24/11/2016
A Praça das Artes, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (CHS), espaço reativado pelo Governo da Bahia em outubro passado, sedia nesta segunda-feira (28), a partir das 21h, a abertura da temporada de atrações do verão 2016/2017, com o tradicional ‘Ensaio do Cortejo Afro’. O grupo, criado há mais de 30 anos, traz homenagem ao cantor e compositor baiano, Gilberto Gil. A mudança dos tradicionais ensaios do Cortejo do Largo Tereza Batista, que duraram 15 anos, para a Praça das Artes, ambos no Pelourinho, integra um programa de reativação de espaços públicos do Estado em Salvador, sob administração do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).
“A Praça das Artes detém 1,5 mil metros quadrados de área e capacidade para cerca de 1,5 mil pessoas, mas esteve em desuso por muito tempo. Temos que pensar essas áreas como estratégicas para a cidade, tornando-as acessíveis, confortáveis, seguras e com serviços que atendam baianos e turistas, com parâmetros técnicos que respeitem o patrimônio edificado”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. A segurança também é destaque no local. “A Polícia Militar (PM) e a Secretaria de Segurança (SSP) são parceiros dessas requalificações, assim como, já aconteceu no Passeio Público e agora na Praça das Artes, onde estão instaladas câmeras de segurança 360°”, completa João Carlos. As principais ruas do Pelourinho dispõem de câmeras. A PM está sediada com o 18º Batalhão (Rua da Oração) e a SSP com a Delegacia de Proteção ao Turista (Praça Cruz de São Francisco).
DANIELA, SAULO e LUIZ MELODIA – Em setembro do ano passado (2015), o IPAC reabriu o Passeio Público e em outubro deste ano (2016) o IPAC restaurou e abriu três estacionamentos aumentando para 286 vagas oferecidas para automóveis e 70 para motos na região do Pelourinho. A requalificação de museus e espaços do IPAC possibilitam bem-estar urbano, além de auxiliar a economia local e a geração de emprego e renda. A lista de convidados dos ensaios de verão é um chamariz à parte. Na abertura, no dia 28, o cantor Márcio Victor, do Psirico, já está confirmado. Outros artistas e grupos devem se apresentar até março de 2017, a exemplo de Daniela Mercury, Ilê Ayiê, Saulo Fernandes, Márcia Castro, Luiz Melodia e É o Tchan.
“O IPAC acertou quando trouxe uma nova empresa para o estacionamento com um preço justo. Agora os ensaios estão de casa nova e sem necessidade de sair do Pelourinho”, comemora o presidente do Bloco Cortejo Afro, Alberto Pitta. Ele conta que as novidades para os ensaios de verão e o carnaval do bloco incluem homenagens a Gilberto Gil através da inclusão de músicas do artista no repertório e de canções como ‘Parabolicamará’ e ‘Domingo no Parque’ na estética visual dos carros alegóricos e fantasias do grupo.
ACESSO – A Praça das Artes surgiu a partir da década de 1990, com a junção de quintais e ruínas do antigo casario. No local, o IPAC realizou serviços de paisagismo, poda de árvores e arbustos, plantio de mudas, re-iluminação, revestimento de piso, colocação de granito, pintura das paredes dos imóveis, instalação de uma gerência local e manutenção geral da área.
O acesso à praça é feito via Baixa dos Sapateiros (Avenida J.J. Seabra), através do estacionamento, ou pela Rua Gregório de Mattos, no Pelourinho (MAPA ANEXO). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Mais informações sobre o Cortejo e seus ensaios no telefone (71)
988774160
e
99170-0953. Sobre o IPAC, no site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.
BOXES opcionais
BOX 1 – CENTRO HISTÓRICO: O IPAC não é responsável direto pelo Pelourinho, mas entende como importante seu papel na aplicação de políticas públicas para preservação do patrimônio cultural baiano. Pela Constituição Federal, leis municipais, estaduais e federais, assim como nas capitais e em qualquer cidade brasileira, a área responsabilidade da Prefeitura de Salvador, já que é eleita e paga com dinheiro público para administrar o uso, licenciamento e ocupação do solo urbano do Município. O Centro Histórico de Salvador é também uma área tombada pela União, via IPHAN/Ministério da Cultura, como Patrimônio do Brasil (1984), e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (1985).
BOX 2 – HISTÓRIA CORTEJO: O Cortejo Afro surgiu da necessidade de reafirmação dos valores e aspectos da cultura negra na Bahia, respeitando a diversidade e incorporando novos elementos visando o crescimento das comunidades do século XXI. A concepção artística do Cortejo Afro se apresenta através de releituras de sons e ritmos, resgatando as cores perdidas do carnaval baiano, reafirmando o seu conceito ético e estético. A Bahia é rica em tradições culturais e, principalmente, em manifestações populares que se espalham por todo o seu território. Já a sua capital tem uma forte influência da cultura negra, tendo sua exposição máxima durante os festejos do Carnaval. Entre vários grupos afros que participam desta festa, destaca-se o Cortejo Afro, criado em 2 de julho de 1998, data da Independência da Bahia, pela comunidade de Pirajá. Tendo nascido dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oyá, atesta toda a sua autenticidade e força da cultura negra sob a inspiração e orientação espiritual da sacerdotisa Mãe Santinha, uma das mais respeitadas Mães de Santo da Bahia. O Cortejo Afro tem um alto astral, com roupas exuberantes e uma coreografia rica em movimentos ligados à cultura afro, idealizado por seu fundador o artista plástico e designer Alberto Pitta, que vem se destacando como um dos mais criativos a Bahia. Há mais de 30 anos que ele trabalha com roupas com influência afro, criando modelos para os afoxés e blocos de Salvador, inclusive fez as fantasias do Olodum durante 15 anos. A intenção de Pitta é resgatar as cores, sons e ritmos do carnaval, que em sua opinião “o tempo se encarregou de apagar, tornando a maior festa popular do mundo, numa pasta só”. Daí a introdução predominantemente do branco sobre branco, o azul e prata que são cores de Oxalá. Já os grandes sombreiros, segundo Pitta, “visam passar o visual dos reinados das tribos africanas, especialmente de Benin, Costa do Marfim, dentre outros países africanos”. Arto Lindsay, Davi Moraes, Caetano Veloso, Gerônimo, a cantora islandesa Björk e Dog Murras, além de participar dos tradicionais Ensaios do Cortejo Afro, no Centro Histórico de Salvador, também fizeram participações nos Carnavais, junto com o Cortejo Afro em cima do trio elétrico.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 24.11.2016
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110-5099, 99922-1743
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº1851)
(71) 98234-9940, 3117-6490, 3116-6673
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br
Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba
“A Praça das Artes detém 1,5 mil metros quadrados de área e capacidade para cerca de 1,5 mil pessoas, mas esteve em desuso por muito tempo. Temos que pensar essas áreas como estratégicas para a cidade, tornando-as acessíveis, confortáveis, seguras e com serviços que atendam baianos e turistas, com parâmetros técnicos que respeitem o patrimônio edificado”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. A segurança também é destaque no local. “A Polícia Militar (PM) e a Secretaria de Segurança (SSP) são parceiros dessas requalificações, assim como, já aconteceu no Passeio Público e agora na Praça das Artes, onde estão instaladas câmeras de segurança 360°”, completa João Carlos. As principais ruas do Pelourinho dispõem de câmeras. A PM está sediada com o 18º Batalhão (Rua da Oração) e a SSP com a Delegacia de Proteção ao Turista (Praça Cruz de São Francisco).
DANIELA, SAULO e LUIZ MELODIA – Em setembro do ano passado (2015), o IPAC reabriu o Passeio Público e em outubro deste ano (2016) o IPAC restaurou e abriu três estacionamentos aumentando para 286 vagas oferecidas para automóveis e 70 para motos na região do Pelourinho. A requalificação de museus e espaços do IPAC possibilitam bem-estar urbano, além de auxiliar a economia local e a geração de emprego e renda. A lista de convidados dos ensaios de verão é um chamariz à parte. Na abertura, no dia 28, o cantor Márcio Victor, do Psirico, já está confirmado. Outros artistas e grupos devem se apresentar até março de 2017, a exemplo de Daniela Mercury, Ilê Ayiê, Saulo Fernandes, Márcia Castro, Luiz Melodia e É o Tchan.
“O IPAC acertou quando trouxe uma nova empresa para o estacionamento com um preço justo. Agora os ensaios estão de casa nova e sem necessidade de sair do Pelourinho”, comemora o presidente do Bloco Cortejo Afro, Alberto Pitta. Ele conta que as novidades para os ensaios de verão e o carnaval do bloco incluem homenagens a Gilberto Gil através da inclusão de músicas do artista no repertório e de canções como ‘Parabolicamará’ e ‘Domingo no Parque’ na estética visual dos carros alegóricos e fantasias do grupo.
ACESSO – A Praça das Artes surgiu a partir da década de 1990, com a junção de quintais e ruínas do antigo casario. No local, o IPAC realizou serviços de paisagismo, poda de árvores e arbustos, plantio de mudas, re-iluminação, revestimento de piso, colocação de granito, pintura das paredes dos imóveis, instalação de uma gerência local e manutenção geral da área.
O acesso à praça é feito via Baixa dos Sapateiros (Avenida J.J. Seabra), através do estacionamento, ou pela Rua Gregório de Mattos, no Pelourinho (MAPA ANEXO). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Mais informações sobre o Cortejo e seus ensaios no telefone (71)
988774160
e
99170-0953. Sobre o IPAC, no site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.
BOXES opcionais
BOX 1 – CENTRO HISTÓRICO: O IPAC não é responsável direto pelo Pelourinho, mas entende como importante seu papel na aplicação de políticas públicas para preservação do patrimônio cultural baiano. Pela Constituição Federal, leis municipais, estaduais e federais, assim como nas capitais e em qualquer cidade brasileira, a área responsabilidade da Prefeitura de Salvador, já que é eleita e paga com dinheiro público para administrar o uso, licenciamento e ocupação do solo urbano do Município. O Centro Histórico de Salvador é também uma área tombada pela União, via IPHAN/Ministério da Cultura, como Patrimônio do Brasil (1984), e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (1985).
BOX 2 – HISTÓRIA CORTEJO: O Cortejo Afro surgiu da necessidade de reafirmação dos valores e aspectos da cultura negra na Bahia, respeitando a diversidade e incorporando novos elementos visando o crescimento das comunidades do século XXI. A concepção artística do Cortejo Afro se apresenta através de releituras de sons e ritmos, resgatando as cores perdidas do carnaval baiano, reafirmando o seu conceito ético e estético. A Bahia é rica em tradições culturais e, principalmente, em manifestações populares que se espalham por todo o seu território. Já a sua capital tem uma forte influência da cultura negra, tendo sua exposição máxima durante os festejos do Carnaval. Entre vários grupos afros que participam desta festa, destaca-se o Cortejo Afro, criado em 2 de julho de 1998, data da Independência da Bahia, pela comunidade de Pirajá. Tendo nascido dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oyá, atesta toda a sua autenticidade e força da cultura negra sob a inspiração e orientação espiritual da sacerdotisa Mãe Santinha, uma das mais respeitadas Mães de Santo da Bahia. O Cortejo Afro tem um alto astral, com roupas exuberantes e uma coreografia rica em movimentos ligados à cultura afro, idealizado por seu fundador o artista plástico e designer Alberto Pitta, que vem se destacando como um dos mais criativos a Bahia. Há mais de 30 anos que ele trabalha com roupas com influência afro, criando modelos para os afoxés e blocos de Salvador, inclusive fez as fantasias do Olodum durante 15 anos. A intenção de Pitta é resgatar as cores, sons e ritmos do carnaval, que em sua opinião “o tempo se encarregou de apagar, tornando a maior festa popular do mundo, numa pasta só”. Daí a introdução predominantemente do branco sobre branco, o azul e prata que são cores de Oxalá. Já os grandes sombreiros, segundo Pitta, “visam passar o visual dos reinados das tribos africanas, especialmente de Benin, Costa do Marfim, dentre outros países africanos”. Arto Lindsay, Davi Moraes, Caetano Veloso, Gerônimo, a cantora islandesa Björk e Dog Murras, além de participar dos tradicionais Ensaios do Cortejo Afro, no Centro Histórico de Salvador, também fizeram participações nos Carnavais, junto com o Cortejo Afro em cima do trio elétrico.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 24.11.2016
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110-5099, 99922-1743
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº1851)
(71) 98234-9940, 3117-6490, 3116-6673
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