Ijexá dos Filhos do Congo homenageia Makota Valdina no Carnaval 2026

15/02/2026
Os foliões se concentraram na praça Castro Alves e seguiram em direção à rua Carlos Gomes
Ascom SecultBA

O Afoxé Filhos do Congo saiu da praça Castro Alves sob o ritmo envolvente do ijexá na tarde deste domingo (15). Com homenagem a Makota Valdina, a agremiação reafirmou a força das raízes afro-brasileiras no Carnaval de Salvador.

Os foliões se concentraram na praça Castro Alves e seguiram em direção à rua Carlos Gomes com alegria e reverência ao bloco fundado em 1979, na Baixa do Curuzu, que já chega à 3ª geração. Os associados desfilaram com roupas coloridas e cheia de referências a Makota Valdina e outros símbolos de herança africana.

Neste ano, a agremiação celebra a história da professora, sacerdotisa e militante Makota Valdina, líder social do bairro Engenho Velho da Federação, que faleceu em 2019. O vice-presidente do bloco de afoxé, Vadinho do Congo, comentou sobre a honra de prestigiar o legado da homenageada.

“Estamos homenageando Makota Valdina pelo fato de que ela já vinha com aquela discussão há 40, 50 anos, tratando da discriminação racial e social, tratando da questão do feminicídio. Seguimos protegendo as mulheres, porque é o nosso papel. O Afoxé Filhos do Congo tem total interesse nessa discussão de proteção às mulheres, às crianças e aos idosos”, salientou Vadinho.

Com o intuito de preservar a tradição dos blocos de matriz africana, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) apóia as instituições, por meio do Ouro Negro. Na oportunidade, Vadinho, um dos idealizadores do programa, agradeceu o apoio do Governo da Bahia em manter vivas as tradições.

Primeira vez - Como demonstração da força do Afoxé Filhos do Congo, o bloco segue trazendo novos foliões para sair no Carnaval de Salvador. Essa é a realidade de Reinaldo Freitas, do Jardim das Margaridas, folião há mais de 30 anos, que decidiu se jogar no ijexá ancestral.

“Pesquisando, conheci o Filhos do Congo. É um trabalho super importante, o resgate da africanidade. Como a gente cultua e gosta muito de seguir nossa religião e conhecer e se aprofundar nos nossos antepassados, consideramos importante participar desse grande bloco. Vamos com alegria, paz e muito axé”, disse Reinaldo.

Outra que também chega ao bloco é Maria Terezinha, natural de São Paulo, mas atualmente reside em Stella Maris, em Salvador. A paulista contou que curtiu o Carnaval pela primeira vez e decidiu viver a experiência com o afoxé, devido a história e a magia do ritmo ancestral.

Fonte
Ascom SecultBA
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