Visando redução da letalidade policial, Bahia pela Paz conclui mais uma etapa do percurso “Agentes da Cidadania”

11/09/2025
alunos na sala de aula, sentados
Laerte Santana/Ascom Coletivos Feira de Santana e Interior

Com 32 horas de formação em direitos humanos e segurança pública, percurso formativo integra policiais, lideranças comunitárias e operadores sociais nos territórios de atuação dos Coletivos Bahia pela Paz

A formação “Agentes da Cidadania”, uma das ações do Programa Bahia pela Pazque visa contribuir para a redução da letalidade policial e disseminação da cultura de paz, concluiu, esta semana mais uma etapa de seu percurso formativo. Na imersão promovida pelo curso, os profissionais da segurança pública tiveram a oportunidade de refletir sobre estratégias de prevenção da violência e sobre o papel de cada agente na construção de um ambiente mais seguro e inclusivo nos territórios.

Foram quatro encontros, ao longo de quartas semanas, totalizando 32 horas de atividades voltadas ao fortalecimento da atuação integrada entre policiais militares, lideranças comunitárias e operadores sociais. Promovida pelo Programa Bahia pela Paz, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a iniciativa alcança os territórios onde os Coletivos Bahia pela Paz já desenvolvem ações.

Experiência transformadora - “Certamente está sendo uma missão muito diferente. Acredito que esse curso vai nos ajudar a repensar a forma de agir e de compreender nossa atuação”, afirmou o subtenente Claudiney Lobo, integrante da turma, para quem o curso representa uma experiência transformadora.

O soldado da 66ª CIPM, Diogo Nepomuceno, ressaltou que o projeto fortalece a parceria com a comunidade. “Encontramos diversas demandas e situações que podem ser compartilhadas com os Coletivos para que possamos, juntos, tentar mudar esse contexto social de violência que vivemos”, afirmou. 

Para o coordenador e professor do percurso formativo, doutor Riccardo Cappi, a experiência foi marcada pelo envolvimento e pela abertura dos participantes. “A turma se colocou na escuta, participou de debates, propôs ideias e trocou experiências. Assim como na primeira turma, percebi que as propostas do programa Bahia pela Paz foram bem recepcionadas, mas, além disso, cada participante teve a certeza de ter sido acolhido, considerado e aceito em sua singularidade. Esse é um resultado muito importante”, avaliou.

Mudança Cultural - É do âmbito de um novo pensamento sobre a segurança pública que trata o percurso “Agentes da Cidadania”, estruturado em três etapas, somando 56 horas de formação, que combinam teoria e prática. Nesta primeira etapa, intitulada “Bahia pela Paz: Intervenção participativa e responsável para enfrentar a violência”, os participantes foram estimulados a refletir sobre estratégias de prevenção e sobre o papel de cada agente na construção de um ambiente mais seguro e inclusivo nos territórios. A terceira turma da formação em Feira de Santana será iniciada já na próxima terça-feira (16), com policiais da 66ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e operadores sociais.

 "É preciso mudar essa cultura de que segurança pública é dar tiro a esmo nas comunidades. A segurança pública é um trabalho de inteligência e de planejamento, para a gente enfrentar o grande poder econômico, que hoje põe em risco a vida dos nossos jovens”, pondera secretário de Justiça e Direitos Humanos Felipe Freitas.