Memorial Dona Cadu reabre neste domingo (1º) após restauração e modernização do espaço, contemplado pela Lei Paulo Gustavo

30/05/2025
Fernando Barbosa

Localizado em Maragojipe, no Recôncavo Baiano, o espaço celebra o legado de uma das maiores referências da cerâmica baiana

O Memorial Dona Cadu será reaberto ao público neste domingo (1º) às 10h, em Maragojipe, após passar por um processo completo de requalificação. O anúncio foi feito na última quarta-feira (28), Dia do Ceramista, através do perfil oficial do projeto no Instagram. A iniciativa foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo Bahia.

Idealizado pela própria Dona Cadu, o memorial teve sua reabertura adiada em razão do falecimento da artista. Agora, com o espaço restaurado e modernizado, o público poderá vivenciar uma experiência ainda mais acolhedora e interativa.

O projeto incluiu ações de conservação do acervo e melhorias estruturais no ateliê, como a readequação das peças em exposição, reforço na iluminação, ampliação da comunicação visual, instalação de uma sala multimídia e intervenções voltadas à acessibilidade.

Entre os destaques, o espaço conta com uma exposição permanente de objetos pessoais, vestimentas e imagens religiosas que pertenciam à artista, além de conteúdos audiovisuais com entrevistas e registros da trajetória de Dona Cadu, valorizando sua contribuição única para a cerâmica e a cultura popular da Bahia.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

Biografia - Ricardina Pereira da Silva, conhecida como dona Cadu,nasceu em São Félix, no recôncavo baiano. Iniciou o ofício de ceramista aos 10 anos, tornando-se uma referência nacional na arte da cerâmica, famosa pela produção de panelas de barro. Em 2020, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). No processo de avaliação do mérito para que pudesse receber a honraria, os proponentes destacaram que a trajetória de Dona Cadu “é definida por um reconhecimento de singularidade por suas atividades de ceramista, de sambadeira e de rezadeira, sendo uma grande referência da cultura do Recôncavo da Bahia de ancestralidade africana e indígena”. Dona Cadu residia no distrito de Coqueiros, em Maragojipe, também no recôncavo, e morreu em 21 de maio de 2024, aos 104 anos. 

Por: Camila Gomes

 

 

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