Jovens Defensores Populares inicia atividades em Salvador, em parceria com Bahia pela Paz

15/08/2025
Todos na mesa.

Ao som da percussão da banda Afrotumtum, o projeto Jovens Defensores Populares iniciou suas atividades hoje, em Salvador, em cerimônia realizada no Instituto Federal da Bahia – IFBA/Barbalho, que reuniu cerca de 200 jovens, além de lideranças de movimentos sociais e representantes dos governos federal e estadual, por meio das secretarias de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Coordenação Geral de Políticas para a Juventude (Cojuve).

Os Coletivos Bahia pela Paz de Águas Claras e Paripe, ambos parceiros da iniciativa em seus territórios,  marcaram presença na abertura do projeto que será oferecido a cinco turmas na Bahia, em Salvador, nos bairros de Cajazeiras, Gamboa, Subúrbio Ferroviário, bairro da Paz;  e no município de Camaçari.

O chefe de gabinete da SJDH, Raimundo Nascimento, presente na mesa de abertura, destacou a sinergia da iniciativa com o trabalho realizado pelos Coletivos Bahia pela Paz. “O Bahia pela Paz tem objetivos muito próximos dos Jovens Defensores Populares, na promoção de direitos humanos nos territórios. Os Coletivos serão a porta de entrada para esses jovens defensores e defensoras populares”, declarou.

A Secretária Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Saju/MJSP), órgão responsável pelo desenvolvimento do projeto, Sheila Carvalho, falou sobre o quanto trazer jovens negros e negras para iniciativas no âmbito da Justiça é importante também no enfrentamento ao racismo. “Sou a primeira secretária negra no Ministério da Justiça e a mais jovens mulher, nessa instituição que tem 233 anos”, afirmou.

O enfretamento a letalidade policial, que vem sendo realizado pelo governo da Bahia, por meio do Programa Bahia pela Paz, ecoou em várias falas, como a da ativista do Movimento Negro, na Bahia, Vilma Reis, que declarou “Gostaria saudar o governo de Jerônimo Rodrigues, o secretário Felipe Freitas e o Bahia pela Paz pela ampliação no uso de câmeras corporais. A gente quer uma polícia que respeite a juventude”.

O ativista antirracista Douglas Belchior, de São Paulo, lembrou que “todo mundo aqui já é uma liderança na sua comunidade, na sua quebrada, e nunca deixem de sonhar. Vocês podem ser o que vocês quiserem.” 

Participaram do evento Sheila Carvalho (MJSP), André Sobrinho (FIOCRUZ), Jade Andrade (Coordenadora do Jovens Defensores Populares Bahia), Jessy Dayane (SNJ), Ronaldo Naziazeno (Assessor de Relações Institucionais IFBA), Deyvid Bacelar (Federação Única dos Petroleiros - FUP), Douglas Belchior (MJSP)e Nivaldo Millet (Cojuve).

O projeto tem como objetivo formar jovens como agentes de direito, atuando diretamente em suas comunidades, na promoção de direitos humanos, cidadania e na defesa de direitos básicos como educação, saúde, moradia, segurança pública, igualdade racial e de gênero. 

 Além da formação em direitos humanos, o projeto promove oficinas, vivências comunitárias e ações de comunicação popular, sempre com metodologias participativas, construídas com e para os jovens. Cada ciclo de formação é acompanhado por educadores e instituições locais, fortalecendo redes de proteção e mobilização social.