A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT-BA informa que o arquiteto Frederico Mendonça, que desde 2007 respondia pela Diretoria Geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – IPAC, está se afastando do cargo por motivos pessoais.
O cargo será ocupado interinamente pela arquiteta Elisabete Gándara Rosa, que desde novembro de 2011 já responde pela Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural – DIPAT da autarquia, e que, há 21 anos, desde 1993, presta serviços ao Estado. A arquiteta dará prosseguimento à administração de Frederico Mendonça. Como Diretora da DIPAT – criada sob gestão de Frederico Mendonça – Elisabete Gándara coordenou a implantação do Projeto Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina, em convênio com a UFBA que envolve 12 municípios, e a formatação de um ICMS Cultural na Bahia, além ter participado dos processos de proteção aos Patrimônios Materiais e Imateriais.
Na sua carreira, a arquiteta já participou das etapas – 3ª até a 7ª – de Recuperação do Centro Histórico de Salvador (CHS), do Plano Habitacional do CHS, foi consultora do Programa Monumenta/IPHAN/MinC em Salvador e representou o IPAC no Escritório Técnico de Licenciamento e Fiscalização (ETELF) que congrega Estado, Município e União nas deliberações acerca do patrimônio edificado na Bahia, sob a coordenação do IPHAN. Graduada em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia - UFBA, Elisabete Gándara tem especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pelo CECRE/Faculdade de Arquitetura/UFBA e MBA em Gerenciamento de Projetos e Obras de Engenharia pelo CENID/UNICENID/Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia.
FREDERICO MENDONÇA - 2007/2014
Na gestão de Frederico Mendonça à frente do IPAC, foram finalizadas as obras do Programa Monumenta em Cachoeira, São Félix (Recôncavo baiano) e Lençóis (Chapada Diamantina) com a entrega da restauração de 80 imóveis, monumentos, igrejas e outras edificações religiosas, além de ruas, praças e as orlas de São Félix e Cachoeira urbanizadas.
No período, foram entregues as restaurações de monumentos considerados âncoras do CHS, via Programa de Desenvolvimento Turístico do Nordeste – Prodetur 2/MTur/SETUR, entre os quais o Palácio Rio Branco – sede da SECULT-BA, as igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, do Pilar e do Boqueirão, e a Casa das Sete Mortes.
Na sua gestão, também, foram aprimorados os processos de proteção legal aos bens culturais, regularizando até processos de tombamento provisório que já datavam mais de 30 anos, como a Igreja de Brotas. De 2007 a 2014, totalizaram-se 08 (oito) registros de Bens Culturais Imateriais baianos, como Carnaval de Maragojipe, Festa da Boa Morte, Festa de Santa Bárbara, Desfile dos Afoxés, e os Ofícios da Baiana de Acarajé e do Vaqueiro, dentre outros, e tombamentos de 44 (quarenta e quatro) edificações de importância arquitetônica e histórica para o Estado, dentre as quais o conjunto arquitetônico-urbanístico da Cidade de Wagner.
Na capital baiana, destacam-se os tombamentos dos Edifícios Oceania, na Barra, Caramuru, no Comércio, Sulacap e A Tarde, na Praça Castro Alves, a Associação dos Empregados do Comércio, na Rua Chile, o Hotel da Bahia, no Campo Grande, o Hospital Aristides Maltez, em Brotas, o Cine-Teatro Jandaia na Baixa dos Sapateiros, dentre outros.
Entre 2007 e 2014, também, foi realizado o Concurso Nacional de Ideias para a Recuperação dos Largos do Pelourinho, tombados como Patrimônios Culturais da Bahia os centros históricos de Caetité e Cipó, além de iniciadas as reformas completas do Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM/Solar do Unhão. Na sua gestão, o IPAC passou por reformulação administrativa, quando foram desmembradas e criadas novas diretorias, coordenações e gerências.
Frederico Mendonça é Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA, com especialização em Gestão Ambiental na Universidade de Bradford (Inglaterra), e Urbanismo e Ordenamento Territorial no Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris XII (França). Ele respondeu pela diretoria geral do IPAC de 2007 a fevereiro de 2014. De 1991 a 2003 atuou na CONDER e em 2003 respondeu pela 7ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Atuou ainda na UEP - Unidade Executora de Projetos do Programa Monumenta.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 12.02.2014
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