Terreiro Omo Ilê Agbôula é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia

08/09/2024

Em uma celebração que aconteceu no sábado (07.09), o Terreiro Omo Ilê Agbôula, em Itaparica, foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia. O ato faz parte da política de valorização da importante contribuição das religiões de matriz africana para a cultura baiana.


 

A entrega do decreto que reconheceu o Terreiro como Patrimônio foi feita pelo Secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, representando o Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. “Esse reconhecimento não só celebra a história e a resistência de uma tradição ancestral, mas também reforça nosso compromisso em proteger e valorizar o patrimônio cultural afro-brasileiro”, disse o Secretário.


 

Fundado em 1934 por Daniel de Paula, patriarca da família, o terreiro é o remanescente mais antigo dos ancestrais (egunguns). Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2015, como Patrimônio Cultural do Brasil, o terreiro atravessou décadas de desafios, incluindo perseguições e mudanças de localização, mas sempre mantendo viva a essência e a força de suas tradições. Sob a liderança do Alàgbá Babá Mariwo, o terreiro se mantém como um pilar de resistência e identidade cultural, acolhendo e transmitindo conhecimentos e ritos sagrados às novas gerações. É um arquivo vivo das origens culturais dos povos da diáspora africana.


 

“A patrimonialização do terreiro é resultado de um dedicado trabalho realizado pela Câmara de Patrimônio, do Conselho de Cultura da Bahia, e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Representa um marco importante para a comunidade, assegurando a preservação de suas práticas e espaços sagrados”, ressalta o Secretário Bruno Monteiro.

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