Mães e familiares de vítimas da violência poderão contar com programa de atendimento psicossocial na Bahia

16/08/2023
Mães e familiares vítimas ou co-vítimas da violência armada poderão contar com atendimento psicossocial na Bahia. Trata-se de uma iniciativa interministerial de âmbito nacional, que será lançada em setembro, tendo a Bahia entre os estados que vão integrar a primeira etapa de implementação do programa. A proposta foi apresentada à Coordenação de Proteção aos Direitos Humanos (CPDH), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), na quinta-feira (10), por representantes dos ministérios da Igualdade Racial (MIR) e da Saúde (MS).

Em âmbito nacional, o programa será coordenado pelo MIR em parceria com o Ministério da Saúde, sob regulamentação de uma portaria interministerial. Segundo o diretor de Combate e Superação do Racismo do MIR, Yuri Silva, a Bahia foi escolhida em função da experiência que já acumula na gestão dos programas de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos, da SJDH, e do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).

A assessora Técnica do Departamento de Saúde Mental do MS, Raquel Gouveia Passos, participou da reunião na SJDH. Na ocasião, ficou agendado um novo encontro para 22 de agosto para alinhamento de uma formação continuada para implementação do programa. A atividade será realizada na modalidade virtual e terá a participação da superintendência e da coordenadora executiva de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH/SJDH), Trícia Calmon e Danielle Rebouças, de Yuri Silva, do MIR, Raquel Passos, do MS, além de psicólogos e assistentes sociais da equipe multidisciplinar da Organização Social Civil executora do programa, e integrantes da Coordenação dos Programas de Proteção dos Direitos Humanos (CPDH).

Atualmente, a SJDH atua com os programas de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas de Morte (Provita); Programa de Proteção à Crianças e Adolescentes Ameaçadas de Morte (PPCAAM); e Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH).