30/04/2015
A capela de Senhora Santana do Miradouro, no município de Xique-Xique, na Bahia, terá a sua restauração ampliada. Em convênio com a prefeitura municipal, a diocese local e a comunidade de Xique-Xique, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) fará a restauraçãodos bens integrados: forro da capela mor, altar mor, púlpito e guarda-corpo do coro. A capela, originária de 1811, já tinha sofrido intervenção emergencial de estabilização e consolidação estrutural das paredes e cobertura realizada pelo IPAC.
“Uma equipe técnica chega em Xique-Xique neste domingo, dia 3, e realizará vistoria na capela neste domingo, dia 3, para verificar a situação atual e dar início à programação dos trabalhos”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos. A medida faz parte das ações de preservação realizadas pelo IPAC, em muitos municípios conveniados, através da sua Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores).
De acordo com o diretor do IPAC, teve a Notificação de Abertura de Processo de Tombamento assinada pelo IPAC, Prefeitura e Paróquia locais, em 29 de maio de 2013 o que lhe dá a mesma proteção legal do tombamento definitivo. “Dispomos de equipes especializadas de mestres em marcenaria, restauradores e auxiliares técnicos, encarregados pela restauração e conservação desses bens”, relata João Carlos.
CAPELA – A frequência da Capela de Santana do Miradouro extrapola os limites municipais e atrai fiéis de várias regiões da Bahia. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, existem ainda elementos em madeira - púlpito com guarda-corpo almofadado e guarda-corpo do coro em treliça -, que estão sendo restaurados, assim como o forro e retábulo na capela mor, em madeira policromada.
“Essa capela possui um barroco muito especial, muito particular. Trata-se de uma igreja franciscana, com elementos franciscanos elaborados por pessoas da terra, a população local, tornando-se por isso atração única,” afirma a coordenadora da Cores/IPAC, Khatia Berbert.
Nos elementos em madeira policromada da capela mor encontram-se pinturas tipo escaiola – que imitam o mármore ou pedras ornamentais –, pequenos medalhões, jarros e guirlandas, anjos, e figuras santificadas em medalhões. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilho hidráulico, no coro tabuado sobre barrotes e no adro e lateral da sacristia, lajotas e tijolos de barro cozido. Tesourinhas de linhas altas e a abóbada facetada do forro policromado da capela mor, elementos típicos do século XVII, só foram encontradas nesta e em igrejas de Jandaíra e Queimadas.
ILHA – A ilha, primeira localização do arraial “Xique-Xique” em meados do século XVI, segundo a tradição local, tem seu nome originário da expressão popular “daqui miro o ouro nas serras”.
Suas terras são muito férteis, porém a cobertura vegetal encontra-se antropizada, restando pouco dos carnaubais que outrora a dominavam, tamarineiros, fícus benjamina. Observa-se a presença de árvores frutíferas exóticas, sobretudo mangueiras e coqueiros. Encontra-se dentro da APA – Dunas e Veredas do Baixo-Médio São Francisco.
A ilha conta com aproximadamente 200 casas dispersas, constituindo-se uma área de ocupação rural, e uma população de menos de 1000 habitantes, segundo informações recentes de levantamento da COELBA e dados aproximativos do IBGE. A população local sobrevive da agricultura familiar, sendo a grande fornecedora de hortifrutigranjeiros para a sede do município, sobretudo, hortaliças, melancia, melão, mandioca e derivados, batata doce, cítricos e manga.
A ilha não tem energia elétrica. A população não possui água potável e saneamento básico.
Outros dados são obtidos na coordenação de Restauro de Elementos Artísticos/ IPAC via telefone (71) 3116-6721 ou endereço eletrônico cores.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais informações no sitewww.ipac.ba.gov.br, no Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e no twitter ‘@ipac_ba’.
Fotos em ALTA resolução no LINK do Flickr: https://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157652222706182/
Crédito Fotográfico obrigatório – Lei nº 9610/98: Rita Barreto
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 30.04.2015
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 8731-2641, 9922-1743
Texto-base: Jenypher Pereira (estagiária de Jornalismo)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907)
(71) 3117-6490, 3116-6673, 9663-8438
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br
www.ipac.ba.gov.br
Facebook: Ipacba Patrimônio, Twitter: @ipac_ba
“Uma equipe técnica chega em Xique-Xique neste domingo, dia 3, e realizará vistoria na capela neste domingo, dia 3, para verificar a situação atual e dar início à programação dos trabalhos”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos. A medida faz parte das ações de preservação realizadas pelo IPAC, em muitos municípios conveniados, através da sua Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores).
De acordo com o diretor do IPAC, teve a Notificação de Abertura de Processo de Tombamento assinada pelo IPAC, Prefeitura e Paróquia locais, em 29 de maio de 2013 o que lhe dá a mesma proteção legal do tombamento definitivo. “Dispomos de equipes especializadas de mestres em marcenaria, restauradores e auxiliares técnicos, encarregados pela restauração e conservação desses bens”, relata João Carlos.
CAPELA – A frequência da Capela de Santana do Miradouro extrapola os limites municipais e atrai fiéis de várias regiões da Bahia. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, existem ainda elementos em madeira - púlpito com guarda-corpo almofadado e guarda-corpo do coro em treliça -, que estão sendo restaurados, assim como o forro e retábulo na capela mor, em madeira policromada.
“Essa capela possui um barroco muito especial, muito particular. Trata-se de uma igreja franciscana, com elementos franciscanos elaborados por pessoas da terra, a população local, tornando-se por isso atração única,” afirma a coordenadora da Cores/IPAC, Khatia Berbert.
Nos elementos em madeira policromada da capela mor encontram-se pinturas tipo escaiola – que imitam o mármore ou pedras ornamentais –, pequenos medalhões, jarros e guirlandas, anjos, e figuras santificadas em medalhões. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilho hidráulico, no coro tabuado sobre barrotes e no adro e lateral da sacristia, lajotas e tijolos de barro cozido. Tesourinhas de linhas altas e a abóbada facetada do forro policromado da capela mor, elementos típicos do século XVII, só foram encontradas nesta e em igrejas de Jandaíra e Queimadas.
ILHA – A ilha, primeira localização do arraial “Xique-Xique” em meados do século XVI, segundo a tradição local, tem seu nome originário da expressão popular “daqui miro o ouro nas serras”.
Suas terras são muito férteis, porém a cobertura vegetal encontra-se antropizada, restando pouco dos carnaubais que outrora a dominavam, tamarineiros, fícus benjamina. Observa-se a presença de árvores frutíferas exóticas, sobretudo mangueiras e coqueiros. Encontra-se dentro da APA – Dunas e Veredas do Baixo-Médio São Francisco.
A ilha conta com aproximadamente 200 casas dispersas, constituindo-se uma área de ocupação rural, e uma população de menos de 1000 habitantes, segundo informações recentes de levantamento da COELBA e dados aproximativos do IBGE. A população local sobrevive da agricultura familiar, sendo a grande fornecedora de hortifrutigranjeiros para a sede do município, sobretudo, hortaliças, melancia, melão, mandioca e derivados, batata doce, cítricos e manga.
A ilha não tem energia elétrica. A população não possui água potável e saneamento básico.
Outros dados são obtidos na coordenação de Restauro de Elementos Artísticos/ IPAC via telefone (71) 3116-6721 ou endereço eletrônico cores.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais informações no sitewww.ipac.ba.gov.br, no Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e no twitter ‘@ipac_ba’.
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