ARTE MODERNA e CULTURA POPULAR é tema de evento gratuito no MAM neste sábado (7), às 15h

05/05/2022
O coletivo Acervo da Laje (https://www.acervodalaje.com.br/) através do Programa de Residência Artística do Museu de Arte Moderna (MAM-Bahia) promove neste sábado (7), às 15h, uma roda de conversa sobre a ‘Arte Moderna e Cultura Popular em Mário de Andrade’ com o professor doutor Luciano Costa Santos, da UNEB, e tendo como debatedor, José Eduardo Ferreira, criador e coordenador do Acervo que está instalado na Galeria 3/MAM.

 

Com doutorado em Filosofia pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007) e estágio doutoral no Institut Catholique de Paris-Université de Poitiers (2005), Luciano ainda fez pós-doutorado em Filosofia Moral e Política pela Universidade Autónoma Metropolitana do México (2018-2019), sob orientação do filósofo Enrique Dussel. Atualmente, é professor titular da UNEB e atua no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade, onde lidera Grupo de Pesquisa sobre Pensamento e Contemporaneidade.

 

“Difícil pensar o Brasil contemporâneo em sua complexidade, possibilidades e impasses, sem passar pela figura paradigmática de Mário de Andrade. Nas tantas faces e ao longo de todas as fases de sua exuberante produção cultural, como poeta, escritor polígrafo, músico e musicólogo, crítico de arte, etnógrafo, folclorista, professor, diretor de departamento cultural etc., sob a consigna de que ‘é preciso abrasileirar o brasileiro’, Mário jogou-se inteiro e com ardor no afã de contribuir para deixar nascer o Brasil – ou os Brasis – na encruzilhada de disputas civilizatórias do século XX”, explica o professor Luciano Costa.

 

MÁRIO e o MODERNISMO – Mário de Andrade nasceu e morreu em São Paulo (1893-1945), realizando ao longo da sua vida um meticuloso trabalho de documentação sobre a história e o patrimônio cultural brasileiro em viagens por várias regiões, incluindo o Nordeste. Se envolveu com todas as disciplinas relacionadas ao modernismo paulistano, se tornou o polímata nacional do Brasil e é considerado fundador do modernismo no país.

 

No Brasil, o modernismo, principalmente nas artes visuais, se instala a partir da Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo. Em 1929 é criado o Museu de Arte Moderna de Nova York e essa sequência chega posteriormente no nosso país com a fundação do MAM de São Paulo em 1947 e o MAM do Rio em 1948. Já o MAM-Bahia só é aberto em 1963, com nomeação da sua primeira diretora, Lina Bo Bardi (1914-1992), desde 1959.

 

ACERVO e ENFRENTAMENTO – Já o Acervo da Laje é um coletivo de diálogos e ideias que habitam a tríade da casa – museu – escola, integrados num mesmo espaço. “O projeto foi criado por nós em 2010 e fica no bairro de São João do Cabrito, região conhecida como ‘Novos Alagados’”, completa José Eduardo. Segundo ele, o Acervo busca difundir a produção artística e estética do Subúrbio de Salvador e propor alternativas possíveis através da arte, do conhecimento e da beleza como formas de enfrentamento à violência em suas mais variadas formas e estruturas.

 

“Temos violências simbólica, física e cultural, configuradas socialmente pelo racismo, machismo, homofobia, extermínio da juventude negra, ou no apagamento e silenciamento das memórias periféricas”, pontua José Eduardo. Qualquer interessado tem acesso à roda de conversa do Acervo neste sábado (7), basta chegar às 15h. Mais informações sobre o Acervo da Laje via telefone 71 99265-7867 ou no perfil do instagram @acervodalaje.  

 

Em 04.05.2022, Assessoria de Comunicação – MAM

Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

geraldomoniz.mam@gmail.com, 071 99102.7394

MAM-Bahia - Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão - CEP 4006-060 Salvador Bahia
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