O Bloco Corrente do Samba comemora, em 2026, 18 anos de trajetória no Carnaval e, como não poderia deixar de ser, abriu o seu desfile nesta quinta-feira (12), no contra-fluxo, em clima de emoção e gratidão. Um momento simbólico marcou a saída do bloco - baianas à frente conduziram o cortejo e fizeram o tradicional banho de pipoca -, renovando as energias para mais um ano de celebração.
Criado em março de 2007, o bloco leva no nome uma homenagem ao seu fundador, Paulo Corrente, que construiu uma história pautada na resistência, união e fortalecimento da comunidade. Ao completar 18 carnavais, o Corrente do Samba reafirma sua identidade como espaço de celebração e pertencimento.
Na concentração, Paulo reforçou o reconhecimento pelo incentivo recebido. “É uma felicidade imensa ter o apoio do Ouro Negro nessa caminhada, pois é tudo para nós. O bloco só sai devido ao Ouro Negro”, afirmou. Segundo ele, o programa é fundamental para a valorização e manutenção dos blocos, garantindo que continuem levando cultura e tradição às ruas.
Folião há mais de 10 anos, Adelmo Nunes, 60, destacou o perfil comunitário da agremiação. “É um bloco de comunidade, com pessoas mais velhas, trabalhadoras, que fazem questão de participar. O momento que mais me emociona é a concentração, a saída. É quando você vê tudo pronto. A gente conhece o presidente, que é nosso amigo. Esse é um bloco família!”, contou.
Além do Carnaval, o Bloco Corrente do Samba mantém atividades ao longo do ano, com aulas de percussão e ações voltadas para crianças da comunidade, fortalecendo seu papel social e cultural para além da folia.