17/04/2023
Processo de tombamento junto ao IPAC vai considerar a atividades históricas, religiosas e culturais do terreiro como Patrimônio Material da Bahia
O terreiro Ilê Axé Babá Omin Guian, em Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador, foi notificado com a abertura do processo de tombamento de Patrimônio Cultural Material do Estado da Bahia. A notificação foi entregue em solenidade realizada no último domingo (16), pela diretora geral do IPAC, Luciana Mandelli, pela coordenadora do Centro de Culturas Populares e Identitárias da SecultBA, Cristiane Taquari, pelo presidente da Câmara de Patrimônio do Conselho Estadual de Cultura, Tata Ricardo Tavares, além de representantes culturais e lideranças religiosas do Terreiro.
Umas das casas de candomblé mais antigas e tradicionais da Ilha de Itaparica, com cerca de 80 anos de atividade, a comunidade religiosa do Ilê Axé Babá Omin Guian foi iniciada pela Yalorixá Carmelita Flores Mascarenhas, conhecida popularmente como Mãe Lilita de Oyá, e teve como sucessor seu filho Lídio Jorge Mascarenhas, o Pai Bui de Oxaguiãn. Com sua forte atuação, ele expandiu e enalteceu a comunidade e o candomblé com grande e forte legado, vindo a falecer no ano de 2014. A liderança sacerdotal passou para sua filha, a Yalorixá Odeolinda Conceição Mascarenhas, conhecida popularmente como Mãe Linda de Loguneder.
O Ilê Axé Babá Omin Guian tem um papel importante na manutenção das tradições do candomblé na região. “A abertura do processo de tombamento é um reconhecimento das atividades históricas, religiosas e culturais do terreiro. Reconhecer esses espaços como Patrimônio Cultural da Bahia é, também, reforçar a política de reparação e promoção da igualdade racial”, afirma Luciana Mandelli.
Próximos passos - A partir da Abertura do Processo de Tombamento, publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14), este bem está protegido legalmente e passa a incidir sobre ele a Lei 8.895/2003, que institui normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural do Estado da Bahia. Essa proteção provisória assegura ao bem, até o ato de inscrição, o mesmo regime dos bens tombados.
A próxima etapa será a elaboração do Dossiê do Tombamento, que apresentará informações, levantamentos e análises que comprovem a atuação e consequente relevância para tombamento. Após finalizado, será encaminhado ao Conselho Estadual de Cultura para análise e produção de Parecer Técnico deferindo ou indeferindo a patrimonialização estadual. Em seguida, o processo é encaminhado à Casa Civil para homologação da decisão pelo governador e publicação do Decreto de Tombamento no Diário Oficial.
O terreiro Ilê Axé Babá Omin Guian, em Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador, foi notificado com a abertura do processo de tombamento de Patrimônio Cultural Material do Estado da Bahia. A notificação foi entregue em solenidade realizada no último domingo (16), pela diretora geral do IPAC, Luciana Mandelli, pela coordenadora do Centro de Culturas Populares e Identitárias da SecultBA, Cristiane Taquari, pelo presidente da Câmara de Patrimônio do Conselho Estadual de Cultura, Tata Ricardo Tavares, além de representantes culturais e lideranças religiosas do Terreiro.
Umas das casas de candomblé mais antigas e tradicionais da Ilha de Itaparica, com cerca de 80 anos de atividade, a comunidade religiosa do Ilê Axé Babá Omin Guian foi iniciada pela Yalorixá Carmelita Flores Mascarenhas, conhecida popularmente como Mãe Lilita de Oyá, e teve como sucessor seu filho Lídio Jorge Mascarenhas, o Pai Bui de Oxaguiãn. Com sua forte atuação, ele expandiu e enalteceu a comunidade e o candomblé com grande e forte legado, vindo a falecer no ano de 2014. A liderança sacerdotal passou para sua filha, a Yalorixá Odeolinda Conceição Mascarenhas, conhecida popularmente como Mãe Linda de Loguneder.
O Ilê Axé Babá Omin Guian tem um papel importante na manutenção das tradições do candomblé na região. “A abertura do processo de tombamento é um reconhecimento das atividades históricas, religiosas e culturais do terreiro. Reconhecer esses espaços como Patrimônio Cultural da Bahia é, também, reforçar a política de reparação e promoção da igualdade racial”, afirma Luciana Mandelli.
Próximos passos - A partir da Abertura do Processo de Tombamento, publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14), este bem está protegido legalmente e passa a incidir sobre ele a Lei 8.895/2003, que institui normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural do Estado da Bahia. Essa proteção provisória assegura ao bem, até o ato de inscrição, o mesmo regime dos bens tombados.
A próxima etapa será a elaboração do Dossiê do Tombamento, que apresentará informações, levantamentos e análises que comprovem a atuação e consequente relevância para tombamento. Após finalizado, será encaminhado ao Conselho Estadual de Cultura para análise e produção de Parecer Técnico deferindo ou indeferindo a patrimonialização estadual. Em seguida, o processo é encaminhado à Casa Civil para homologação da decisão pelo governador e publicação do Decreto de Tombamento no Diário Oficial.