Cultura afro-jamaicana do Muzenza encanta no Campo Grande

02/03/2025

Integrantes do Muzenza no Campo Grande

Com alas de fantasias deslumbrantes, coloridas e sustentáveis, o poder cultural, social e político do bloco Muzenza tomou conta da avenida com o tema “Muzenza, uma história de resistência”, no fim da noite de sábado (1º). A agremiação, contemplada pelo programa Ouro Negro, promovido pelo governo do estado por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), ressaltou a influência da cultura afro-jamaicana na música baiana.

“A inspiração é o grande desfecho da nossa luta”, disse Jorge Santos, presidente do Muzenza. Destacando elementos da cultura jamaicana, o bloco, fundado na Liberdade, em 1981, apresentou ao público presente no Campo Grande os valores da comunidade rastafari, a força do reggae e a devoção ao eterno Bob Marley.

“O Muzenza sempre foi um bloco de mensagem libertária, com um pouco de rebeldia. Viemos mostrar uma história de resistência, de alegria, mas também de muita responsabilidade”, compartilhou o gestor. O presidente da agremiação também ressaltou a importância do Ouro Negro na promoção das raízes identitárias baianas. “O Ouro Negro é uma ação de política pública essencial para manter instituições tradicionais do Carnaval vivas”, concluiu.

Presente no bloco desde a fundação, Maria de Fátima, de 62 anos, sempre faz questão de demonstrar sua devoção. “Muzenza é tudo para mim. Eu tive um filho na sede do Muzenza, sou louca por isso”. Este ano, o cortejo teve um significado ainda mais especial para Maria. “Ano passado, não pude estar presente porque tive um acidente de moto. Hoje, viva e sã, estou aqui emocionada para ver o desfile”, contou, arrepiada.

As ruas do circuito Osmar receberam a beleza das criações luxuosas, além da banda, com sua percussão potente, envolvente e ancestral. Nas letras das canções, ecoaram mensagens de empoderamento e exaltação da Jamaica.

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