O bloco do Núcleo de Capoeira do Nordeste de Amaralina, mais conhecido como Nucana, percorreu o circuito Mãe Hilda Jitolu neste domingo de carnaval (15). Fundado em 2005, o grupo promove a capoeira e celebra a cultura afro-brasileira, realizando desfiles e eventos que valorizam a tradição e a resistência cultural da comunidade. Roda de capoeira, dança afro, maculelê, samba e toda a musicalidade embalada pelo som dos berimbaus marcaram a apresentação, interagindo com a comunidade e aproximando a população de ambas as localidades.
Comemorando 20 anos de história em 2026, o Nucana destaca a importância do respeito e da ancestralidade na cultura capoeirista. Para o presidente, Denilson de Lima (Mestre Morcego), o objetivo é “ajudar os grupos de capoeira do Nordeste de Amaralina, promovendo qualificação de crianças, adolescentes, adultos e pessoas da melhor idade. A participação durante o carnaval na Liberdade, através do Programa Ouro Negro, foi muito importante principalmente para seus membros, pois tivemos a oportunidade de mostrar um pouco do que fazemos no nosso grupo”.
Neste Carnaval, o Programa Ouro Negro 2026 garante a participação de 95 entidades de matriz africana nos principais circuitos de Salvador, fortalecendo blocos afro, afoxés, grupos de samba, capoeira e outras expressões. Com investimento recorde de R$ 17 milhões, possibilita que a festa baiana se consolide como referência mundial. A iniciativa integra as ações do Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria, reafirmando o protagonismo das tradições negras na maior festa popular do país