A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) participou, nesta quarta-feira (18), da 16ª Reunião Ordinária do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade (FBMC-Bio), realizada de forma online. O encontro reuniu representantes do colegiado, técnicos da Sema e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além de instituições parceiras, para discutir o planejamento estratégico de 2026, incluindo a definição do calendário anual, a avaliação de ações recentes e o fortalecimento do papel do fórum na formulação de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas e à biodiversidade.
Na reunião, foram discutidos a aprovação das atas da 14ª Reunião Ordinária, realizada em 23 de setembro, e da 15ª Reunião Ordinária, ocorrida em 17 de dezembro de 2025; a proposta de calendário das reuniões ordinárias para 2026; a apresentação sobre Economia Verde e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC) para 2026; a apresentação dos resultados da 4ª e 5ª Conferências do Meio Ambiente, realizadas nos meses de março e junho de 2025; o planejamento do FBMC-Bio para 2026; além de informes e outros assuntos.
“Nosso objetivo é transformar esse fórum em uma instância cada vez mais participativa e eficiente, capaz de contribuir de forma concreta para os processos decisórios relacionados às mudanças climáticas. Acreditamos que esse modelo de construção participativa é essencial para fortalecer o fórum e garantir resultados mais efetivos”, afirmou o superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Luiz Araujo.
Durante a apresentação, o especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Sema, Rosalvo Júnior, destacou os principais resultados das conferências. “A Bahia teve um desempenho de destaque, com a adesão de 322 dos 417 municípios, atingindo 77% e garantindo o quinto lugar no ranking nacional. Em relação às propostas, a Bahia contribuiu com 370 propostas, evidenciando o engajamento do estado nas discussões. Vale ressaltar que algumas propostas dialogam entre diferentes eixos, mas foram organizadas conforme a estrutura dos documentos oficiais das conferências”, explicou.
A programação contou ainda com a apresentação do coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Sérgio Xavier, que destacou que o atual cenário global é marcado por modelos políticos e econômicos fragmentados, responsáveis por agravar a crise climática e a degradação ambiental. Segundo ele, é necessário avançar para uma transformação ecológica da economia, baseada em práticas regenerativas, inclusivas e participativas, capazes de reduzir desigualdades e gerar resultados concretos nos territórios.
“Os modelos políticos e econômicos atuais ainda são muito fragmentados, e isso tem impacto direto no agravamento da crise climática. O que propomos é uma transformação ecológica da economia, com foco nos territórios, baseada em práticas regenerativas, inclusivas e participativas. Para isso, estruturamos um modelo com governança integrada, atuação prática, mobilização local em mutirões e o apoio de uma plataforma digital que organiza informações e facilita a implementação das ações”, pontuou Xavier.
Para 2026, estão previstas diversas elaborações estratégicas, incluindo a criação do CT e a construção da primeira recomendação do FBMC-Bio. Entre as sugestões de temas a serem abordados estão às espécies invasoras e migratórias, a elaboração de um plano de adaptação e mitigação, a avaliação das políticas públicas de biodiversidade e/ou mudanças climáticas, além da análise das mudanças climáticas na Bahia e seus impactos.