23/02/2016
Até o próximo dia 14, quando acontece a comemoração pelo nascimento de Castro Alves (1847–1871), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), lança a digitalização completa e catálogo do acervo do Parque Histórico, na antiga fazenda onde o poeta nasceu. Localizado em Cabaceiras do Paraguaçu (170 km de Salvador), o parque é administrado pelo IPAC que responde pelos principais museus baianos, como o Palácio da Aclamação, Solar Ferrão, museus de Arte (MAB) e de Arte Moderna (MAM), dentre outros.
“Além do concurso de poesias que fazemos tradicionalmente em 14 de março, lançaremos um catálogo e colocaremos na internet o acervo do parque para consulta de especialistas, pesquisadores e estudantes”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, no acervo estão desenhos do poeta, parentes e amigos, cartas de familiares, cartões postais, estampas, gravuras e pinturas. “Documentos, fotografias, diploma de Castro Alves, sua matrícula na faculdade de direito, móveis, objetos e até carta de alforria estão na coleção”, diz João Carlos.
TRADIÇÃO – No dia 14, em Cabaceiras, a diretoria de Museus (Dimus) do IPAC, anunciará o blog ou o site onde o acervo será veiculado. Tradicional na região, o concurso de poesias já é realizado por 15 anos e conta com dezenas de pessoas. Já o catálogo e a digitalização do acervo foram viabilizados por dois projetos do Edital Setorial de Museus do IPAC com recursos do Fundo de Cultura da Bahia.
De acordo com a diretora da Dimus/IPAC, Ana Liberato, o concurso anual atrai crianças, adultos e idosos. “O objetivo é aproximar os jovens e estimular os adultos para a produção poética e literária, difundindo a história e o talento de Castro Alves”, comenta Ana. Pessoas de diversas regiões participam e até de outros estados declamando versos. A diretora do parque, Diogenisa d’Oliva, lembra da preservação. “As iniciativas do IPAC permitem inventariar o acervo como memória para futuras gerações”, relata. No interior do estado o IPAC é responsável ainda pelos museus do Recôncavo (Candeias) e Recolhimento (Santo Amaro). Em Salvador, o IPAC coordena o MAM (Avenida Contorno), MAB (Corredor da Vitória), Palacete das Artes (Graça), Tempostal, Udo Knoff e Solar Ferrão (Pelourinho).
O Parque Histórico Castro Alves (PHCA) fica aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h. Sobre Museus do IPAC assista o vídeodocumentário ‘Visita Virtual’:www.youtube.com/watch?v=QU8-
Box OPCIONAL 1 - PARQUE: Localizado a 170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves, o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. Além de acervo com objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 200 pessoas e biblioteca. Uma série de ações culturais e educativas é realizada durante o ano, destacando-se a comemoração anual do aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.
Box OPCIONAL 2 – CASTRO ALVES: Antônio Frederico de Castro Alves foi um importante poeta brasileiro do século XIX. Nasceu na cidade de Curralinho (Bahia) em 14 de março de 1847. No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados. Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação a qual os negros eram submetidos. Este seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”. Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos. Além de poesia de caráter social, este grande escritor também escreveu versos líricos-amorosos, de acordo com o estilo de Victor Hugo. Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.
Fotos em BAIXA resolução em ANEXAS.
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98: Ascom/Ipac
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 23.02.2016
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110-5099, 9922-1743, 3117-6490, 3116-6673
Texto-base: Iris Leandro (estagiária de jornalismo)
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br
www.ipac.ba.gov.br