Bloco do Reggae homenageia Angola no Circuito Osmar

13/02/2026
Com bandeiras, cores e muita vibração positiva, foliões do Bloco do Reggae celebram Angola e a força da ancestralidade africana no Carnaval de Salvador 2026
Ascom SecultBA

O Bloco do Reggae – Alzira do Conforto abriu o primeiro dia oficial do Carnaval de Salvador 2026 levando ancestralidade, resistência e muito reggae para as ruas da capital baiana. Em homenagem aos 50 anos da libertação de Angola, o bloco celebrou a história e a força do povo africano em um desfile marcado por identidade e emoção.

A concentração começou na sede da entidade, no Pelourinho, reunindo um grande público apaixonado pelo ritmo. De lá, o cortejo seguiu para o Circuito Osmar (Campo Grande), um dos principais palcos da festa.

No trio, nomes consagrados do reggae, como Adão Negro, Dani Lova e Tulani Masai, comandaram a festa e levaram o público a cantar e dançar do início ao fim do percurso. Além da potência musical, a apresentação foi marcada pela forte identidade visual, com os tradicionais bonecões e performances em pernas de pau — elementos que já fazem parte da marca do grupo.

Ainda na concentração, a expectativa já era grande entre os foliões. O agente de segurança Paulo França, 44 anos, apaixonado por reggae, acompanhava de perto a movimentação e aguardava o início do desfile. “Eu sou fã de reggae. É uma música que fala de resistência, de fé, de luta. Ver o ritmo na avenida e ainda com Adão Negro vai ser emocionante. Vou cantar junto e celebrar”, declarou.

Fundador do bloco e criador do primeiro bar de reggae em Salvador, Albino Apolinário destacou a importância simbólica do tema deste ano. “É o vigésimo primeiro ano que o Bloco do Reggae vai para a avenida e, este ano, estamos homenageando Angola, celebrando os 50 anos de libertação. O bloco vem bonito, com alas e os rastas que já fazem parte da nossa história”, afirmou.

Albino também ressaltou o papel fundamental das políticas públicas para a permanência das manifestações culturais no Carnaval. O bloco foi contemplado pelo Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado criada em 2008 para garantir apoio financeiro a blocos afro, afoxés, de reggae e de matriz africana. “Se não fosse o patrocínio do Ouro Negro, o apoio do Governo do Estado e da Secretaria de Cultura, os blocos afro, os blocos de reggae e os blocos de matriz africana jamais teriam a possibilidade de desfilar e fazer o Carnaval”, pontuou.

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