03/10/2013
Professores da Escola Parque conheceram no último dia 1º (outubro, 2013) os instrumentos-esculturas construídos pelo multiartista Walter Smetak, também conhecido como`o alquimista do som´, que se encontra em exposição de longa duração no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho. A visita ao local foi mais uma atividade do projeto de Educação Patrimonial desenvolvido em parceria pelo complexo educacional e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
Para a professora de música da Escola Parque, Mônica Corsan, a visita foi construtiva e informativa, pois mostrou novas formas de se trabalhar música com os alunos. “Tudo me pareceu extremamente agradável e positivo. Não vejo a hora de trazer as crianças da Escola Parque para visitar os museus”, adiantou.
Outro professor de música da Escola Parque, Gilmar de Jesus - que é ex-aluno da Escola de Música da UFBA e conheceu Walter Smetak – ressaltou que visitas como esta aos museus vinculados ao IPAC são de extrema importância para a implantação futura de visitas guiadas ao complexo educacional. “Estamos nos qualificando para isso por meio dessas visitas”, comentou. Os professores da unidade já visitaram os museus Palácio da Aclamação e Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica.
Após a apresentação das obras, os professores participaram de um bate-papo com os mediadores da exposição sobre o modernismo e a presença das características dessa fase nas obras. “A exposição tem a ver com o que ensinamos em sala de aula para os alunos, demonstrando o que o artista sempre defendeu ao longo de sua carreira: a quebra de padrões e a liberdade de criação, características do modernismo”, afirmou Gilmar.
A exposição `Plásticas Sonoras´ reúne instrumentos-esculturas criados por Smetak dentro do projeto `Iniciação pelo Som´, cuja inspiração foi a música experimental e a investigação de sons e silêncios e sua relação com o homem. Desse projeto, resultaram obras a partir de madeiras, cordas, cabaças, tubos de PVC, panelas e latas. Além destas peças, consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores, também estão expostas partituras e objetos pessoais do artista, que viveu na Bahia entre 1937 e 1984.
O projeto Educação Patrimonial desenvolvido em parceria pelo IPAC e Escola Parque, de acordo com a assessora técnica do Instituto, Milena Rocha, é um instrumento de conscientização cultural que possibilita aos professores do complexo educacional fazerem uma leitura do local, levando-os à compreensão da importância cultural que a escola apresenta. “Desta forma, os educadores poderão levar este conhecimento aos alunos da instituição e comunidades externas que queiram visitar a escola”, salientou.
Box Opcional: Walter Smetak - Professor, artista visual, místico, violoncelista, criador de instrumentos-esculturas, filósofo, utopista, profeta, visionário. Ele nasceu na Suíça em 1913 (filhos de ciganos tchecos), e radicou-se no Brasil em 1937, falecendo em Salvador no ano de 1984, por conta dos efeitos de um enfisema pulmonar. Lecionou na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, influenciando toda uma geração de artistas, a exemplo de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rogério Duarte, Tom Zé e Tuzé de Abreu. Também têm Smetak como inspiração grupos como o mineiro Uakti e Adriana Calcanhoto, que em uma de suas músicas toca o “Piston Cretino” de Smetak. Sua obra abordou questões relevantes para a produção musical do século XX, ligadas à experimentação, aos microtons, ao não temperamento da escala musical, à improvisação, etc. Recebeu o prêmio de Personalidade Global do ano para música, da Rede Globo de Televisão, em 1974 e, neste mesmo período, fez as peças Vir a Ser, A Caverna, A Quadratura do Círculo, O Erotismo do Canhoto, A Corrente, Akwas, Dois Mendigos e Sarabanda. Recebeu a Ordem do Mérito Cultural na classe de Grã-Cruz, em reconhecimento a sua contribuição à cultura brasileira, ao lado de nomes como Abdias do Nascimento, Cartola, Dodô e Osmar, Glauber Rocha, Grande Otelo, Hélio Oiticica, Lina Bo Bardi, Luiz Gonzaga e Tom Jobim. Smetak deixou também trabalhos na área da Educação, Antropologia e Sociologia. Escreveu os livros Retorno ao Futuro (1982) e Simbologia dos Instrumentos (2001). Também foram lançados os discos Walter Smetak (1973), pela Philips, produzido por Caetano Veloso e Interregno (1980), patrocinado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Fotos em baixa resolução em anexo e em alta no Flickr:
http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157636119601725/
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98: Elias Mascarenhas
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 03.10.2013
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
(71) 8731-2641
Texto-base: Brenno Almeida (estagiário de jornalismo)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907)
(71) 3117-6490, 3116-6673, 8371-0304
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Para a professora de música da Escola Parque, Mônica Corsan, a visita foi construtiva e informativa, pois mostrou novas formas de se trabalhar música com os alunos. “Tudo me pareceu extremamente agradável e positivo. Não vejo a hora de trazer as crianças da Escola Parque para visitar os museus”, adiantou.
Outro professor de música da Escola Parque, Gilmar de Jesus - que é ex-aluno da Escola de Música da UFBA e conheceu Walter Smetak – ressaltou que visitas como esta aos museus vinculados ao IPAC são de extrema importância para a implantação futura de visitas guiadas ao complexo educacional. “Estamos nos qualificando para isso por meio dessas visitas”, comentou. Os professores da unidade já visitaram os museus Palácio da Aclamação e Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica.
Após a apresentação das obras, os professores participaram de um bate-papo com os mediadores da exposição sobre o modernismo e a presença das características dessa fase nas obras. “A exposição tem a ver com o que ensinamos em sala de aula para os alunos, demonstrando o que o artista sempre defendeu ao longo de sua carreira: a quebra de padrões e a liberdade de criação, características do modernismo”, afirmou Gilmar.
A exposição `Plásticas Sonoras´ reúne instrumentos-esculturas criados por Smetak dentro do projeto `Iniciação pelo Som´, cuja inspiração foi a música experimental e a investigação de sons e silêncios e sua relação com o homem. Desse projeto, resultaram obras a partir de madeiras, cordas, cabaças, tubos de PVC, panelas e latas. Além destas peças, consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores, também estão expostas partituras e objetos pessoais do artista, que viveu na Bahia entre 1937 e 1984.
O projeto Educação Patrimonial desenvolvido em parceria pelo IPAC e Escola Parque, de acordo com a assessora técnica do Instituto, Milena Rocha, é um instrumento de conscientização cultural que possibilita aos professores do complexo educacional fazerem uma leitura do local, levando-os à compreensão da importância cultural que a escola apresenta. “Desta forma, os educadores poderão levar este conhecimento aos alunos da instituição e comunidades externas que queiram visitar a escola”, salientou.
Box Opcional: Walter Smetak - Professor, artista visual, místico, violoncelista, criador de instrumentos-esculturas, filósofo, utopista, profeta, visionário. Ele nasceu na Suíça em 1913 (filhos de ciganos tchecos), e radicou-se no Brasil em 1937, falecendo em Salvador no ano de 1984, por conta dos efeitos de um enfisema pulmonar. Lecionou na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, influenciando toda uma geração de artistas, a exemplo de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rogério Duarte, Tom Zé e Tuzé de Abreu. Também têm Smetak como inspiração grupos como o mineiro Uakti e Adriana Calcanhoto, que em uma de suas músicas toca o “Piston Cretino” de Smetak. Sua obra abordou questões relevantes para a produção musical do século XX, ligadas à experimentação, aos microtons, ao não temperamento da escala musical, à improvisação, etc. Recebeu o prêmio de Personalidade Global do ano para música, da Rede Globo de Televisão, em 1974 e, neste mesmo período, fez as peças Vir a Ser, A Caverna, A Quadratura do Círculo, O Erotismo do Canhoto, A Corrente, Akwas, Dois Mendigos e Sarabanda. Recebeu a Ordem do Mérito Cultural na classe de Grã-Cruz, em reconhecimento a sua contribuição à cultura brasileira, ao lado de nomes como Abdias do Nascimento, Cartola, Dodô e Osmar, Glauber Rocha, Grande Otelo, Hélio Oiticica, Lina Bo Bardi, Luiz Gonzaga e Tom Jobim. Smetak deixou também trabalhos na área da Educação, Antropologia e Sociologia. Escreveu os livros Retorno ao Futuro (1982) e Simbologia dos Instrumentos (2001). Também foram lançados os discos Walter Smetak (1973), pela Philips, produzido por Caetano Veloso e Interregno (1980), patrocinado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia.
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