Conselho de Cultura destaca terreiro tombado pelo IPAC

09/01/2014
“Peço permissão aos ancestrais e guias velhos pra falar de Mestre Didi, um homem que soube transmitir com muita sabedoria a ancestralidade afro-brasileira, como um griô de tradição oral”. Com essas palavras, o presidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) e do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Cultura (ConECta), Márcio Caires, comenta as oficinas que iniciam a programação artístico-cultural/2014 do Terreiro Ilé Asìpá, fundado pelo Mestre Didi (1917-2013). O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) tombou e está preparando um dossiê sobre o terreiro.

As oficinas do Projeto ‘Ilé Asìpá: Atabaques entre as Folhas’ acontecem neste sábado (11), a partir das 9h. O terreiro fica na Rua Asìpá nº472, com entrada pela Avenida Orlando Gomes, em frente ao Cimatec/Senai, entre o Bairro da Paz e Piatã, em Salvador. As oficinas prosseguem por mais 10 semanas, sempre aos sábados pela manhã. A atividade formativa é gratuita, visa qualificar e divulgar o universo afro-baiano das tradições Kêtu. Os participantes aprenderão toques, cânticos, mitos e ensinamentos no contexto dos mestres alabês, que são os responsáveis no terreiro pelos toques rituais, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados.

“Vejo com bons olhos um projeto de iniciação cultural e musical no terreiro fundado pelo Mestre Didi. Um legado foi deixado e cabe ao poder público buscar meios de fortalecer ainda mais todo o trabalho feito por esse cidadão que jamais será esquecido”, diz o presidente do CEC, Márcio Caires. O projeto foi vencedor do edital nº25/2012, da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), com recursos do Fundo de Cultura e execução do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

 

MEMÓRIA – Para o presidente do CEC, “cuidar da memória passa também por ações focadas nas novas gerações, orientadas para uma ação política e questionadora em suas comunidades”, comenta Márcio Caires. O projeto funciona como um instrumento de proteção e disseminação da cultura afro-baiana promovida por comunidades ligadas aos terreiros de candomblé, neste caso de ojés do Ilê Asìpá e alabês do Ilé Opô Afonjá.

Criado em 1967 e completando 45 anos em 2013 – já que só começou a atuar em 1968 – o CEC é a mais alta instância consultiva da Cultura na Bahia. É integrado por 30 conselheiros das áreas mais representativas da cultura baiana, indicados por relevantes serviços prestados à Cultura e nomeados pelo governador do Estado.

 

BEM CULTURAL – No Conselho existem cinco câmaras temáticas que atuam sobre produção cultural contemporânea, articulação e integração, política sociocultural, além do patrimônio histórico, artístico, arqueológico e natural. Esta última câmara analisará o dossiê – ainda em elaboração pelo Ipac – que poderá registrar o Ilé Asipá como ‘Bem Cultural da Bahia’.

As origens do Ilé Asìpá – voltado ao culto dos ancestrais (Egúnsgúns) – remontam à primeira metade do século XIX, quando foi fundado, por Marcos, o Velho, o Terreiro de Mocambo, na Ilha de Itaparica. Informações via telefone (71) 3117-5377 e endereço eletrônico atabaquesentreasfolhas@gmail.com. Acompanhe o projeto no Facebook ‘Ilê Asìpá: Atabaques entre as Folhas’ e assista ao vídeo no linkhttp://migre.me/h2nz8.

 

SERVIÇO

O quê: Projeto ‘Ilé Asìpá: Atabaques entre as Folhas’.

Onde: no Terreiro Ilé Asìpá. Bairro da Paz, com acesso pela Avenida Orlando Gomes, entrada em frente ao Cimatec/Senai, pela Rua Asìpá.

Quando: sábado, 11 de janeiro, a partir das 9h

Com certificados.

Apoio financeiro: Governo do Estado, via Secretaria de Cultura e Fundo de Cultura.

 

*Crédito das fotos do Terreiro Ilé Asìpá: Rafael Martins

*Crédito da foto de Márcio Caires: Ascom CEC / Kau Muniz

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Eder Luis Santana

Assessor de Comunicação do CEC-BA

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