Bembé do Mercado homenageia Terreiro Tumba Junçara

10/05/2017
A partir de hoje (10) começa em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, a festa do Bembé do Mercado, o único candomblé de rua do mundo, com 128 anos de tradição. O evento, que comemora a libertação dos negros escravizados em 1888, homenageia este ano o Terreiro Tumba Junçara, que está completando 98 anos, e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). A programação vai até o próximo domingo, dia 14. Veja em anexo.

 

No Bembé do Mercado, mais de 40 terreiros de candomblé de várias nações vão as ruas. Registrado como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2012, a partir de pesquisas e proposta do IPAC, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o Bembé do Mercado também contará com apresentações de manifestações culturais diárias, no Largo do Mercado, das 19h às 21h. Na sexta (12), às 21h30, Ana Mameto, Cortejo Afro e Rebeca Tárique animam a festa.

 

Já no sábado (13), às 21h30, acontece o ‘Xirê’, em que um barracão é montado no Largo do Mercado, marcando a comemoração da assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, formando o maior candomblé de rua do Brasil. No último dia do evento, domingo (14), às 14h, o povo de santo sairá do Largo do Mercado em direção à praia de Itapema, também em Santo Amaro, para fazer a entrega do presente à Iemanjá.

Segundo o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, devem ser prioridades a preservação dos terreiros, os projetos socioculturais para as comunidades e infraestrutura para a população.

 

O babalorixá Pai Pote, do terreiro Ilê Axé Oju Onirê, autor do pedido de Registro Especial do Bembé, feito ao IPAC, diz que a festa está crescendo cada vez mais, apesar da conjuntura política do país. "A luta do Bembé é grande. Pra gente é muito importante esta luta do povo negro". Ele, que também é presidente da comissão gestora e da Associação Beneficente Bembé do Mercado, criada no ano passado, assinala a importância de mais inclusão de projetos culturais para o município de Santo Amaro. "Devemos valorizar nossa cultura", completa.

 

PRESERVAÇÃO - O IPAC foi o responsável pelas pesquisas para tornar a manifestação um "Patrimônio Cultural da Bahia", produzindo livro e videodocumentário sobre o tema. Esta publicação é o sétimo volume da coleção Cadernos do IPAC. São 160 páginas, mais de 170 imagens entre fotografias, mapas e infográficos, além do vídeodocumentário de 52 minutos.

 

O IPAC desenvolve políticas de promoção e divulgação dos bens culturais patrimonializado como ações de salvaguarda, em que está inserida a difusão do conhecimento técnico, através da publicação de livros, dentre outras ações. A coleção de livros do IPAC aborda patrimônios intangíveis, como Festa da Boa Morte, Carnaval de Maragojipe, Desfile de Afoxés, Festa de Santa Bárbara e Ofício de Vaqueiros. Os volumes são acessados através do site www.ipac.ba.gov.br. Saiba mais no Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e via Twitter ‘@ipac_ba’ e Instagram: @ipac.ba.

 

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