11/05/2023
Dirigentes municipais de cultura de cidades de todos os 27 territórios de identidade da Bahia marcaram presença, na tarde desta quarta-feira (10), no auditório da União de Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, para um encontro com o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, e o diretor do Sistema Nacional de Cultura do Ministério da Cultura (MinC), Lindivaldo Junior. O objetivo do encontro, realizado pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBa) e pela UPB, foi avançar com a implementação dos Sistemas Municipais de Cultura, além de orientar gestores sobre a execução da Lei Paulo Gustavo, que já abrirá seu sistema para o recebimento de propostas de trabalho nesta sexta-feira, dia 12 de maio.
Também estiveram presentes o superintendente de administração da UPB, Elve Cardoso, o presidente do Fórum Estadual de Cultura, Davi Terra, e o diretor de Economia Criativa da SecultBa, Fernando Santos.
O secretário Bruno Monteiro destacou que, nesse momento de retomada no campo das políticas culturais no país, é fundamental que a cultura ocupe lugar entre as agendas prioritárias nas prefeituras dos 417 municípios baianos, inclusive, tendo a execução da Lei Paulo Gustavo como mote. "Teremos a chance de mostrar que quando o recurso é investido na cultura, ele dá resultado. E assim vamos, gradativamente, conquistar mais recursos nos municípios e no Estado", afirmou Bruno. O secretário lembrou que, nos últimos dez anos, o PIB da Cultura cresceu mais que o PIB nacional, 78% contra 55%, movimentando R$ 230,14 bilhões e superou setores importantes como a indústria automobilística.
Reconhecendo o desafio enfrentado por muitos dirigentes municipais que contam com equipes reduzidas e pouco apoio nos municípios, Bruno Monteiro enfatizou também que a própria Lei Paulo Gustavo prevê recursos para a sua execução, de modo que os municípios poderão contratar profissionais e compor equipes especializadas para criação de editais, premiações, assim como a elaboração de pareceres. Ele anunciou, ainda, a criação de uma plataforma online com cursos para orientar os produtores e fazedoras e fazedores de cultura na elaboração dos projetos, além de oficinas nos pontos de cultura espalhados pelo estado.
O recifense Lindivaldo Junior, mais conhecido como Junior Afro, atual diretor do Sistema Nacional de Cultura do MinC, reconheceu que, apesar do desmonte sofrido nos últimos anos, o Sistema Nacional de Cultura foi preservado graças ao trabalho de servidoras do antigo Ministério, ação importante na conquista da Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc II. "É preciso deixar um legado, uma estrutura para a efetivação das políticas públicas, e esse legado são os Sistemas de Cultura", disse ele.
De acordo com dados do próprio MinC, a região Nordeste é a segunda com maior adesão ao Sistema Nacional de Cultura, com 58,7% de seus municípios cadastrados, atrás apenas da região Sul, com 66,8%. Na Bahia, 277 municípios aderiram, um percentual de 66,4%. Junior enfatizou a importância de avançar na adesão ao Sistema Nacional, na implementação dos Sistemas Municipais e na criação de órgãos específicos para gerir a cultura nos municípios.
"Nem só de CPF da Cultura vive a política cultural. Se você tem Conselho, Plano e Fundo de Cultura precisa ter também um órgão gestor da cultura no município", disse ele. E questionou, "como o município vai conquistar mais recursos e convencer o empresariado a investir na cultura sem um gestor e um sistema estabelecido?". Junior finalizou falando sobre o compromisso de realizar as conferências municipais que irão desembocar na Conferência Nacional de Cultura, prevista para acontecer em dezembro, com o compromisso de elaborar o novo Plano Nacional de Cultura.
Também estiveram presentes o superintendente de administração da UPB, Elve Cardoso, o presidente do Fórum Estadual de Cultura, Davi Terra, e o diretor de Economia Criativa da SecultBa, Fernando Santos.
O secretário Bruno Monteiro destacou que, nesse momento de retomada no campo das políticas culturais no país, é fundamental que a cultura ocupe lugar entre as agendas prioritárias nas prefeituras dos 417 municípios baianos, inclusive, tendo a execução da Lei Paulo Gustavo como mote. "Teremos a chance de mostrar que quando o recurso é investido na cultura, ele dá resultado. E assim vamos, gradativamente, conquistar mais recursos nos municípios e no Estado", afirmou Bruno. O secretário lembrou que, nos últimos dez anos, o PIB da Cultura cresceu mais que o PIB nacional, 78% contra 55%, movimentando R$ 230,14 bilhões e superou setores importantes como a indústria automobilística.
Reconhecendo o desafio enfrentado por muitos dirigentes municipais que contam com equipes reduzidas e pouco apoio nos municípios, Bruno Monteiro enfatizou também que a própria Lei Paulo Gustavo prevê recursos para a sua execução, de modo que os municípios poderão contratar profissionais e compor equipes especializadas para criação de editais, premiações, assim como a elaboração de pareceres. Ele anunciou, ainda, a criação de uma plataforma online com cursos para orientar os produtores e fazedoras e fazedores de cultura na elaboração dos projetos, além de oficinas nos pontos de cultura espalhados pelo estado.
O recifense Lindivaldo Junior, mais conhecido como Junior Afro, atual diretor do Sistema Nacional de Cultura do MinC, reconheceu que, apesar do desmonte sofrido nos últimos anos, o Sistema Nacional de Cultura foi preservado graças ao trabalho de servidoras do antigo Ministério, ação importante na conquista da Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc II. "É preciso deixar um legado, uma estrutura para a efetivação das políticas públicas, e esse legado são os Sistemas de Cultura", disse ele.
De acordo com dados do próprio MinC, a região Nordeste é a segunda com maior adesão ao Sistema Nacional de Cultura, com 58,7% de seus municípios cadastrados, atrás apenas da região Sul, com 66,8%. Na Bahia, 277 municípios aderiram, um percentual de 66,4%. Junior enfatizou a importância de avançar na adesão ao Sistema Nacional, na implementação dos Sistemas Municipais e na criação de órgãos específicos para gerir a cultura nos municípios.
"Nem só de CPF da Cultura vive a política cultural. Se você tem Conselho, Plano e Fundo de Cultura precisa ter também um órgão gestor da cultura no município", disse ele. E questionou, "como o município vai conquistar mais recursos e convencer o empresariado a investir na cultura sem um gestor e um sistema estabelecido?". Junior finalizou falando sobre o compromisso de realizar as conferências municipais que irão desembocar na Conferência Nacional de Cultura, prevista para acontecer em dezembro, com o compromisso de elaborar o novo Plano Nacional de Cultura.