Cinema baiano é destaque na Cinemateca Brasileira, em São Paulo

Publicado: 18/04/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 11:00
Durante o mês de abril, a Cinemateca Brasileira promove uma retrospectiva em homenagem ao cinema baiano. A programação reúne desde clássicos da cinematografia do estado, boa parte em cópias restauradas pela própria Cinemateca, ou por meio de projetos que contaram com seu apoio institucional e técnico, a filmes representativos da produção baiana nos anos 2000, passando pelo pioneiro documentarista Alexandre Robatto Filho, pelo Ciclo do Cinema Baiano (1959-1964) e pela produção de vanguarda das décadas de 1960 e 1970, incluindo obras fundamentais do Cinema Novo, do underground baiano e do movimento superoitista. Para oferecer ao público um panorama abrangente da filmografia baiana, serão apresentadas obras de diversos formatos, gêneros, épocas e tendências estéticas, opção de curadoria que procura indicar, sem qualquer ambição de esgotar o assunto, algumas das principais manifestações do audiovisual baiano ao longo de seus 101 anos de vida – o marco inaugural da aventura cinematográfica no estado é, de acordo com historiadores, o curta Regatas da Bahia (desaparecido), rodado por Diomedes Gramacho em 1910. A mostra também comemora o lançamento da caixa de DVDs Bahia, 100 anos de Cinema, projeto do Ministério da Cultura realizado pela Cinemateca Brasileira e pela Secretaria de Cultura da Bahia, através da Diretoria de Audiovisual (DIMAS) da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Iniciativa pioneira para o resgate da memória audiovisual no estado, a coleção colocou novamente ao alcance do público uma série de filmes representativos, entre clássicos e raridades que, a partir desse momento, podem ser vistos por pesquisadores e cinéfilos. A coleção foi distribuída para bibliotecas, instituições de pesquisa, cineclubes e Pontos de Cultura espalhados pelo país e serviu de base para a escolha dos filmes programados na retrospectiva. Interessados em assistir aos filmes da caixa podem procurar o Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira. Maiores informações sobre a coleção podem ser obtidas no site www.dimas.ba.gov.br. No site da Cinemateca, é possível ainda baixar o pdf do folheto lançado na caixa, contendo textos de apresentação, fotos, fichas técnicas e sinopses dos filmes lançados. A RETROSPECTIVA DO CINEMA BAIANO conta com o apoio da Diretoria de Audiovisual (DIMAS) da Fundação Cultural do Estado da Bahia. FILMES Entre muitas atrações, a retrospectiva exibe Vadiação (1954), documentário do pioneiro Alexandre Robatto Filho; Bahia de Todos os Santos (1960), de Trigueirinho Neto, marco do Ciclo do Cinema Baiano, filme que terá papel importante na formação do movimento cinemanovista; Um Dia na Rampa (1960), de Luiz Paulino dos Santos, documentário sobre o cotidiano de um dos principais pontos de comércio de Salvador; Diamante Bruto (1977), drama rural de Orlando Senna ambientado na Chapada Diamantina; O Mágico e o Delegado (1983), comédia de Fernando Coni Campos, ganhadora do Prêmio de Melhor filme no Festival de Brasília de 1983; e Boi Aruá (1984), de Francisco Liberato, primeiro longa de animação rodado na Bahia, filme agraciado pela UNESCO com a láurea de "Referência de Valores Culturais para a Infância e Juventude”. Mantendo a variedade do recorte, a programação investe sobre o cinema silencioso apresentando também A Cidade do Salvador – Capital do Estado da Bahia (1933), de Eurico de Oliveira, mais antigo longa-metragem existente sobre a Bahia. Personalidade fundamental para a história do cinema baiano, Roberto Pires marca presença com Redenção (1959), primeiro longa-metragem feito no estado, filme policial rodado com a lente igluscope, versão brasileira para o cinemascope, criada à época por Pires e por Oscar Santana; A Grande feira (1961), clássico com a participação de Antônio Pitanga e Helena Ignez; e Tocaia no asfalto (1962), mais uma incursão de Pires pelo filme policial, longa fotografado pelo mestre Hélio Silva. Redenção e Tocaia no asfalto serão exibidos em versões restauradas. Um dos maiores cineastas brasileiros, Glauber Rocha comparece com Pátio (1959), curta experimental no qual estreia na direção; Barravento (1961), primeiro longa-metragem, filme que já prenuncia alguns dos principais elementos de sua poética cinematográfica, e as obras-primas Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) – dois clássicos do cinema mundial. O Dragão da Maldade será também projetado em versão restaurada. Pérolas do underground baiano surgem em Caveira my friend (1970), de Álvaro Guimarães, filme delirante com trilha sonora dos Novos Baianos; em O Anjo Negro (1972), de José Umberto, raridade absoluta para os cinéfilos, com a participação do lendário ator Mário Gusmão; e em Meteorango Kid – Herói intergalático (1969), de André Luiz Oliveira, um retrato anárquico e irreverente da juventude baiana num dos momentos mais dramáticos da ditadura militar no Brasil. Do movimento superoitista, o público poderá conferir, entre outros, Brabeza (1978), de José Umberto e Robinson Roberto, e a obra máxima O Rei do Cagaço (1977), de Edgar Navarro. Além de contar também com um programa de curtas realizados nos anos 1990 e 2000, a mostra apresenta os longas Cidade Baixa (2005), de Sérgio Machado, com Alice Braga, Lázaro Ramos e Wagner Moura, Prêmio da Juventude no Festival de Cannes de 2005, e Eu me lembro (2005), de Edgar Navarro, grande vencedor do Festival de Brasília de 2005. Ainda no âmbito das ações de restauro e preservação, a retrospectiva completa-se com O Grito da terra (1964), de Olney São Paulo, que será exibido em nova cópia 35mm especialmente confeccionada para a mostra nos laboratórios da Cinemateca Brasileira, e com uma série de curtas realizados na Bahia, nos anos 1950, pelo estudioso do folclore brasileiro Alceu Maynard Araújo. Seus filmes foram restaurados pela Cinemateca, em projeto patrocinado pela Petrobras, e serão exibidos como complemento a alguns dos longas programados na retrospectiva. EXIBIÇÃO DO LONGA INÉDITO PAU BRASIL Uma das principais atrações da retrospectiva, o longa Pau Brasil (2007) terá, no dia 09 de abril, às 19h00, uma apresentação especial seguida de debate com seu diretor, Fernando Belens. Inédito nos cinemas, Pau Brasil é uma co-produção Brasil-Alemanha. Baseado no romance homônimo da escritora Dinorah do Valle, foi considerado pela crítica um dos melhores filmes baianos da safra recente. Em São Paulo, foi exibido apenas na 33ª Mostra Internacional de Cinema. Diretor que iniciou a carreira dentro do movimento superoitista, Fernando Belens é autor de curtas experimentais como O discurso dos mendigos (1976), Crianças de Mundo Novo (1980) e Anil (1989). RESTAURO E AÇÕES DE PRESERVAÇÃO A Cidade do Salvador – Capital do Estado da Bahia, de Eurico de Oliveira, foi restaurado nos laboratórios da Cinemateca no início dos anos 2000. Tocaia no asfalto, de Roberto Pires, Caveira my friend, de Álvaro Guimarães, e os curtas de Alceu Maynard Araújo que compõem o programa especial VEJA O BRASIL foram restaurados pela instituição dentro do Programa de Restauro 2007, patrocinado pela Petrobras. O restauro digital de Redenção, de Roberto Pires, foi feito a partir da única cópia localizada do filme, infelizmente em estado de conservação precário e em 16mm, bitola não original. A Teleimage foi responsável pela restauração digital que contou com a supervisão técnica da Cinemateca. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, foi restaurado digitalmente no laboratório Prestech, na Inglaterra, com acompanhamento do Tempo Glauber e supervisão da Cinemateca. O Grito da terra, de Olney São Paulo, será projetado em nova cópia 35mm especialmente confeccionada para a mostra. A nova cópia foi gerada a partir do único material existente do filme. CINEMATECA BRASILEIRA Largo Senador Raul Cardoso, 207 próxima ao Metrô Vila Mariana Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215) Taxa de manutenção: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada) Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha. PROGRAMAÇÃO 06.04 | QUARTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO 20h30 TOCAIA NO ASFALTO 07.04 | QUINTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 19h00 UM DIA NA RAMPA | BAHIA DE TODOS OS SANTOS 21h00 O GUARANI | REDENÇÃO 08.04 | SEXTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 BAHIA DE DONA JANAÍNA | VADIAÇÃO | BARRAVENTO 20h30 BAHIA BAIXA – ITATIAIA | A GRANDE FEIRA 09.04 | SÁBADO SALA CINEMATECA PETROBRAS 15h30 PÁTIO | DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL 19h00 ANIL | PAU BRASIL | ENCONTRO COM FERNANDO BELENS 10.04 | DOMINGO SALA CINEMATECA PETROBRAS 17h00 BAHIA DE CONTRASTES | A CIDADE DO SALVADOR – CAPITAL DO ESTADO DA BAHIA 18h30 TOCAIA NO ASFALTO 20h30 O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO 12.04 | TERÇA SALA CINEMATECA PETROBRAS 19h00 BRABEZA | O ANJO NEGRO 21h00 CAVEIRA MY FRIEND 13.04 | QUARTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 CACHOEIRA DE PAULO AFONSO | DIAMANTE BRUTO 20h30 NA BAHIA NINGUÉM FICA EM PÉ | O MÁGICO E O DELEGADO 14.04 | QUINTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 19h00 BOI ARUÁ 20h30 O CAPETA CARYBÉ | SAMBA RIACHÃO 15.04 | SEXTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 BAHIA CIDADE BAIXA | COMUNIDADE DO MACIEL – HÁ UMA GOTA DE SANGUE EM CADA POEMA | CIDADE BAIXA 21h00 O REI DO CAGAÇO | EU ME LEMBRO 16.04 | SÁBADO SALA CINEMATECA PETROBRAS 16h00 BOI ARUÁ 17.04 | DOMINGO SALA CINEMATECA BNDES 20h00 O GUARANI | REDENÇÃO 19.04 | TERÇA SALA CINEMATECA PETROBRAS 19h00 TOCAIA NO ASFALTO 20.04 | QUARTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h00 PÁTIO | DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL 21.04 | QUINTA SALA CINEMATECA BNDES 17h00 BAHIA DE CONTRASTES | A CIDADE DO SALVADOR – CAPITAL DO ESTADO DA BAHIA 19h00 BAHIA DE DONA JANAÍNA | VADIAÇÃO | BARRAVENTO 22.04 | SEXTA SALA CINEMATECA BNDES 17h00 UM DIA NA RAMPA | BAHIA DE TODOS OS SANTOS 19h00 O CAPETA CARYBÉ | SAMBA RIACHÃO 21h00 VÔO INTERROMPIDO | METEORANGO KID – HERÓI INTERGALÁTICO 23.04 | SÁBADO SALA CINEMATECA BNDES 16h30 BAHIA BAIXA – ITATIAIA | A GRANDE FEIRA 18h30 A MORTE DAS VELAS DO RECÔNCAVO | O GRITO DA TERRA 20h30 NA BAHIA NINGUÉM FICA EM PÉ | O MÁGICO E O DELEGADO 24.04 | DOMINGO SALA CINEMATECA BNDES 17h00 BRABEZA | O ANJO NEGRO 19h00 VÔO INTERROMPIDO | METEORANGO KID – HERÓI INTERGALÁTICO 21h00 CAVEIRA MY FRIEND 26.04 | TERÇA SALA CINEMATECA BNDES 18h00 O REI DO CAGAÇO | EU ME LEMBRO 27.04 | QUARTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 VÔO INTERROMPIDO | METEORANGO KID – HERÓI INTERGALÁTICO 20h30 BAHIA CIDADE BAIXA | COMUNIDADE DO MACIEL – HÁ UMA GOTA DE SANGUE EM CADA POEMA | CIDADE BAIXA 28.04 | QUINTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 BAHIA BAIXA – ITATIAIA | A GRANDE FEIRA 20h30 CAVEIRA MY FRIEND 29.04 | SEXTA SALA CINEMATECA PETROBRAS 18h30 BRABEZA | O ANJO NEGRO 20h30 CACHOEIRA DE PAULO AFONSO | DIAMANTE BRUTO 30.04 | SÁBADO SALA CINEMATECA PETROBRAS 19h00 BAHIA DE DONA JANAÍNA | VADIAÇÃO | BARRAVENTO 21h00 PÁTIO | DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL 01.05 | DOMINGO SALA CINEMATECA PETROBRAS 17h00 A MORTE DAS VELAS DO RECÔNCAVO | O GRITO DA TERRA 19h00 O REI DO CAGAÇO | EU ME LEMBRO FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES Anil, de Fernando Belens Salvador, 1990, 16mm, cor, 8’ | Exibição em DVD Durante uma semana, regidos pelos signos negros da cultura baiana, varais de roupa contam histórias de exploração do trabalho feminino. Cânticos e cores reúnem-se delicadamente para denunciar. Montagem de Edgar Navarro. Não indicado para menores de 14 anos sáb 09 19h00 | ENTRADA FRANCA O Anjo Negro, de José Umberto Salvador, 1972, 35mm, cor, 80’ | Exibição em DVD Mário Gusmão, Eliana Tosta, Raimundo Matos, Roberto Maia Família baiana da alta roda é atormentada pela presença de um homem misterioso – Anjo Negro emissário de Exu, que seduz as mulheres da casa e violenta os pilares do cotidiano patriarcal. Filme representativo do movimento contracultural baiano dos anos 1970, O Anjo Negro foi rodado num dos períodos mais sombrios da ditadura militar. Alegoria do Brasil, o filme conta com o desempenho inesquecível de Mário Gusmão (1928-1996), um dos maiores atores da história do cinema e do teatro baianos. Não indicado para menores de 14 anos ter 12 19h00 | dom 24 17h00 | sex 29 18h30 Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto São Paulo, 1960, 35mm, pb, 102’ Jurandir Pimentel, Lola Brah, Arassary de Oliveira, Antonio Luís Sampaio Durante a ditadura do Estavo Novo, jovem rejeitado pelos pais sobrevive de pequenos furtos no porto de Salvador e dos favores de uma amante inglesa. Sua vida fica complicada quando envolve-se com um grupo de operários grevistas. Temas polêmicos como religião e política, autoritarismo e greve operária, adultério e racismo perpassam Bahia de Todos os Santos. Por sua estética avessa ao tradicionalismo reinante no cinema brasileiro da época, o filme foi saudado por personalidades como Glauber Rocha. Bahia de Todos os Santos terá influência significativa na formação do movimento cinemanovista. Prêmio Saci de Melhor argumento, produtor e atriz para Arassary de Oliveira, em 1961. Não indicado para menores de 14 anos qui 07 19h00 | sex 22 17h00 Barravento, de Glauber Rocha Salvador, 1961, 35mm, pb, 81’ Antonio Pitanga, Aldo Teixeira, Luiza Maranhão, Lucy Carvalho Pescadores de xaréu vivem numa pequena aldeia presos a antigos cultos místicos e à mercê do proprietário de uma rede. Vindo da cidade, um antigo morador da vila retorna à sua terra natal e coloca em xeque os valores religiosos e sociais que organizam a vida do lugar. Primeiro longa-metragem dirigido por Glauber Rocha, Barravento é uma das primeiras expressões do chamado Ciclo Baiano de Cinema, momento de grande efervescência cultural em Salvador, do qual emergiu, entre outros clássicos, os longas A grande feira e Tocaia no asfalto, de Roberto Pires. Reunindo alguns dos principais elementos da poética glauberiana, Barravento é também um prenúncio da explosão do Cinema Novo. Não indicado para menores de 14 anos sex 08 18h30 | qui 21 19h00 | sáb 30 19h00 Boi Aruá, de Francisco Liberato Salvador/Brasília, 1984, 35mm, cor, 59’ | Exibição em DVD Baseado no folclore sertanejo, o filme narra a história de um fazendeiro arrogante, orgulhoso de seu poder, que é desafiado pela figura fantástica do Boi Aruá. Pioneiro do cinema de animação na Bahia – Boi Aruá é o primeiro longa do gênero feito no estado – Francisco Liberato é também artista plástico e diretor de outros filmes de animação, como o premiado curta-metragem Muçagambira (1982). Participou do movimento que sacudiu a vida cultural baiana nos anos 1960. Exibido em festivais europeus, Boi Aruá foi agraciado pela UNESCO com a láurea de "Referência de Valores Culturais para a Infância e Juventude". Livre qui 14 19h00 | sáb 16 16h00 Brabeza, de José Umberto e Robinson Roberto Salvador, 1978, Super-8, cor, 20’ | Exibição em DVD Márcia Cristina, José Umberto, Marcos Sergipe, Svetlana Encontro de uma retirante com um homem que carrega um fuzil pelas ruas de Salvador. Curta-metragem nos quais os ecos do Cinema Novo são revistos por meio de experimentos fotográficos e de montagem. Produção do movimento superoitista baiano. Não indicado para menores de 14 anos ter 12 19h00 | dom 24 17h00 | sex 29 18h30 O Capeta Carybé, de Agnaldo Siri Azevedo Rio de Janeiro, 1996, 35mm, cor, 22’ | Exibição em Betacam Vida e obra do artista plástico Carybé (1911-1997). Pintor, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, etc, Carybé nasceu na Argentina e fixou-se em Salvador em 1950. Consagrou suas pinturas à religiosidade e ao cotidiano de pessoas humildes, como pescadores, vendedores ambulantes e prostitutas, personagens constantes em sua produção. Inspirado em livro de Jorge Amado, O Capeta Carybé recebeu prêmios nos Festivais de Gramado e de Brasília, entre os quais o de Melhor montagem e o Prêmio Especial do Júri. Não indicado para menores de 12 anos qui 14 20h30 | sex 22 19h00 Caveira my friend, de Álvaro Guimarães Salvador, 1970, 35mm, pb, 84’ Manoel da Costa, Maria da Conceição Senna, Gó Muniz, Sônia Dias A exemplo de filmes como Meteorango Kid, o herói intergalático, de André Luiz Oliveira, Caveira my friend é expressão da vanguarda baiana dos anos 1970. Liderados por Caveira, um grupo de assaltantes comete crimes por Salvador. Trilha sonora dos Novos Baianos. Figura atuante no cenário cultural da Bahia, Álvaro Guimarães escreveu crítica teatral e encenou peças de Dias Gomes e Nelson Rodrigues. Além de Caveira my friend, realizou em 1960 o curta Moleques de rua, montado por Caetano Veloso. Cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira. Não indicado para menores de 14 anos ter 12 21h00 | dom 24 21h00 | qui 28 20h30 Cidade Baixa, de Sérgio Machado Rio de Janeiro, 2005, 35mm, cor, 98’ Alice Braga, Lázaro Ramos, Wagner Moura, João Miguel A bordo de um barco, dois rapazes ganham a vida fazendo fretes e aplicando pequenos golpes. Numa das paradas, conhecem uma stripper que quer arrumar um estrangeiro rico em Salvador. Um triângulo amoroso se forma mas, à medida que o tempo passa, os amigos vão, aos poucos, sendo tragados por uma espiral de ciúme e rancor. Estreia bem-sucedida do diretor Sérgio Machado no longa-metragem. Marco da filmografia baiana nos anos 2000, Cidade Baixa recebeu o Prêmio da Juventude no Festival de Cannes de 2005. Não indicado para menores de 16 anos sex 15 18h30 | qua 27 20h30 A Cidade do Salvador – Capital do Estado da Bahia, de Eurico de Oliveira Rio de Janeiro, 1933, 35mm, pb, 56’ | Silencioso | Exibição em Betacam Documentário focalizando diversos aspectos da cidade de Salvador. O filme contém raras imagens da capital baiana no início da década de 1930 – sua geografia, arquitetura, monumentos históricos, desfile de autoridades, pontos turísticos e órgãos públicos. Restaurado pela Cinemateca Brasileira, o filme é o mais antigo longa-metragem existente sobre a Bahia. Livre dom 10 17h00 | qui 21 17h00 Comunidade do Maciel – Há uma gota de sangue em cada poema, de Tuna Espinheira Salvador, 1973, 16mm, pb, 20’ | Exibição em Betacam Documentário sobre o baixo meretrício do Pelourinho. Uma comunidade formada por prostitutas, homossexuais, ladrões, traficantes e famílias ocupa uma arquitetura outrora pertencente à elite, no centro de Salvador. Não indicado para menores de 14 anos sex 15 18h30 | qua 27 20h30 Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha Rio de Janeiro, 1964, 35mm, pb, 110’ Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Maurício do Valle Castigado pela seca e pela exploração, camponês sangra o latifundiário que o oprime. Ao lado da mulher, foge pelo sertão até encontrar um líder messiânico. O casal torna-se seu discípulo, porém, tempos depois, a mulher se revolta e mata o religioso. Novamente à deriva, eles rumam pelo sertão e encontram, finalmente, um terrível cangaceiro, que está sendo perseguido por um matador de aluguel. Obra-prima do cinema brasileiro, clássico internacionalmente reconhecido, Deus e o Diabo na Terra do Sol é um exercício autoral no qual se misturam influências do cinema realista, do faroeste norte-americano, da literatura de cordel e da dramaturgia do teatro simbolista. Destaque para a música de Sérgio Ricardo, feita a partir do trovadorismo sertanejo e da poesia popular. Letreiros da artista plástica Lygia Pape. Não indicado para menores de 14 anos sáb 09 15h30 | qua 20 18h00 | sáb 30 21h00 Diamante Bruto, de Orlando Senna Rio de Janeiro, 1977, 35mm, cor, 100’ | Exibição em DVD José Wilker, Gilda, Conceição Senna, Wilson Melo Ator de telenovela retorna à sua terra natal – a cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina – depois de vinte anos de ausência. Reencontra seu amor de infância, uma garota negra e pobre que se preservara para ele. Os dois No entanto, encarando o sentimento amoroso de forma original, a menina não espera ser correspondida e recusa qualquer compromisso. Enquanto sofre com a conduta da amada, o jovem astro envolve-se com a dura realidade dos garimpeiros da região. Prêmio especial do Júri de Atriz revelação para Gilda no Festival de Gramado de 1978. Baseado no romance Bugrinha, de Afrânio Peixoto. Montagem de Roberto Pires. Não indicado para menores de 14 anos qua 13 18h30 | sex 29 20h30 O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 95’ Maurício do Valle, Odete Lara, Othon Bastos, Jofre Soares Matador é contratado para dar fim a um grupo de jagunços sanguinários que aterrorizam um vilarejo no Nordeste. Primeiro longa colorido de Glauber, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro é um dos projetos mais ambiciosos do diretor baiano. Lançado no auge da ditadura militar, o filme procurou levar ao grande público as ideias do Cinema Novo, apresentadas numa trama que incorpora elementos do faroeste e da literatura de cordel. Saudado por personalidades como o cineasta Martin Scorsese, recebeu o Prêmio de Melhor direção no Festival de Cannes de 1969. Fotografia de Affonso Beato. A Cinemateca exibe o filme em cópia restaurada. Não indicado para menores de 14 anos qua 06 18h30 | dom 10 20h30 Um Dia na Rampa, de Luiz Paulino dos Santos Salvador, 1957, 35mm, pb, 9’ | Exibição em DVD Documentário sobre o cotidiano de um dos principais pontos de comércio de Salvador. Quadros realistas da vida de pescadores, populares e capoeiristas na Rampa do Mercado Modelo; imagens do movimento dos saveiros e registro de costumes e manifestações culturais como o candomblé. Livre qui 07 19h00 | sex 22 17h00 Eu me lembro, de Edgar Navarro Salvador, 2005, 35mm, cor, 111’ Lucas Valadares, Fernando Neves, Arly Arnaud, Valderez Freitas Teixeira A trajetória de um rapaz – da infância à juventude, entre as décadas de 1950 e 1970, em Salvador — em meio às transformações do país durante o período. As descobertas sexuais, os questionamentos religiosos, as brigas familiares, a experiência com as drogas e a ditadura militar. Primeiro longa-metragem de Edgard Navarro, autor de curtas e médias fundamentais do underground baiano, entre eles O Rei do Cagaço (1977) e Superoutro (1988). Grande vencedor do Festival de Brasília de 2005, Eu me lembro recebeu os prêmios de Melhor direção e Melhor filme pelo Júri Oficial. Também foi exibido em diversos festivais internacionais, nos Estados Unidos, Canadá, Colômbia e Egito. Não indicado para menores de 16 anos sex 15 20h30 | ter 26 18h00 | dom 01 19h00 A Grande feira, de Roberto Pires Salvador, 1961, 35mm, pb, 94’ Geraldo D''El Rey, Luiza Maranhão, Helena Ignez, Antonio Luis Sampaio Feirantes de Água dos Meninos, em Salvador, são ameaçados de despejo por um empresa imobiliária e lutam para não perder o terreno. A partir desse acontecimento, cria-se uma trama enredando diversos personagens – uma prostituta, um ladrão, um marinheiro e uma milionária romântica. Clássico da filmografia baiana, A Grande feira já prenuncia, por meio de sua construção narrativa peculiar, elementos de linguagem próprios ao cinema moderno, formas que eclodiriam logo depois, e radicalmente, com a explosão do Cinema Novo. Não indicado para menores de 12 anos sex 08 20h30 | sáb 23 16h30 | qui 28 18h30 O Grito da terra, de Olney São Paulo Feira de Santana, 1964, 35mm, pb, 83’ Helena Ignes, João de Sordi, Lucy Carvalho, Lídio Silva Duas jovens vivem no sertão nordestino. Enfastiada, uma delas quer sair a qualquer custo do vilarejo onde mora para ir ao Sul; típica camponesa, a outra acredita na força de seus familiares e conhecidos para enfrentar a seca e a pressão dos coronéis. Sob o clima de euforia revolucionária que antecede o golpe militar de 1964, O Grito da terra trata de temas urgentes para a época – reforma agrária, seca e fome no Nordeste. Diretor importante para a história do cinema baiano, Olney foi preso e torturado pelos militares quando um de seus filmes, o curta Manhã cinzenta (1968), foi encontrado na residência de um dos participantes do primeiro seqüestro político no país. Olney não tinha nenhuma ligação com a ação da guerrilha. A Cinemateca exibe O Grito da Terra em nova cópia 35mm, especialmente confeccionada para a mostra. Não indicado para menores de 14 anos sáb 23 18h30 | dom 01 17h00 O Guarani, de Cláudio Marques e Marília Hughes Salvador, 2008, 35mm, cor/pb, 20’ | Exibição em DVD Documentário sobre o lendário Cine Gurani, palco de estreias e projeções históricas para o cinema baiano e brasileiro. Nele, foram lançados alguns dos principais filmes de nossa cinematografia, incluindo as obras de Roberto Pires e Glauber Rocha. Espaço de encontro e formação para cinéfilos e cineastas de diversas gerações, foi um dos mais importantes endereços de Salvador durante mais de setenta anos. O curta reúne depoimentos dos diretores Orlando Senna, Edgar Navarro, do crítico André Setaro, entre outros. Livre qui 07 21h00 | dom 17 20h00 O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos Salvador/Rio de Janeiro, 1983, 35mm, cor, 103’ | Exibição em DVD Nelson Xavier, Tânia Alves, Luthero Luis, Maria Silvia Ao lado da mulher, mágico chega a uma pequena cidade no interior da Bahia para apresentar seu espetáculo de variedades, mas é barrado pelo delegado local. Depois de promover um ambicioso número, causa revolta entre os moradores e é posto na cadeia. Último longa-metragem de Fernando Coni Campos, também autor do delirante Viagem ao fim do mundo (1968). Deliciosa comédia ganhadora dos prêmios de Melhor filme, roteiro, ator para Nelson Xavier e atriz coadjuvante para Maria Silvia, no Festival de Brasília de 1983. Fotografia de Mário Carneiro. Não indicado para menores de 14 anos qua 13 20h30 | sáb 23 20h30 Meteorango Kid – Herói intergalático, de André Luiz Oliveira Salvador, 1969, 35mm, pb, 80’ Antonio Luiz Martins, Sonia Dias, José Wagner, Milton Gaúcho Estudante universitário vaga sem destino pelas ruas de Salvador. Durante a viagem, atravessa o labirinto cotidiano da cidade valendo-se de suas fantasias e delírios libertários. Ao lado de filmes como Caveira my friend e das produções do movimento superoitista, Meteorango Kid – Herói intergalático é um dos principais representantes do underground baiano. Em diálogo com as tendências artísticas da época – como a Tropicália e a contracultura – o filme revela os impasses da arte e do jovem brasileiro durante os anos de chumbo. Não indicado para menores de 16 anos sex 22 21h00 | dom 24 19h00 | qua 27 18h30 A Morte das velas do Recôncavo, de Guido Araújo Salvador, 1976, 16mm, cor, 23’ | Exibição em DVD Documentário sobre o desaparecimento do saveiro, tradicional embarcação à vela da Bahia de Todos os Santos, responsável por movimentar a economia da região. O filme capta o duro impacto da decadência do veículo sobre a vida dos trabalhadores. Fotografia de Thomaz Farkas. Não indicado para menores de 12 anos sáb 23 18h30 | dom 01 17h00 Na Bahia ninguém fica em pé, de Edgard Navarro, José Araripe Jr. e Pola Ribeiro Salvador, 1980, Super-8, cor, 20’ | Exibição em DVD Reflexão desenvolvida coletivamente, em reportagem-ensaio bem-humorada, sobre as agruras do cinema baiano na virada da década. Prêmio de Melhor filme no Festival Nacional de Cinema de Aracajú de 1980. Não indicado para menores de 14 anos qua 13 20h30 | sáb 23 20h30 Pátio, de Glauber Rocha Salvador, 1959, 16mm, pb, 11’ | Exibição em DVD Duas figuras humanas jogadas sobre um pátio em preto e branco, compondo um jogo de metamorfoses, símbolos e montagens dialéticas. Primeiro filme de Glauber Rocha. Curta experimental, influenciado pelo movimento concretista. Não indicado para menores de 14 anos sáb 09 15h30 | qua 20 18h00 | sáb 30 21h00 Pau Brasil, de Fernando Belens Salvador/Alemanha, 2009, 35mm, cor, 98’ Bertrand Duarte, Osvaldo Mil, Fernanda Paquelet, Arany Santana Duas famílias convivem lado a lado num remoto vilarejo do sertão. Numa delas, um mascate cria as filhas e trata da mulher com rédea curta e chicote. Na outra, de costumes liberais, o marido permite que a mulher relacione-se com outros homens.  Adaptação do romance homônimo da escritora Dinorah do Valle. Considerado pela crítica um dos melhores filmes baianos da safra recente, Pau Brasil é o primeiro longa-metragem de Fernando Belens, diretor que iniciou a carreira dentro do movimento superoitista baiano. É autor de curtas experimentais como O discurso dos mendigos (1976), Crianças de Mundo Novo (1980), Anil (1989), entre outros. Inédito nos cinemas brasileiros, Pau Brasil foi exibido em São Paulo na 33ª Mostra Internacional de Cinema. Não indicado para menores de 14 anos sáb 09 19h00 | ENTRADA FRANCA Redenção, de Roberto Pires Salvador, 1958, 16mm, pb, 61’ | Exibição em Betacam Geraldo H. d''el Rey, Braga Neto, Maria Caldas, Milton Gaúcho Dois amigos recebem a visita de um homem misterioso que diz que seu carro acaba de quebrar na estrada. Ele pede para passar a noite na casa deles. Os rapazes o acolhem e, no dia seguinte, deixando o homem sozinho, os dois partem para a cidade. Por meio de uma notícia de jornal, descobrem que há um psicopata na região. Primeiro longa-metragem do cinema baiano, Redenção alcançou considerável sucesso de público em Salvador. Nele, o pioneiro Roberto Pires já manifesta seu gosto pelo thriller policial, gênero que será trabalhado novamente em Tocaia no asfalto. Redenção também teve um papel fundamental para o surgimento do Ciclo Baiano de Cinema. Para rodar o longa, Roberto Pires, ao lado do produtor e cineasta Oscar Santana, criou a lente igluscope, versão brasileira para a lente cinemascope, última novidade recém-lançada na época pelos estúdios norte-americanos. Fotografia de Hélio Silva. Não indicado para menores de 14 anos qui 07 21h00 | dom 17 20h00 O Rei do Cagaço, de Edgar Navarro Salvador, 1977, Super-8, cor, 10’ | Exibição em DVD Manifestante defeca em várias instituições baianas. Uma das obras máximas do movimento superoitista da Bahia. Não indicado para menores de 18 anos sex 15 20h30 | ter 26 18h00 | dom 01 19h00 Samba Riachão, de Jorge Alfredo Salvador, 2001, 35mm, cor, 86’ | Exibição em DVD Aos 80 anos de idade, o sambista baiano Riachão é o cronista musical da cidade de Salvador. Vivenciou todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. É através das histórias deste cronista que o filme apresenta um relato histórico da MPB. Depoimentos de Dorival Caymmi, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros. Prêmio de Melhor filme pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular no Festival de Brasília de 2001. Livre qui 14 20h30 | sex 22 19h00 Tocaia no asfalto, de Roberto Pires Salvador, 1962, 35mm, pb, 100’ Agildo Ribeiro, Geraldo d’el Rey, Angela Bonati, David Singer, Milton Gaúcho A mando de um coronel, matador é enviado a Bahia para eliminar um político corrupto. Lá chegando, vai morar num bordel e se apaixona por uma prostituta. Enquanto isso, um jovem deputado pretende criar uma comissão para investigar as falcatruas do grupo ao qual pertence o político, que está sob a mira do assassino. Prestes a cometer o crime, o matador é avisado de que não precisa mais cumprir o trabalho. No entanto, ele hesita em abandonar o plano. Um dos mais importantes filmes do cinema baiano, Tocaia no asfalto é mais uma incursão de Roberto Pires pelo gênero policial. Fotografia de Hélio Silva. Cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira. Não indicado para menores de 14 anos qua 06 20h30 | dom 10 18h30 | ter 19 19h00 Vadiação, de Alexandre Robatto Filho Salvador, 1954, 16mm, pb, 7’ | Exibição em Betacam Documentário sobre a arte da capoeira na Bahia. Ao som de berimbaus, grandes mestres baianos revelam o ritmo, a coreografia e a riqueza dramática. Pioneiro do cinema baiano, Alexandre Robatto Filho foi também pintor, desenhista e ilustrador. Influenciado pela escola do documentário inglês, dirigiu diversos curtas sobre a cultura, o folclore e a vida política e econômica na Bahia. Livre sex 08 18h30 | qui 21 19h00 | sáb 30 19h00 Vôo interrompido, de José Umberto Salvador, 1969, 16mm, pb, 12’ | Exibição em DVD Sonia Goulart, André Setaro, Carlos Athayde, Lula Meteorango Jovem camponesa é trazida à cidade por um político populista. De empregada doméstica em casa chique, ela cai no mundo subterrâneo do meretrício. Segundo seu diretor, Vôo interrompido é um "documentário ficcional sobre o baixo meretrício da cidade de Salvador. Devido à sensação de morte do personagem, os planos-sequência do filme se alternam, quase se embaralham na tentativa de recuperar os últimos instantes, ''o último suspito'' buñuelesco de uma prostituta mulata, latino-americana, baiana". Não indicado para menores de 14 anos sex 22 21h00 | dom 24 19h00 | qua 27 18h30 Programa VEJA O BRASIL Bahia Baixa – Itatiaia (título atribuído), de Alceu Maynard Araújo São Paulo, 1950 aprox., 16mm, pb, 8’ Planos gerais da cidade de Salvador – o porto e suas embarcações, edifícios, ruas e casas. O filme contém imagens de Água dos Meninos, local onde foram rodadas algumas das cenas de A grande feira, de Roberto Pires. O sociólogo francês Roger Bastide, professor que integrou a missão francesa que veio à USP, caminha por entre os saveiros ancorados na cidade. Livre sex 08 20h30 | sáb 23 16h30 | qui 28 18h30 Bahia Cidade Baixa (título atribuído), de Alceu Maynard Araújo São Paulo, 1950 aprox. 16mm, pb, 5’ Imagens raras de Salvador nos anos 1950 – as principais igrejas, cenas do cotidiano da cidade, camelôs, vendedoras de acarajé, sua arquitetura antiga e moderna. Quadros da Cidade Baixa e do Elevador Lacerda. Livre sex 15 18h30 | qua 27 20h30 Bahia de contrastes, de Alceu Maynard Araújo São Paulo, 1955, 16mm, pb, 6’ O sincretismo religioso da Bahia – o catolicismo e o candomblé. O documentário capta cenas da Igreja de São Francisco e da Igreja da Bahia – suas decorações, cruzes, brasões e santos. Cenas de um culto de candomblé, com o pai-de-santo Joãozinho da Goméia rodeado por mães-de-santo e sendo assistido pelas pessoas ao seu redor. Livre dom 10 17h00 | qui 21 17h00 Bahia de Dona Janaína, de Alceu Maynard Araújo São Paulo, 1951, 16mm, pb, 3’ A pesca do xaréu – o trabalho dos homens na busca pelo peixe, a puxada da rede e seus rituais religiosos. Livre sex 08 18h30 | qui 21 19h00 | sáb 30 19h00 Cachoeira de Paulo Afonso, de Alceu Maynard Araújo São Paulo, 1951, 16mm, pb, 11’ Tomadas aéreas do Rio São Francisco e cenas da extração mineral em suas margens – maquinário, guindastes e operários trabalhando na escavação de túneis. Livre qua 13 18h30 | sex 29 20h30