Mais de 7 mil atendimentos marcam primeiro ano dos Coletivos Bahia pela Paz em Salvador e RMS; mulheres são maioria entre público cadastrado

12/06/2026
Mais de 7 mil atendimentos marcam primeiro ano dos Coletivos Bahia pela Paz em Salvador e RMS; mulheres são maioria entre público cadastrado
Ascom/ Sepromi

Os Coletivos Bahia pela Paz implantados em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) ao longo de 2025 realizaram mais de sete mil atendimentos entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. Os registros correspondem aos cadastros realizados junto ao público atendido e permitem traçar um panorama sobre o perfil das pessoas acompanhadas. Integrados ao Programa Bahia pela Paz, os Coletivos funcionam como equipamentos comunitários voltados à prevenção das violências, à promoção da cidadania e à garantia de direitos, atuando por meio da articulação entre políticas públicas e serviços ofertados nos territórios.

O levantamento considera os oito primeiros coletivos implantados na capital e na RMS, localizados nos bairros de Águas Claras, Paripe, Liberdade, São Caetano, IAPI e Pernambués, em Salvador, além das unidades de PHOCs e Abrantes, em Camaçari. Ao longo do período analisado, os coletivos realizaram 7.070 atendimentos, consolidando uma base de acompanhamento e articulação junto a adolescentes, jovens e suas famílias.

Implantados em territórios de alta vulnerabilidade social e marcados por elevados índices de violência e letalidade, os Coletivos Bahia pela Paz iniciaram suas atividades de forma gradual ao longo de 2025. O Coletivo Bahia pela Paz Águas Claras foi o primeiro a abrir suas portas, em fevereiro. Em março, começaram os atendimentos nas unidades de Paripe, Liberdade e São Caetano. Já o Coletivo IAPI iniciou suas ações em outubro. Em novembro, foi a vez de Pernambués e PHOCs. O ciclo de implantação na capital e Região Metropolitana, em 2025, foi concluído em dezembro, com o início dos atendimentos do Coletivo Abrantes.

Na análise por território, o Coletivo Bahia pela Paz Paripe registrou o maior volume de cadastros no período, com 1.885 registros. Em seguida aparecem os coletivos de São Caetano, com 1.418 cadastros, Liberdade, com 1.226, e Águas Claras, com 1.092. Juntas, essas quatro unidades concentram pouco mais de 79% dos cadastros realizados no período. Os 21% restantes estão distribuídos entre os coletivos implantados mais recentemente.

Público jovem concentra maioria dos atendimentos

O balanço aponta que os coletivos têm alcançado prioritariamente adolescentes e jovens, público central da estratégia. Do total de 7.070 cadastros realizados no período, 2.398 correspondem à faixa etária de 18 a 29 anos, o equivalente a aproximadamente 34% dos registros. Em seguida aparece o grupo de 0 a 17 anos, com 1.907 cadastros, cerca de 27% do total.

Somadas, essas duas faixas etárias representam 4.305 pessoas cadastradas, o que corresponde a aproximadamente 61% de todos os atendimentos realizados pelos coletivos no período analisado. O resultado demonstra aderência ao público prioritário do Programa Bahia pela Paz, voltado especialmente à prevenção da violência letal entre crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, além de suas famílias.

Os 39% restantes dos cadastros, equivalentes a 2.765 registros, estão distribuídos entre as demais faixas etárias e os casos sem informação de idade. As faixas etárias de 30 a 44 anos, 45 a 59 anos e 60 anos ou mais somam 2.387 cadastros, o equivalente a cerca de 34% dos registros realizados pelos coletivos no período. Além disso, foram identificados 378 cadastros sem informação etária, correspondentes a aproximadamente 5% do total.

Mulheres representam quase dois terços dos cadastros

Os dados também revelam a predominância feminina entre as pessoas cadastradas nos atendimentos. Do total de 7.070 registros realizados no período, 4.463 correspondem a mulheres, o equivalente a aproximadamente 63% dos atendimentos. Já os homens somam 2.607 cadastros, representando cerca de 37%. Esse dado revela a forte participação das mulheres no acesso a serviços públicos, políticas sociais e ações comunitárias nos territórios.

Expansão dos coletivos

Os dados analisados se referem aos oito coletivos implantados em Salvador e na Região Metropolitana durante 2025. No entanto, a rede de atuação do Programa Bahia pela Paz segue em expansão. Em 2026, novos coletivos começaram a ser implantados nos bairros de São Marcos e Pirajá, em Salvador, e nos municípios de Simões Filho e Dias d'Ávila, ampliando a presença do programa na RMS.

A estratégia também avança no interior do estado. Atualmente, os Coletivos Bahia pela Paz estão presentes em Feira de Santana, nos bairros Conceição e Mangabeira, além dos municípios de Jequié, Valença, Juazeiro e Santo Antônio de Jesus. Com as novas unidades implantadas em 2026, o programa passou a contar com 18 coletivos em funcionamento distribuídos em nove municípios baianos.

Estratégia de prevenção da violência

Instituído no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, o Programa Bahia pela Paz adota uma perspectiva ampliada de segurança pública, articulando ações de cidadania, inclusão social, garantia de direitos e atuação qualificada das forças policiais. A iniciativa reúne 16 secretarias estaduais e conta com o apoio do sistema de Justiça.

Os Coletivos Bahia pela Paz integram essa estratégia como espaços de atuação direta nos territórios. Coordenados pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e executados pela Organização Social Comunidade Cidadania e Vida (COMVIDA), os equipamentos oferecem acompanhamento psicossocial, atividades formativas, encaminhamento para serviços públicos e ações de fortalecimento comunitário.

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Fonte
Laerte Santana/ Ascom Bahia pela Paz
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Bahia Pela Paz;