Exposição Brasil Futuro deixa Salvador após quatro meses e 20.124 visitantes

10/11/2023

Em sua última semana, a mostra se despede da capital baiana ao som do cantor Portella Açúcar com o evento ‘Pôr do Sol na varanda do Solar Ferrão’, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador


 

Aberta ao público desde julho deste ano (2023) no Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, n°45), no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, a exposição ‘Brasil Futuro: As Formas da Democracia’ recebeu 20.124 visitantes em quatro meses. Nesse período cerca de 3 mil estudantes visitaram a exposição, além de soteropolitanos e turistas. A mostra deixa a capital baiana a partir da próxima quinta (15) e fica aberta para visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.

 

Com a curadoria da historiadora, antropóloga e escritora Lilia Schwarcz, em Salvador a exposição se tornou sua maior versão no Brasil, com cerca de 300 obras, de artistas consagrados como Djanira, Mestre Didi, Mário Cravo, juntamente com contemporâneos Denilson Baniwa, Daiara Tukano, Flávio Cerqueira e o Bastardo. A mostra foi inaugurada em Brasília, em 1º de janeiro, na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passou por Belém do Pará até chegar a Salvador para o ‘Bicentenário da Independência da Bahia’. Considera-se que a mostra é uma retomada da Democracia através da arte.

 

ENCERRAMENTO – Para marcar o encerramento a diretoria do Solar Ferrão está organizando uma apresentação do cantor Portella Açúcar no Projeto ‘Pôr do Sol, na próxima terça-feira, dia 14, às 17h, no Solar Ferrão, localizado na Rua Gregório de Mattos, n°45, Pelourinho.

 

“Dos seis pavimentos do Solar Ferrão, três ficaram ocupados pela exposição ‘Brasil Futuro’ com três centenas de obras de arte, proporcionando uma experiência pela história da arte, com inclusão e partilhas verdadeiras, reverberando no público e trazendo um forte sentimento de pertencimento e identidade”, relata a diretora do Ferrão, Adriana Cravo. Ela informa também que a edificação é originária do século XVII. “O Solar encontra-se assentado no declive entre o Pelourinho e a Baixa dos Sapateiros e foi tombado pelo IPHAN como Patrimônio do Brasil desde 1938”, finaliza Adriana.

 

Além da curadoria de Lilia Schwarcz, participaram como co-curadores, Adriana Cravo e Daniel Rangel, além de representantes do Acervo da Laje e do Zumví Arquivo Afro Fotográfico. Peças do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia, do Museu de Arte da Bahia e das coleções do Centro Cultural Solar Ferrão também foram agregadas à mostra.

 

HISTÓRIA – “Estima-se que o Solar seja o resultado de dois edifícios separados, e uma dessas casas pertenceu ao rico comerciante português Antônio Maciel Teixeira, quando a cidade vivia o auge de crescimento derivado do ciclo da cana-de-açúcar”, acrescenta Adriana Cravo. Ela complementa que foi residência da família Maciel até 1756, quando passou a ser sede do seminário de jesuítas, e entre 1793 e 1814 foi residência de Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco - que lhe emprestou o nome atual.

 

O Centro Cultural Solar Ferrão é um dos museus administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Acesse o site www.ipac.ba.gov.br, instagram @ipac.ba e facebook Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.

 

Exposição Brasil Futuro: As formas da democracia

Finissage: Terça-feira, 14 de novembro de 2023, às 17h

Visitação pública: De terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Endereço: Centro Cultural Solar Ferrão (R. Gregório de Matos, 45 - Pelourinho, Salvador)

Quanto: Entrada gratuita
Galeria: