Nas salas de aula e nos corredores das escolas públicas, a atuação integrada entre os Coletivos Bahia Pela Paz e unidades estaduais e municipais já se traduz em resultados concretos nos territórios, envolvendo diretamente estudantes, educadores e a comunidade escolar. Essa articulação faz parte do Programa Bahia Pela Paz, que aposta na conexão entre diferentes frentes e políticas públicas para ampliar a promoção de direitos, oportunidades e redução da letalidade de jovens negros e perifericos.
Em Paripe, o Coletivo Bahia Pela Paz, coordenado por Vânia Mota, mantém parcerias contínuas com escolas estaduais e municipais, inclusive com participação em fóruns de debate sobre Projetos Políticos Pedagógicos e currículo das unidades de ensino. As ações desencadearam a criação de um Grupo de Trabalho (GT) de Educação, que reúne gestores escolares e representantes de serviços locais. O GT se consolidou após uma escuta comunitária que identificou demandas comuns entre as unidades de ensino.
“Sugerimos a criação do GT para encontros mensais, com pautas definidas pelas próprias escolas”, explica a coordenadora do Coletivo Bahia Pela Paz - Paripe. O grupo busca envolver toda a comunidade escolar e conta com a participação de instituições como o Conselho Tutelar, a Plan International e o Pronasci Juventude.
“Esse GT tem o objetivo de envolver toda a comunidade escolar: gestores, professores, funcionários, pais e mestres, e outros atores da rede socioassistencial do território”, completou.
“É uma ação construída com os estudantes do Colégio Estadual Duque de Caxias, a partir das ações do Núcleo de Formação Política-Cidadã [NFPC] ao longo do ano no colégio. A gente vai fazer essa movimentação cultural, uma intervenção no espaço urbano, uma atividade que será feita com e pelos estudantes do colégio, com pintura, apresentação teatral e roda de capoeira.”, comenta Fábio.
“Antes disso, a gente desenvolveu junto com esses estudantes vários módulos, falando sobre violência, bullying, raça e etnia, várias temáticas trabalhadas com ele ao longo do ano passado, de março até o final do ano, e agora, neste mês, a gente vai fazer a intervenção urbana, colocando para fora tudo que foi dialogando e construídos com eles”.
“O impacto do Coletivo no nosso Colégio foi bastante significativo. Os nossos estudantes e pais, que estão em situação de vulnerabilidade, são acolhidos pelo Coletivo, que oferece apoio psicossocial e os auxiliam na construção de um projeto de vida. O Coletivo está sempre presente na nossa unidade escolar, participando de projetos e eventos”, diz.
No bairro de Cajazeiras VII, o professor Ângelo Oliveira, do Colégio Estadual Luiz Fernando Macedo Costa, relata avanços semelhantes. De acordo com ele, palestras com psicólogos e assistentes sociais ampliaram o acompanhamento dos alunos e fortaleceram o vínculo com as famílias.
“Trouxe muitos frutos com nossos alunos, através das palestras com psicólogos, assistente social ,através dessa parceria, hoje, temos alunos nossos que estão sendo acompanhados pelo Coletivo, assim como, o acompanhamento junto com às famílias”.
O que é o Bahia Pela Paz
De portas abertas para a comunidade, eles oferecem serviços integrados de educação, cultura, esporte, inserção no mercado de trabalho, atendimento psicossocial, acesso à cidadania e garantia de direitos, difundindo a cultura de paz entre as juventudes e suas famílias.