Ações do turismo apresentadas ao Conselho Estadual de Cultura

27/03/2013

Um balanço de ações desenvolvidas pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) foi apresentado pelo secretário Domingos Leonelli ao Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC),  terça-feira (26), no anexo do Palácio da Aclamação. O encontro foi uma iniciativa do CEC para estreitar relações com a secretaria e conhecer mais a fundo as ações e propostas da Secretaria com reflexos no setor cultural.

“O turismo é uma atividade dependente da cultura e na Bahia mais ainda. Ainda é muito forte o nosso turismo de sol e praia, mas o que nos diferencia de outros estados do nordeste, que também têm bons destinos de sol e praia, é o nosso patrimônio cultural”, comentou Leonelli.

Dados como a qualificação de 12 mil pessoas pelo programa de qualificação profissional e empresarial desenvolvido pela Setur e o investimento de R$ 20 milhões na recuperação de importantes do patrimônio histórico, a exemplo do Palácio Rio Branco, da Igreja do Rosário dos Pretos e da Igreja e cemitério do Pilar foram destacados, assim como o andamento das obras do palco móvel do Pelourinho, projeto do professor de arquitetura da Ufba e conselheiro do CEC, Pasqualino Magnavita.

Leonelli também falou da criação de novos serviços - como o Disque Bahia Turismo (call center trilíngue, que atende 24 horas pelo telefone 71 3103-3103 e pelo chat do portal www.bahia.com.br
) e o programa Guias e Monitores do Carnaval, que terá experiência levada para a Copa das Confederações e Copa do Mundo, além de novos produtos turísticos como o enoturismo, o Espicha Verão, a Stock Car, o Salão Baiano de Turismo (que será realizado de 10 a 14 de abril) e a formatação do São João da Bahia como produto turístico, que privilegia o forró e a tradição cultural baiana.

Destaque também para a implantação de um distrito turístico e cultural na Baía de Todos-os-Santos, proposta pela Setur com o Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur Nacional Bahia. A proposta inclui, dentre outros aspectos, o incentivo ao turismo náutico e a recuperação do patrimônio histórico e cultural.

“Estamos buscando uma aproximação com a Secretaria de Turismo, que tem pautas próximas da cultura como o São João, o Carnaval, a Copa do Mundo e a Arena Castro Alves. Queremos abrir um diálogo para contribuir e questionar os projetos do turismo, assim como já fizemos com as secretarias de Educação, de Comunicação e também a Secopa (Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014)”, explicou Márcio Caires, presidente do CEC.

Proposta da Arena Castro Alves

A proposta de requalificação do entorno da Praça Castro Alves, que inclui a reestruturação urbana da Rua do Sodré e das ladeiras da Montanha, Preguiça e da Conceição, que atualmente se encontram em estado de degradação, e a implantação de uma arena multiuso, a 50 metros da Praça Castro Alves, foi um dos itens da apresentação aos membros do Conselho Estadual de Cultura da Bahia.

Dentre outros itens, os estudos preliminares indicam a reforma de casarões, melhorias na iluminação pública, incluindo fiação subterrânea, implantação de acessibilidade e a possível instalação de um teleférico que ligue essa área da cidade à Conceição da Praia, na Cidade Baixa.

“Esta arena deve ter áreas para oficinas de teatro, cenografia e sonoplastia, dentre outras atividades. Acreditamos que os custos serão equivalentes a 20 ou 30% dos R$ 25 milhões que devemos receber do Ministério do Turismo. Destes, R$ 10 milhões já estão assegurados, inclusive para os estudos que serão feitos para elaboração do projeto. O que estamos mostrando são propostas que serão discutidas com a população, inclusive na Câmara dos Vereadores e não deixamos de lado a possibilidade de abrir um concurso público para escolher a intervenção, caso a arena não seja aprovada”, explicou o secretário.

Presente no encontro, Pasqualino Magnavita, reconhecendo a proposta de requalificação da área, sugeriu a inclusão de uma nova parada do Elevador Lacerda na altura da Ladeira da Montanha, inclusa na proposta. “Há mais de 10 anos estudo esta possibilidade com alunos da universidade”, disse.

O escritor Aramis Ribeiro Costa foi um dos que falaram sobre a iniciativa da Setur. “É preciso olhar com muito cuidado para esta região que é histórica. Foi importante trazer esta proposta para o conselho para nos esclarecer e nos chamar atenção para uma área que não pode ficar degradada. Mas é preciso dizer que, ainda que a arena não seja aprovada, com o formato proposto, que venhamos a ter na região uma sala de música em menor proporção. Nosso desejo é que não pare a luta pela recuperação da área que não pode ser destruída. É questão de patrimônio cultural”, defendeu o conselheiro do CEC.
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