Em mais um dia de Carnaval, o Governo do Estado reforça o compromisso com as trabalhadoras que fazem a festa acontecer. No Circuito Osmar, no Campo Grande, o projeto Cuidar de quem Cuida, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), oferece um espaço de acolhimento voltado especialmente para as catadoras de materiais recicláveis e ambulantes que atuam durante a folia.
No espaço, as trabalhadoras têm acesso a serviços como massagem, escuta terapêutica, práticas coletivas (Tai Chi Chuan e yoga), rodas de conversa, reiki, auriculoterapia, ventosaterapia, reflexologia, equilíbrio energético, banho, almoço, além de cuidados pessoais como cabelo, maquiagem, penteados e turbantes.
A chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Daniella Fernandes, destacou a importância da iniciativa como política pública de valorização.
“Estamos em mais um dia de Carnaval, agora no Circuito Osmar, no Campo Grande, conhecendo de perto o projeto Cuidar de quem Cuida. Este é um espaço de acolhimento voltado especialmente para as trabalhadoras do Carnaval, como as catadoras, que desempenham um papel fundamental durante a festa. Aqui, elas encontram um ambiente seguro e estruturado, com serviços de beleza, massagem, espaço para banho e alimentação. Essa iniciativa demonstra o compromisso do Governo do Estado com quem faz o Carnaval acontecer. É um gesto de reconhecimento, respeito e valorização dessas trabalhadoras, que merecem todo o nosso carinho e atenção”, afirmou.
A superintendente de Promoção e Inclusão Socioprodutiva da SPM explicou que o projeto é pensado e executado de forma articulada com diversas pastas do Governo do Estado.
“Esse projeto nasce na base dos movimentos sociais, com as mulheres que pensam umas nas outras, sobretudo aquelas que estão se dedicando ao trabalho cotidiano. É o momento de entender que elas também precisam ser cuidadas. Inicialmente, funcionamos pensando nas catadoras e, mais recentemente, ampliamos esse público. Junto com um conjunto de secretarias do Governo da Bahia, organizamos todas as necessidades para que essas trabalhadoras tenham dignidade durante a execução do seu trabalho”, ressaltou.
Para quem participa, o impacto é sentido na prática
Divaldina Vitoriana, catadora há cerca de quatro anos, contou que a atividade é uma renda extra, mas essencial para complementar o sustento. Moradora de São Bartolomeu, ela participou da ação e destacou a importância do cuidado.
“Eu trabalho como catadora já tem uns quatro anos. É uma renda extra, mas ajuda muito. Participar de uma ação com esse cuidado voltado pra gente faz diferença. A gente se sente valorizada, lembrada. Às vezes cuidamos tanto das coisas, do trabalho, e esquecemos da gente. Hoje eu me senti especial”, destacou.
Já para Márcia Braga do Sul, ambulante há cerca de quatro a cinco anos, o projeto trouxe mudanças significativas na rotina do Carnaval.
“Eu trabalho como ambulante sempre no Carnaval. Conheci o projeto no segundo ano e, de lá pra cá, mudou muita coisa. Antes, a gente não tinha onde tomar banho, precisava pagar, às vezes nem conseguia usar o banheiro porque ficava cheio ou faltava água. Era bem mais difícil. Agora está ótimo, melhorou muito pra gente. Ter esse apoio faz diferença, dá mais dignidade para quem está trabalhando na rua”, afirmou. Márcia explicou ainda que a atividade é uma renda extra e que atua como ambulante apenas no período carnavalesco. Moradora da região da Sussuarana, ela destaca que iniciativas como essa garantem mais estrutura e acolhimento aos trabalhadores da festa.
Os espaços do projeto funcionam das 7h às 15h e estão localizados no Campo Grande (sede das Voluntárias Sociais, Palácio da Aclamação, Avenida Sete de Setembro, 1.330) e em Ondina (sede da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia - Adab, na Avenida Milton Santos, 967).