Pelo segundo dia no carnaval de Salvador, Bloco Cultural reforça identidade e celebra raízes africanas no Centro Histórico

14/02/2026
Cortejo desfilou ao som da banda Yayá Muxima, formada exclusivamente por mulheres
Ascom SecultBA

No segundo dia de apresentação no Carnaval de Salvador 2026, o Bloco Cultural voltou a ocupar as ruas do Centro Histórico neste sábado, integrando o grupo de agremiações que saíram da Rua Chile. Ao som da banda Yayá Muxima, formada exclusivamente por mulheres, o cortejo levou a batida marcante do samba-reggae ao Pelourinho e reuniu cerca de 750 foliões.

Criado em 1975, inicialmente como Afoxé Netos de Ghandy, o grupo surgiu como alternativa popular ao tradicional Filhos de Gandhy. Após quatro anos sem desfilar, retornou em 2010 já com a identidade de Bloco Cultural, mantendo o compromisso com a democratização do Carnaval e com o fortalecimento da cultura negra.

Mesmo após a passagem do bloco, o clima de celebração permanecia nas ruas. Vestindo a camisa do bloco, foliões destacaram o sentimento de pertencimento que marca o desfile.

A professora Larissa Carneiro, de 30 anos, afirmou que acompanha o bloco pela identificação com a proposta cultural. “Eu venho porque me sinto representada. É diferente quando você vê mulheres negras à frente, quando o tambor conta a nossa história. Não é só festa, é afirmação”, disse.

Já o operador de telemarketing Vinícius Cláudio, de 23 anos, que acompanhou parte do cortejo, ressaltou a atmosfera deixada pelo cortejo no Centro Histórico. “O Pelourinho tem uma energia própria, mas quando o Bloco Cultural passou parece que tudo ficou ainda mais forte. A gente sente a vibração. É um bloco que traz identidade”, afirmou.

O Bloco Cultural é um dos contemplados pelo Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia, que apoia financeiramente blocos afro, afoxés e outras entidades de matriz africana durante o Carnaval. O programa tem como objetivo garantir a participação dessas agremiações na festa, fortalecendo a cultura afro-baiana e assegurando a continuidade de tradições históricas.

Fonte
Ascom SecultBA
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