Até amanhã (23) o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) participa do workshop ‘Restauro de Jardins Históricos’, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O evento reúne importantes especialistas da área, dentre arquitetos paisagistas, pesquisadores, dos cursos de arquitetura, paisagismo e história da arte, dentre outros.
“Neste encontro tratamos do restauro de ‘Jardins Históricos’, dos projetos de requalificação desses espaços, parques e praças; é uma grande oportunidade para troca de experiências e obtenção de conhecimento”, diz o arquiteto e consultor do IPAC, Paulo Kalil, da subgerência de Projetos do instituto. Kalil está em Juiz de Fora, representando o IPAC, instituição da Secretaria de Cultura (SecultBA).
MONUMENTOS CULTURAIS – A visão de que espaços urbanos ajardinados devem ter tratamento diferenciado pelos poderes públicos, começa em 1981, com a ‘Carta de Florença’, documento básico do ICOMOS (Conselho Internacional de Sítios e Monumentos). “O ICOMOS considera que esses jardins são uma composição arquitetônica e vegetal de interesse público dos pontos de vista histórico e artístico e que, por isso, merecem ser entendidos como ‘monumentos culturais’”, explica o diretor geral do IPAC, arquiteto João Carlos.
Para o diretor do IPAC esses jardins históricos podem ter uma carga simbólica e afetiva, como locais de usufruto e convívio urbano. “Nessa perspectiva, alguns parques, jardins e passeios públicos das cidades estão incluídos nessa definição”, comenta João Carlos. No Brasil, o pensamento da administração pública voltada para os ‘Jardins Históricos’ começa com a ‘Carta de Juiz de Fora’ (MG), em 2010, no 1º Encontro Nacional de Gestores de Jardins Históricos, organizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Fundação Museu Mariano Procópio e pela Fundação Casa de Rui Barbosa.
BAHIA – A intenção do IPAC é trazer esse conceito de gestão de ‘Jardins Históricos’ para alguns dos espaços sob a sua administração. Voltando do evento em Juiz de Fora, o arquiteto Paulo Kalil, desenvolverá o planejamento de ações em todo estado da Bahia.
Em Salvador, as extensas áreas verdes do Solar do Unhão, onde está o Museu de Arte Moderna, localizado à beira-mar, deve passar a atuar com essa conceituação. O jardim frontal do Palacete das Artes, na Graça, também administrado pelo IPAC, vai ganhar essa gestão. Indicação da história local que perpassam décadas e até séculos, identificação de espécies de plantas, mapeamento, trilhas e paisagismo que dialogue com a história, são algumas das ações previstas. Sobre museus do IPAC acesse www.ipac.ba.gov.br/museus, dimusbahia.wordpress.com/
Programação
21/04/15
Manhã – Visita ao jardim acompanhada pelos responsáveis da manutenção, da gestão e com a apresentação dos problemas de articulação com o projeto de arquitetura e as novas funções de museu e gift shop.
Tarde – Aula teórica sobre as regras de restauro do patrimônio utilizadas pelo ICOMOS, os problemas mais recentes de bacias visuais em torno do patrimônio e a apresentação de casos de sucesso e casos de insucesso.
22/04/15
Manhã – Desenvolvimento de exercício sobre uma planta do jardim, papel vegetal e lápis incluindo uma análise para o diagnostico da situação e para a discussão da aplicação dos conceitos teóricos ao caso prático que foi visitado.
Tarde – Aplicação de processos de análise, diagnóstico e preparação do produto final: planta e uma memória descritiva das linhas mestras de um
Plano Diretor de Restauro.
23/04/15
Manhã- Preparação projeto
Tarde – Apresentação e discussão do trabalho com as instituições interessadas.
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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 22.04.2015
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