Agentes das Forças de Segurança, incluindo policiais militares, civis, técnicos, penais, além de bombeiros militares e guardas municipais, participam, até a próxima sexta-feira ( 9), de uma capacitação de ‘Tiro de Sobrevivência Policial’. As aulas, que ocorrem no Estande de Tiro Álvaro Marais Castro, na sede da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil, têm por finalidade aprimorar técnicas e habilidades desses profissionais para a autoproteção em serviço e na folga.
Promovido pela Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (COGER-SSP), o treinamento é dividido em diferentes etapas, entretanto, mas com um único objetivo: o aprimoramento das capacidades individuais de autoproteção dos alunos.
“Esta capacitação representa um importante investimento na preparação e na valorização dos nossos profissionais de segurança. Mais do que aprimorar técnicas, uma formação como essa contribui para desenvolver a confiança, o preparo emocional e a capacidade de agir de maneira adequada diante de situações que podem exigir respostas rápidas e precisas. A atuação policial envolve desafios diariamente, e a preparação contínua é fundamental para que o profissional esteja cada vez mais qualificado para proteger a sociedade e também preservar a própria vida e a de seus colegas”, destacou a coordenadora de capacitação da COGER-SSP, Vanessa Souza Matos.
Quem apresenta mais detalhes sobre a parte técnica da iniciativa é o instrutor e investigador da PCBA, Silvio Carvalho da Silva. “É um curso com o objetivo de trazer para o policial, que anda armado no seu dia a dia, especialmente na folga, habilidades fundamentais necessárias para autodefesa armada”, explicou.
“Portanto, a ideia desse curso é trazer ferramentas para esse policial poder agir de forma mais assertiva pautada legalidade e nos direitos humanos, mas com condições técnicas de se de forma positiva diante de situações hostis no cenário urbano”, completou.
A capacitação é de aproximadamente 16 horas, com atividades teóricas e práticas, incluindo uma oficina de combate veicular. “Tivemos um período na sala de aula, onde foi passado para eles a doutrina geral de sobrevivência policial, com estudo de casos, com as primeiras técnicas, históricos, avaliação de dados estatísticos. Depois partimos para a prática de várias técnicas, desde o básico até o mais avançado”, declarou o investigador.