Joalheria escrava baiana é tema de palestra hoje (26) no Pelourinho

26/07/2016

Até às 17h de hoje (26), acontece no Centro de Documentação e Memória (Cedom) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) a palestra ‘Joalheria Escrava Baiana: construção histórica do design de joias brasileiro’, ministrada por Ana Beatriz Simon Factum. A palestra começou às 14h e é baseada na tese de doutorado da pesquisadora na USP. O Cedom/IPAC fica na Rua Gregório de Matos, nº 29, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.


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Ana Beatriz analisa a aparência dos objetos, técnicas de feitura e mistura de heranças culturais diversas. “Para a mulher negra ou mestiça, escravizada, alforriada ou liberta, o uso das joias simbolizava a preservação de sua cultura, a sua reconstrução identitária, a manutenção de sua autoestima e, principalmente, sua resistência à condição de mercadoria à qual estava submetida, demonstrando a importância da participação das mulheres negras de ascendência de diversos povos da África Subsaariana no processo de formação da cultura material brasileira”, afirma Ana Beatriz.


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DESIGN – A arquiteta e urbanista desenvolve estudos de responsabilidade social, de aprofundamento e ampliação dos conhecimentos de design classificados como afro-brasileiros. O evento é gratuito e aberto ao público, e integra as ações de educação patrimonial do IPAC. “O objetivo é apresentar as joias usadas pelas escravas negras, libertas ou alforriadas na Bahia nos séculos XVIII e XIX”, afirma Daiana Sacramento, coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC.


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“Neste mês já realizamos oficina de fotografia, com Lázaro Menezes, palestra sobre Inventário do IPAC, com Vivian Lene e apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia. Essa programação vai até novembro”, diz Daiana. No próximo dia 28, acontece palestra sobre o escritor Manuel Querino, com os professores Luiz Alberto Ribeiro e Maria das Graças de Andrade. “Essas ações, buscam educar, instruir e promover uma interação com o público”, finaliza.


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ACERVO – O Cedom/IPAC dispõe de 4,7 mil documentos reunidos em quase 50 anos de existência do IPAC. Além de plantas, projetos e cadastros arquitetônicos, mapas, croquis e esboços produzidos entre os anos de 1969 e 2016. O local tem um arquivo fotográfico com cerca de 150 mil imagens. Há fotos digitais e analógicas (impressas e negativas) em preto e branco e coloridas. Filmes, fotogramas, slides, reproduções antigas e álbuns complementam o conjunto. Além da Biblioteca Manuel Querino com 220 obras raras datadas dos séculos XVIII, XIX e XX.


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O local também é responsável pelos livros editados pelo IPAC: http://www.ipac.ba.gov.br/downloads#aba-4. Mais informações: (71) 3116-6945 e endereço coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, Facebook ‘Ipacba Patrimônio’, Twitter ‘@ipac_ba’ e Instagram ‘@ipac.patrimonio’.


 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 26.07.2016

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