O Programa Bahia Pela Paz, por meio do Coletivo Bahia pela Paz da Liberdade promoveu, nesta quinta-feira (30), a intervenção urbana Vozes da Liberdade, no Plano Inclinado Liberdade–Calçada. A ação reuniu a comunidade em um ambiente de integração, com protagonismo da juventude local e oferta de diversos serviços gratuitos. A iniciativa articulou cultura, cidadania e geração de renda, além de fortalecer o acesso da população a equipamentos públicos e serviços essenciais no território.
Um dos destaques foi a intervenção artística de hip-hop, que integrou apresentações musicais aos serviços ofertados por jovens empreendedores da região. Um dos serviçõs foi da trancista Carla Araújo, de 21 anos, que celebrou a oportunidade. “Eu gostei da experiência porque valoriza e reconhece meu trabalho. Vai ser bom porque pode aumentar o número de clientes. Sou grata ao Bahia pela Paz pela oportunidade”, afirmou.
Além do serviço de trança, foram disponibilizados corte de cabelo, design de sobrancelhas e acupuntura. A programação cultural contou ainda com apresentação do Coletivo Musa e batalha de rima com o grupo Aruanda, fortalecendo a expressão artística juvenil.
Para a estudante Stephanie Fernandes, de 17 anos, o evento foi um momento marcante e estratégico para apliar clientela e divulgar os seus serviços. “É muito importante, ainda mais porque não temos eventos assim com frequência. Minha experiência foi maravilhosa, principalmente com o serviço de trança e as músicas, que gostei bastante”, disse.
Um dos pontos altos da intervenção foi a construção da Árvore da Diversidade, uma proposta artística coletiva desenvolvida com estudantes das escolas parceiras do Coletivo no território. De acordo com a assistente social Gilmara Oliveira, a proposta foi incentivar a construção coletiva. “Foi um convite aberto para que cada pessoa deixasse sua marca por meio da impressão das mãos. A árvore representa um pouco da história, da energia e da relação afetiva e política de cada um com o território da Liberdade”, explicou.
A estudante Julia Beatriz, de 12 anos, que participou da atividade e pontou que o evento foi um ponto fora da curva no bairro e destacou o que a ação significou para ela.
“A ideia é registrar esse momento e tudo que a gente viveu nas atividades no colégio. Eu vim me divertir, sair da rotina e aproveitar essa movimentação cultural no bairro”, contou.
A ação também reuniu diversos serviços e equipamentos públicos e parceiros, como CRAS, CIEE, CEJUSC, Multicentro Liberdade, além de iniciativas de saúde, com aferição de pressão e glicemia, e orientação para empreendedores.
Para o coordenador do Coletivo Bahia pela Paz – Liberdade, Fábio Azeviche, a avaliação é positiva, já que a intervenção Vozes da Liberdade visa fortalecer vínculos comunitários, ampliar o acesso a serviços e valorizar o protagonismo juvenil no território.
“Conseguimos alcançar tudo o que foi planejado. Essa ação vem sendo construída desde o ano passado, com o Núcleo de Formação Político-Cidadã nas escolas. Ver a comunidade, os jovens e os parceiros reunidos aqui é muito gratificante”, destacou.
Os Coletivos Bahia pela Paz são coordenados pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e integram o Programa Bahia pela Paz, instituído no Plano Plurianual (PPA) 2024–2027. A iniciativa estratégica do Governo do Estado é voltada à prevenção e redução da violência letal entre crianças, adolescentes e jovens em situação de alta vulnerabilidade social, além de suas famílias. O programa adota uma perspectiva ampliada de segurança pública, integrando ações sociais, de cidadania, garantia de direitos e atuação qualificada das forças policiais, com articulação entre 16 secretarias estaduais e apoio dos poderes Legislativo e Judiciário.
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