Esse é um projeto que trabalha com as áreas da cultura, juventude e educação de uma forma ampla, já objetivando a igualdade e oferecendo oportunidade", ressaltou João Jorge.

Também presente na reunião, a coordenadora do Projeto e integrante do Grupo Olodum, Cristina Calácio, destacou o sucesso da ação, que realizou cursos de percussão samba reggae, dança afro, canto afro e oficinas de formação e lideranças afrodescendentes. "Um trabalho que deu certo e cresceu no decorrer da sua realização. A retomada dessa parceria é muito importante para esses jovens", comentou, acrescentando ainda que foram realizadas oficinas com o tema: Juventude, Cidadania e Autoestima, nos municípios de Lauro de Freitas, Candeias e São Sebastião do Passé, além das CASES de Salvador.

O regresso do Projeto irá ampliar o acesso à qualificação profissional, a capacidade de geração de renda de grupos em situação de vulnerabilidade e a difusão do conhecimento sobre a cultura negra em diversas comunidades, além do apoio no processo de ressocialização da juventude em medidas socioeducativas e no fortalecimento da autoestima deles.