23/11/2017
No último domingo (19), o povo de santo do Bembé do Mercado, único candomblé de rua do mundo, promoveu uma caminhada contra intolerância religiosa no município de Santo Amaro, localizada no Recôncavo baiano, a 70 km de Salvador.
O ato comemorou o dia Nacional da Consciência Negra. A ação foi realizada pelos terreiros da cidade através da Associação Oju Oniré do babalorixá pai Poti com apoio da Secretaria de Cultura do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e da Secretaria de Turismo da Bahia.
Santo Amaro é a cidade do Recôncavo com maior número de terreiros de matriz africana. O chefe de gabinete do Ipac, André Reis destacou a importância da valorização da cultura religiosa na região. “Desde que ele recebeu o registro especial de patrimônio da Bahia, a gente tem buscado está próximo do povo do Bembé, são 40 terreiros que participam do Bembé do Mercado que ocorre em maio. Então, o IPAC tem dado um apoio grande” explicou.
O Bembé do Mercado é patrimônio imaterial da Bahia desde 2012 via IPAC, tem sua historia baseada em lutas, fundado em 1889, um ano após a abolição da escravatura, quando um grupo de negros reuniu-se na praça pública de Santo Amaro para comemorar o fato. Desde então, anualmente, vários terreiros da região realizam uma grande cerimônia de candomblé em praça pública.
O reconhecimento do Bembé como Bem Imaterial foi solicitado ao IPAC pelo Terreiro de Ilê Axé Oju Onirê, em 2009. Seguiram-se pesquisas bibliográficas, entrevistas e coletas de documentos com equipe multidisciplinar de sociólogos, historiadores, fotógrafos e outros técnicos do IPAC. Em novembro de 2012, foi publicado o decreto nº 14.129 no Diário Oficial tornando o Bembé um Patrimônio Imaterial baiano.
“Quando o registramos, foi com a ideia de que ao longo do tempo essa manifestação não seja alterada pelo homem. Essa relação não é uma relação financeira, é uma relação de preservação da identidade existente em cada ato, manifestação e cada festa”, afirma André Reis.
Também foi lançando o livro "Bembé do mercado" produzido pelo Ipac. O livro está disponível gratuitamente em versão digital no site da Secult BA ou no link http://www.cultura.ba.gov.br/bembe-do-mercado/.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 23.11.2017
(71) 3117-6490, 3116-6673
Assessora responsável Alexsandra de Alcântara Santos
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br
Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba - Instagram: @ipac.ba
O ato comemorou o dia Nacional da Consciência Negra. A ação foi realizada pelos terreiros da cidade através da Associação Oju Oniré do babalorixá pai Poti com apoio da Secretaria de Cultura do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e da Secretaria de Turismo da Bahia.
Santo Amaro é a cidade do Recôncavo com maior número de terreiros de matriz africana. O chefe de gabinete do Ipac, André Reis destacou a importância da valorização da cultura religiosa na região. “Desde que ele recebeu o registro especial de patrimônio da Bahia, a gente tem buscado está próximo do povo do Bembé, são 40 terreiros que participam do Bembé do Mercado que ocorre em maio. Então, o IPAC tem dado um apoio grande” explicou.
O Bembé do Mercado é patrimônio imaterial da Bahia desde 2012 via IPAC, tem sua historia baseada em lutas, fundado em 1889, um ano após a abolição da escravatura, quando um grupo de negros reuniu-se na praça pública de Santo Amaro para comemorar o fato. Desde então, anualmente, vários terreiros da região realizam uma grande cerimônia de candomblé em praça pública.
O reconhecimento do Bembé como Bem Imaterial foi solicitado ao IPAC pelo Terreiro de Ilê Axé Oju Onirê, em 2009. Seguiram-se pesquisas bibliográficas, entrevistas e coletas de documentos com equipe multidisciplinar de sociólogos, historiadores, fotógrafos e outros técnicos do IPAC. Em novembro de 2012, foi publicado o decreto nº 14.129 no Diário Oficial tornando o Bembé um Patrimônio Imaterial baiano.
“Quando o registramos, foi com a ideia de que ao longo do tempo essa manifestação não seja alterada pelo homem. Essa relação não é uma relação financeira, é uma relação de preservação da identidade existente em cada ato, manifestação e cada festa”, afirma André Reis.
Também foi lançando o livro "Bembé do mercado" produzido pelo Ipac. O livro está disponível gratuitamente em versão digital no site da Secult BA ou no link http://www.cultura.ba.gov.br/bembe-do-mercado/.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 23.11.2017
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