Celebrado em 3 de junho, o Dia Nacional da Educação Ambiental foi instituído pela Lei nº 12.633, de 14 de maio de 2012, com o objetivo de reforçar a importância da educação ambiental na formação de cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com a preservação dos recursos naturais e a construção de sociedades mais sustentáveis.
Em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, perda da biodiversidade e crescente pressão sobre os recursos naturais, a educação ambiental tornou-se uma ferramenta estratégica para promover conhecimento, engajamento social e transformação de hábitos. Mais do que transmitir informações, ela contribui para fortalecer o senso de pertencimento aos territórios e ampliar a participação da população na construção de soluções para os desafios socioambientais.
Na Bahia, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) vêm fortalecendo essa agenda por meio de iniciativas que alcançam diferentes públicos e territórios. Entre as ações em andamento está a estruturação do Diagnóstico Estadual de Educação Ambiental, iniciativa que permitirá mapear ações, identificar demandas e orientar políticas públicas em todo o estado. O trabalho prevê a realização de oficinas participativas nos 27 territórios de identidade e a implantação de um sistema estadual de informações sobre educação ambiental.
“Nessa contratação, teremos o desenvolvimento de dois importantes instrumentos: o Diagnóstico de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental. Serão realizadas oficinas participativas nos 27 territórios de identidade e vamos conseguir ter uma leitura do território para saber que tipo de ação devemos desenvolver, com um direcionamento melhor”, pontuou a diretora de Educação Ambiental e Sustentabilidade da Sema (DIEAS), Mariana Mascarenhas.
Para o gestor da pasta ambiental, Eduardo Mendonça Sodré Martins, a educação ambiental é uma das principais ferramentas para promover a mudança de comportamento e fortalecer a participação da sociedade na construção de um futuro mais sustentável. "Na Bahia, temos trabalhado para ampliar esse diálogo com os territórios, fortalecer políticas públicas e criar oportunidades para que crianças, jovens e adultos se tornem agentes de transformação em suas comunidades".
A formação de jovens também ocupa papel de destaque. Por meio do Programa Agente Jovem Ambiental (AJA Bahia), estudantes são incentivados a desenvolver projetos socioambientais em suas comunidades, fortalecendo o protagonismo juvenil e contribuindo para a construção de soluções voltadas à preservação ambiental e à melhoria da qualidade de vida nos territórios.
Outra iniciativa é o projeto ECOguardiões – Time da Sustentabilidade, desenvolvido pela Sema e pelo Inema para estimular práticas sustentáveis dentro das próprias instituições públicas. A ação busca sensibilizar servidores, estagiários e colaboradores para a adoção de atitudes alinhadas aos princípios da responsabilidade socioambiental.
A educação ambiental também está presente nas ações voltadas à conservação da fauna silvestre. No Parque Zoobotânico da Bahia, programas como Zoo Guia, Zoo Noturno, Zoo Semear e Zoo Inclusivo aproximam estudantes e visitantes das temáticas relacionadas à proteção da biodiversidade. As atividades promovem conhecimento sobre a fauna baiana e incentivam a reflexão sobre a importância da conservação das espécies.
Além disso, o Inema desenvolve ações de educação ambiental direcionadas aos municípios, com atividades relacionadas à entrega voluntária de animais silvestres, divulgação das áreas de soltura e conscientização sobre os impactos do tráfico e da criação irregular de fauna. O objetivo é fortalecer a proteção da biodiversidade e ampliar o envolvimento das comunidades na conservação dos ecossistemas.
"A educação ambiental está presente em diversas ações desenvolvidas pelo Inema, desde o trabalho de conservação da fauna silvestre até as atividades realizadas junto às escolas, comunidades e municípios. Nosso objetivo é aproximar a população das questões ambientais e estimular uma relação cada vez mais responsável com os recursos naturais e com a biodiversidade baiana", destacou o diretor-geral da autarquia, Eduardo Topázio.
As campanhas e caravanas realizadas pela Sema e pelo Inema também ampliam o alcance da educação ambiental nos territórios. Iniciativas como a Caravana do Defeso, voltada às comunidades pesqueiras, e as ações do Programa Bahia Sem Fogo, direcionadas à prevenção de incêndios florestais, combinam atividades educativas, mobilização comunitária e valorização dos conhecimentos locais.
Ao longo dos anos, a educação ambiental deixou de estar restrita às salas de aula e passou a ocupar diferentes espaços de convivência, diálogo e participação social. Seja por meio da formação de jovens, da conservação da fauna, da mobilização comunitária ou do fortalecimento das políticas públicas, ela segue desempenhando papel fundamental na construção de uma sociedade mais consciente, participativa e comprometida com a sustentabilidade.