Governo da Bahia destaca avanços na preservação ambiental durante COP-16

30/10/2024

Representando o Estado da Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) reafirmou seu compromisso com a preservação ambiental durante a Conferência das Nações Unidas sobre a Biodiversidade (COP-16), realizada em Cali, Colômbia. Entre os destaques estiveram as iniciativas de conservação de espécies ameaçadas na Chapada Diamantina e na Serra da Jiboia, com participação ativa das comunidades locais em especial no Programa de Educação Ambiental. Até agora, 74% das ações do Plano de Ação Territorial (PAT) foram concluídas; 15% estão em andamento, incluindo atividades contínuas como fiscalização, e 11% enfrentam desafios de execução.

Sara Alves, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema, explicou que o PAT Chapada Diamantina-Serra da Jiboia possui cinco objetivos principais e 30 ações em andamento. Entre eles estão a minimização de impactos agrícolas e da mineração, controle de espécies exóticas invasoras, combate à coleta ilegal de espécies, promoção do turismo sustentável e ordenamento da expansão urbana.

“Elaboramos dois mapas estratégicos: um mapeando áreas prioritárias para conservação e outro para restauração ambiental, essencial para orientar ações em uma área de 4,1 milhões de hectares. Esses mapas são ativos valiosos para direcionar ações nos territórios”, reforçou Alves.

Outro avanço foi a integração do Cadastro Florestal Estadual de Imóveis Rurais (CEFIR) ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) federal, permitindo o cadastramento de 2.959 imóveis, incluindo áreas de Povos e Comunidades Tradicionais, como quilombolas. “Esse cadastramento foi essencial para conservar espécies ameaçadas e criar corredores de biodiversidade entre as reservas legais onde essas espécies estão presentes”, explicou.

Programa de educação ambiental e capacitações

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) junto com o Inema tem o programa Formar, com cursos sobre temas diversos. O PAT reformulou o curso de Fiscalização Ambiental e criou um módulo com foco na identificação de espécies ameaçadas e capacitou mais de 200 gestores públicos sobre turismo sustentável na Chapada Diamantina e Serra da Jiboia, além de promover curso de restauração ecológica com a Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE).

“O Programa de Educação Ambiental, desenvolvido em parceria com as comunidades locais, foi fundamental para o PAT. Entre as atividades, foram realizados diagnósticos participativos, capacitações e oficinas de fotografia e educomunicação, com materiais disponibilizados em biblioteca virtual para suporte a futuras ações”, salienta a especialista.

Outro ponto ressaltado por Sara, foi a realização de 23 expedições científicas com foco na biodiversidade, cobrindo 27 espécies criticamente ameaçadas. “Foram coletadas amostras de 21 delas, com mais de 2 mil registros, incluindo descobertas inéditas para a ciência e para a Bahia. Esse conhecimento foi levado às escolas locais, onde oficinas de pintura incentivam alunos a retratar as espécies, fortalecendo o engajamento da comunidade”, acrescentou.

Diagnóstico de espécies invasoras e arborização

Alves destacou também o diagnóstico de espécies exóticas invasoras na Chapada Diamantina e na Serra da Jiboia, cujos resultados foram compartilhados com os municípios. “Com apoio de especialistas e oficinas presenciais e online, consolidamos a Lista Estadual de Espécies Exóticas Invasoras em maio do ano passado”, explicou. O Ministério Público convidou para desenvolver um guia sobre espécies invasoras para apoiar os 417 municípios da Bahia.

Em paralelo, o Inema incentiva plantios e ações de arborização, evitando o uso de espécies exóticas invasoras, como parte dos esforços para preservar a flora local e restaurar ecossistemas.

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