04/11/2015
O Museu de Arte da Bahia inaugura nesta sexta-feira, às 19h, a exposição "FACES" do premiado fotógrafo baiano Alvaro Villela. A mostra apresenta 15 fotografias que representam a interpretação do artista aos quilombolas de hoje nas comunidades da Barra e do Bananal, duas pequenas localidades de negros e descendentes de escravos que fugiram de um navio negreiro naufragado na costa sul da Bahia, e que vivem desde o século XVII às margens do rio Brumado, no município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina.
As fotografias representadas por Villela descontextualiza os rostos retratados como expressão da ancestralidade e sugere uma estrutura de trabalho de um povo e sua cultura, que segundo ele "tendem a desaparecer, ou se reinventarem, só restando uma memória distante". Essa exposição faz parte das comemorações do Novembro Negro realizadas pelo MAB, unidade vinculada ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) orgão da Secretaria de Cultura da Bahia, e fica aberta ao público no MAB até o dia 30 de novembro.
O ARTISTA E SUA TRAJETÓRIA
Alvaro Villela, nasceu em Salvador/BA em 1960. Nos anos 80, envolvido numa intensa atividade política, Villela assiste ao filme "Sob fogo cerrado" que traz a luta revolucionária entre os rebeldes sandinistas e o reacionário governo de Somoza, na Nicarágua. Naquele momento, teve a dimensão da impossibilidade de ficar “em cima do muro”, a partir da tomada de consciência de um fotógrafo norte-americano, que assume um lado, ao perceber que sua pretensa neutralidade, estava sendo manipulada pelo governo de direita. A partir daí, resolve construir uma narrativa visual deliberadamente pró-sandinista. Ali, o militante Alvaro Villela descobre a força da linguagem não verbal.
Com exposições individuais e coletivas em importantes museus e centros culturais do país e do exterior, Alvaro, que teve a sua trajetória profissional inicialmente voltada para a fotografia publicitária, sempre buscou realizar uma fotografia mais autoral, explorando um território ocupado por coisas e pessoas que o inquietam e o fascinam. Assim, em 2004, nasceu o projeto "Cuba dos Cubanos", exposição que está sendo vista pelo público paulista através do programa de arte visual itinerante do SESI-SP.
Alvaro Villela assina também a mostra " A Natureza do Homem no Raso da Catarina", que lhe rendeu o seu primeiro livro, considerado pela crítica especializada como um dos dez melhores livros de fotografia lançados em 2006 no Brasil, além de exposições homônimas em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Rio de Janeiro, Brasília, New Orleans, Bratislava, que desencadeou a realização de exposições coletivas em Portland, Seattle, San Francisco e Siegen(Alemanha).
Foi seguindo essa mesma linha de pesquisa que Villela se debruçou sobre as comunidades ribeirinhas do seu estado, trazendo o documental Povo dos Rios, projeto finalizado, que traça as relações de vida dos diversos tipos humanos que povoam o entorno das águas. Desse projeto, surge o ensaio Faces, que foi selecionado para a exposição coletiva, PESO y LEVEDAD, com outros 14 fotógrafos latino- americanos, no Photo Espanha 2011, em Madrid.
Alvaro teve algumas de suas obras adquiridas pela Fundação Joaquim Nabuco – Museu do Homem do Nordeste / Recife-PE; foi selecionado, o único fotógrafo brasileiro, para o TOP 50 - 2010 no PhotoLúcida – Portland/USA; indicado para o PRIX PICTED 2010, uma das mais importantes premiações, em fotografia, voltadas para o tema sustentabilidade. Ainda foi premiado no Foto Arte Brasília em 2009, cujo tema foi Natureza, Meio Ambiente e Sustentabilidade, como também nos 3º e 4º concursos nacionais da Leica / Revista Fotografe Melhor.
Assessoria de Comunicação do MAB
As fotografias representadas por Villela descontextualiza os rostos retratados como expressão da ancestralidade e sugere uma estrutura de trabalho de um povo e sua cultura, que segundo ele "tendem a desaparecer, ou se reinventarem, só restando uma memória distante". Essa exposição faz parte das comemorações do Novembro Negro realizadas pelo MAB, unidade vinculada ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) orgão da Secretaria de Cultura da Bahia, e fica aberta ao público no MAB até o dia 30 de novembro.
O ARTISTA E SUA TRAJETÓRIA
Alvaro Villela, nasceu em Salvador/BA em 1960. Nos anos 80, envolvido numa intensa atividade política, Villela assiste ao filme "Sob fogo cerrado" que traz a luta revolucionária entre os rebeldes sandinistas e o reacionário governo de Somoza, na Nicarágua. Naquele momento, teve a dimensão da impossibilidade de ficar “em cima do muro”, a partir da tomada de consciência de um fotógrafo norte-americano, que assume um lado, ao perceber que sua pretensa neutralidade, estava sendo manipulada pelo governo de direita. A partir daí, resolve construir uma narrativa visual deliberadamente pró-sandinista. Ali, o militante Alvaro Villela descobre a força da linguagem não verbal.
Com exposições individuais e coletivas em importantes museus e centros culturais do país e do exterior, Alvaro, que teve a sua trajetória profissional inicialmente voltada para a fotografia publicitária, sempre buscou realizar uma fotografia mais autoral, explorando um território ocupado por coisas e pessoas que o inquietam e o fascinam. Assim, em 2004, nasceu o projeto "Cuba dos Cubanos", exposição que está sendo vista pelo público paulista através do programa de arte visual itinerante do SESI-SP.
Alvaro Villela assina também a mostra " A Natureza do Homem no Raso da Catarina", que lhe rendeu o seu primeiro livro, considerado pela crítica especializada como um dos dez melhores livros de fotografia lançados em 2006 no Brasil, além de exposições homônimas em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Rio de Janeiro, Brasília, New Orleans, Bratislava, que desencadeou a realização de exposições coletivas em Portland, Seattle, San Francisco e Siegen(Alemanha).
Foi seguindo essa mesma linha de pesquisa que Villela se debruçou sobre as comunidades ribeirinhas do seu estado, trazendo o documental Povo dos Rios, projeto finalizado, que traça as relações de vida dos diversos tipos humanos que povoam o entorno das águas. Desse projeto, surge o ensaio Faces, que foi selecionado para a exposição coletiva, PESO y LEVEDAD, com outros 14 fotógrafos latino- americanos, no Photo Espanha 2011, em Madrid.
Alvaro teve algumas de suas obras adquiridas pela Fundação Joaquim Nabuco – Museu do Homem do Nordeste / Recife-PE; foi selecionado, o único fotógrafo brasileiro, para o TOP 50 - 2010 no PhotoLúcida – Portland/USA; indicado para o PRIX PICTED 2010, uma das mais importantes premiações, em fotografia, voltadas para o tema sustentabilidade. Ainda foi premiado no Foto Arte Brasília em 2009, cujo tema foi Natureza, Meio Ambiente e Sustentabilidade, como também nos 3º e 4º concursos nacionais da Leica / Revista Fotografe Melhor.
Assessoria de Comunicação do MAB