IPAC e CCPI discutem salvaguarda da capoeira

09/04/2015
Medidas para preservar a capoeira de forma sustentável na Bahia estão sendo discutidas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), instituições vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

A ideia surgiu durante visita do diretor geral do IPAC, arquiteto João Carlos, ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo, localizado no Centro Histórico de Salvador, que é administrado pelo CCPI e tombado como Patrimônio Cultural da Bahia, através do IPAC. Recebido pela diretora do CCPI, Arany Santana, eles conversaram, além da capoeira, sobre as imediações do forte, áreas livres contíguas, dentre outras questões acerca da gestão do espaço.

"Sobre a capoeira, a ideia é agendar uma articulação conjunta entre UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura (MinC), IPAC e CCPI, para que o plano de salvaguarda desse bem imaterial seja uma ação conjunta e articulada", explica João Carlos.

Segundo ele, as diretrizes objetivam apoiar esse patrimônio cultural intangível, com continuidade, via ações em prol da melhoria das condições sociais e dos materiais de transmissão e reprodução que possibilitam sua existência. "Não podemos realizar essa ação somente via CCPI, já que é o IPAC que detém esse expertise de salvaguarda. As expectativas são as melhores com essa parceria e só temos a agradecer", afirma Arany Santana, diretora do CCPI.

 

BEM CULTURAL - A Roda de Capoeira foi inscrita pelo IPHAN/MinC no 'Livro de Registro das Formas de Expressão' como Bem Cultural do Brasil em 2008. Já o Ofício dos Mestres de Capoeira foi inscrito pelo mesmo IPHAN no 'Livro de Registro dos Saberes'. Na Bahia, através do IPAC, a Capoeira foi inscrita no 'Livro do Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas' como Bem Cultural do Estado, em 2006.

“Nascida nas senzalas e alvo de repressão policial no século XIX, segundo o MinC, a capoeira é hoje um dos ‘produtos culturais brasileiros’ mais difundidos no mundo”, lembra o diretor do IPAC, João Carlos. Atualmente, a capoeira está presente no oeste asiático, Rússia, China e Japão até o Oriente Médio, Israel, Arábia Saudita e Turquia, passando pela Austrália, países da África, Estados Unidos, Canadá, América Latina e países da Europa.

Administrado pelo CCPI, o forte reúne atividades ligadas à capoeira. A edificação fica no mesmo lugar da trincheira de Santiago, construída em 1627, após a expulsão dos holandeses de Salvador. Na década de 1950, foi prisão, desativada em 1976, e, na ditadura, abrigou presos políticos.

Sobre o registro da capoeira procure a Gerência de Patrimônio Imaterial/IPAC via telefone (71) 3116-6741 e endereço eletrônico geima.ipac@ipac.ba.gov.br. Para o CCPI acessewww.pelourinho.ba.gov.br, ou telefones (71) 3103-3351 e 3103-3360. Saiba mais sobre o IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.

 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 09.04.2015

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