Manifestação popular que acontece no município de Saubara, anualmente, na madrugada do dia 2 de julho, as ‘Caretas do Mingau’ poderão integrar o conjunto de festividades que comemoram a Independência da Bahia. Banhado pela baía de Todos os Santos, o município de Saubara está na região do Recôncavo da Bahia. Por via terrestre, circundando a baía, são 108 km saindo de Salvador até lá. Por via marítima, em linha reta, Saubara está a 39 km da capital.
Os trabalhos para reunir e pesquisar as festas e as manifestações que se relacionam às lutas pela Independência da Bahia devem começar ainda neste ano, sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). A maior parte das comemorações ocorre entre 25 de junho até o 2 de Julho. Foram nessas datas que aconteceram levantes e lutas em várias localidades do Recôncavo, com objetivo de libertar o Brasil da Coroa portuguesa. Em 2 de julho de 1823 a tropa libertadora, formada por brancos, índios, negros e mestiços entrou vitoriosa na Cidade de Salvador.
REGISTRO CONJUNTO – De acordo com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a intenção é construir um dossiê único e propor ao Conselho Estadual de Cultura o registro do conjunto como Patrimônio Cultural Intangível da Bahia. “Temos conhecimento de mais de 40 manifestações no Recôncavo e em outras regiões do Estado que comemoram a Independência da Bahia”, relata João Carlos.
A convite da comunidade local, equipe técnica do IPAC esteve nas ‘Caretas do Mingau’ no 2 de julho deste ano (2015). “Acompanhamos a saída da Cabocla – em Saubara não tem o caboclo como em Salvador – e incluiremos a festa nos nossas estudos”, diz o gerente de Patrimônio Imaterial do IPAC, Roberto Pellegrino. Segundo ele, outras cidades e povoados serão visitados. O IPAC pesquisa em cartórios, fóruns, com entrevistas de especialistas e população, gravadas em vídeo, além de recortes de jornais e prospecções em arquivos públicos e particulares.
Pela tradição oral, durante os combates pela Independência, as mulheres dos revoltosos saiam à noite para levar remédios e mantimentos para as tropas brasileiras, tentando se esconder ou assustar os portugueses. “Meu sonho é não deixar essa cultura dos ‘Caretas do Mingau’ morrer. A minha mãe de 77 anos não aguenta mais percorrer as ruas, mas eu vou continuar essa tradição”, afirma Guiomar Freitas uma das integrantes das Caretas do Mingau. Mais dados sobre os projetos, obras e ações do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br. Acesse ainda o Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e o Twitter @ipac_ba.
BOX opcional: HISTÓRIA - Saubara era denominada como Freguesia de São Domingos de Saubara. Até 1990 foi distrito de Santo Amaro da Purificação. O povoado surge a partir da edificação igreja de São Domingos de Gusmão da Saubara. A localidade à beia-mar foi fundada pelo português Brás Fragoso em 1685. A igreja é constituída de pedras e óleo de baleia, trazidos por jesuítas espanhóis da Ilha de Itaparica, junto com a imagem do santo. Ela serviu de quartel general nas lutas pela Independência da Bahia, onde do seu alto podia-se avistar os portugueses vindos do mar para o ataque. Localizada no interior da Baía de Todos os Santos, próxima à foz do Rio Paraguaçu, a região apresenta características paisagísticas diversificadas, reunindo praias de areias alvíssimas, falésias, áreas de manguezais e de Mata Atlântica com rios e cascatas.
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